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Setor de TI lidera ranking de Burnout com 42,5%, aponta estudo da Telavita

A Síndrome de Burnout, caracterizada por esgotamento emocional, distanciamento afetivo e sensação de baixa realização profissional, tem crescido de forma alarmante no Brasil

Setor de TI lidera ranking de Burnout com 42,5%, aponta estudo da Telavita

O setor de Tecnologia da Informação (TI) está no centro de um alerta vermelho sobre saúde mental no ambiente corporativo. Segundo uma análise da Telavita, empresa de soluções digitais de psicologia e psiquiatria no Brasil, 42,5% dos profissionais de TI apresentam Burnout completo, o maior índice entre os setores avaliados. Outros 38,1% relatam sintomas claros de esgotamento, revelando uma crise silenciosa no setor responsável por sustentar a Transformação Digital das empresas.

Entre os jovens de 18 a 25 anos, mais da metade (51,94%) já inicia a carreira em estado de esgotamento — um dado preocupante para o futuro do mercado de trabalho

“Profissionais de TI estão cada vez mais sobrecarregados por demandas contínuas, prazos apertados e um ambiente de constante mudança. A pressão por performance, aliada à hiperconectividade, cria o cenário perfeito para o esgotamento”, afirma Aline Silva, psicóloga e diretora clínica da Telavita.

A pesquisa foi realizada com 4.440 profissionais de diferentes níveis hierárquicos e setores econômicos. A Síndrome de Burnout, caracterizada por esgotamento emocional, distanciamento afetivo e sensação de baixa realização profissional, tem crescido de forma alarmante no Brasil. Em 2024, os afastamentos por Burnout saltaram de 421 para 4.883 casos, segundo o Ministério da Previdência Social.

Além do setor de TI, outros segmentos também apresentam níveis críticos de esgotamento:

Administração e Finanças: 38,1% em risco alto e 40,7% com sintomas de esgotamento

Marketing e Vendas: 37,9% em risco alto e 39,8% em esgotamento

Operação e Produção: 34,6% em risco alto e 43,2% com sintomas

Serviços Gerais e Atendimento ao Cliente: 31,4% em risco alto e 44,2% em esgotamento

“Estamos diante de um problema ocupacional grave que precisa ser tratado com seriedade pelas organizações. O Burnout não é apenas um diagnóstico clínico, é um alerta de que algo está estruturalmente errado na forma como estamos trabalhando”, completa Aline.

Embora o setor de TI concentre o maior índice de Burnout completo, o estudo também revela que mulheres na alta gestão são o grupo com maior incidência proporcional: 66,67% já enfrentam a síndrome. Entre os profissionais de liderança intermediária (gerentes e coordenadores), 40,8% estão em risco alto. Já no nível operacional, o esgotamento afeta mais de 50% das mulheres e quase a metade dos homens.

Entre os jovens de 18 a 25 anos, mais da metade (51,94%) já inicia a carreira em estado de esgotamento — um dado preocupante para o futuro do mercado de trabalho.

 

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