
A Sioux, agência de tecnologia, design e marketing, desenvolveu um projeto desenvolvido para o Banco Santander para reestruturar sua plataforma de folha de pagamento com foco em uma arquitetura de microsserviços. A iniciativa resultou em uma redução de 42% nos chamados de colaboradores para o RH, estabelecendo um novo padrão de eficiência para os processos internos do banco.
O desafio era claro: desmistificar o contracheque, um documento historicamente complexo, que gerava um alto volume de dúvidas repetitivas. A solução não foi apenas digitalizar um processo, mas reconstruir sua fundação tecnológica para entregar clareza e autonomia.
Para alcançar essa transformação, a Sioux apostou em uma engenharia de software que prioriza a agilidade e a escalabilidade, demonstrando como a tecnologia certa, no lugar certo, resolve dores de negócio concretas:
Arquitetura de microsserviços: em vez de um sistema monolítico e engessado, a solução foi construída sobre microsserviços, a base da solução. Essa abordagem permitiu que funcionalidades (cálculo de proventos, descontos, etc.) fossem desenvolvidas e atualizadas de forma independente, acelerando o projeto e garantindo agilidade para o futuro.
APIs como orquestradora: uma camada de APIs RESTful atua como uma “tradutora” universal, conectando os sistemas legados do Santander à nova interface. Elas orquestram a busca de dados em diferentes fontes, consolidam tudo e entregam de forma segura e padronizada para o aplicativo do colaborador.
Front-end focado na experiência: a interface do colaborador foi desenhada com um Design System dedicado, garantindo consistência e usabilidade. Componentes reutilizáveis transformaram siglas e códigos complexos em informações claras, “traduzindo” o holerite de forma intuitiva.
Painel de gestão para o RH: o time de RH ganhou um painel centralizado que automatiza a publicação dos holerites e oferece controle total sobre o conteúdo, reduzindo drasticamente o trabalho manual e o risco de erros.
“O desafio técnico era enorme. Não se tratava apenas de criar uma tela bonita, mas de orquestrar e traduzir dados de sistemas core muito robustos e complexos. A arquitetura de microsserviços nos deu a flexibilidade necessária para isso”, explica Felippe Kanashiro, sócio-diretor de Tecnologia na Sioux. “Construímos APIs que não só consomem informações, mas que as enriquecem com contexto. O resultado é um RH que, apoiado por uma tecnologia sólida, se tornou mais estratégico e menos operacional”, afirma.
O resultado dessa abordagem, focada na arquitetura de microsserviços, vai além da redução de 42% nos chamados. O Santander também obteve:
– Redução de retrabalho e inconsistências de dados;
– Agilidade comprovada no ciclo de desenvolvimento;
– Melhora significativa na experiência do colaborador;
– Aumento da confiabilidade e segurança da informação nos processos internos.
Segundo a Sioux, este case demonstra que, antes de buscar soluções no topo da pirâmide tecnológica, como agentes de IA, solidificar a base com arquiteturas flexíveis como os microsserviços pode ser o caminho mais rápido e eficiente para gerar valor real e resolver os verdadeiros problemas de negócio.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
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