
A Inventta lançou oficialmente a segunda edição do estudo “O Futuro da Gestão da Inovação”. O levantamento foi realizado em parceria com a Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), Cubo Itaú, Fundação Dom Cabral (FDC), Ecossistema Inova e CPQD. A publicação está disponível gratuitamente no endereço https://dub.sh/estudo-gdi2025.
A edição 2025 do estudo mostra que a inovação corporativa no Brasil passa por um ponto de inflexão. A eficiência operacional superou o crescimento como principal objetivo estratégico da inovação, refletindo um movimento mais pragmático diante da pressão por resultados no curto prazo, desafio apontado por 46% dos respondentes como o maior entrave à inovação, seguido por orçamento (41%) e tempo (40%).
“A inovação está mais pragmática. Ela desceu do palco e vestiu o uniforme da operação. E isso é um bom sinal: mostra maturidade e foco em gerar valor real para o negócio”, destaca Mariana Briamonte, líder de Projetos da Inventta.
O levantamento ouviu mais de 220 profissionais de empresas de diferentes portes e setores. Foram mapeadas 58 práticas de inovação, das quais 17 já são utilizadas por mais de 70% das empresas. As mais recorrentes incluem melhoria contínua (82%), estratégia de inovação (80%) e jornada de experiência (76%).
O estudo também destaca 11 estratégias que têm se mostrado eficazes para aumentar a percepção de valor da inovação, como: definição de metas claras, alinhamento com a liderança, visibilidade a cases internos e mensuração do impacto no bottom-line dos negócios.
Apesar dos desafios, o ecossistema brasileiro mostra sinais de amadurecimento. O aumento da adoção de práticas como co-inovação, inteligência competitiva e uso de IA evidencia um movimento mais integrado, estratégico e orientado a resultados. “Os profissionais estão entendendo que inovar não é só experimentar. É também entregar. E para isso, precisamos de método, alinhamento e coragem para fazer diferente”, afirma Mariana.
“Nosso estudo é importante por trazer uma perspectiva baseada em dados para inovar. O desafio tem sido a gestão da inovação e como as organizações privadas estruturam sua governança e qualidade de projetos em busca de resultados de curto e longo prazo. Além disso, a necessidade para uma liderança visionária torna-se vital, envolvendo equipes, investimentos e maturidade”, comenta Hugo Tadeu, diretor da área de Inovação da FDC.



















