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Low-code se alia à GenAI para agilizar o desenvolvimento de aplicativos

A OutSystems reuniu parceiros e clientes para mostrar como a tecnologia tem transformado o cenário de desenvolvimento de software, impulsionada agora pela IA generativa

Low-code se alia à GenAI para agilizar o desenvolvimento de aplicativos

A OutSystems, provedora global de plataforma de desenvolvimento de aplicações Low-code para empresas, reuniu na quarta-feira (5/6) em São Paulo especialistas, parceiros e clientes em seu evento anual OutSystems Brazil Summit 2024, para mostrar como a sua solução tem mudado o cenário de desenvolvimento de software, impulsionada agora pela Inteligência Artificial generativa (GenAI).

“O tema central do evento é a integração da IA com o Low-code, que são duas vertentes que vêm atender melhor o cliente”, disse Carlos Sapateiro (foto), country manager da OutSystems Brasil. “A OutSystems é uma plataforma que faz toda essa orquestração, com o objetivo de trazer para o cliente esse ganho de eficiência no desenvolvimento das aplicações sem a necessidade do código manual. A IA empodera e impulsiona cada vez mais isso, trazendo a automatização, e um valor agregado à tecnologia, atendendo melhor às necessidades do cliente”, completou.

Segundo o executivo, o Low-code entrega aplicativos na mesma qualidade que o processo tradicional de desenvolvimento, com linhas de códigos, mas de forma mais rápida. Outra vantagem é o tempo de formação do desenvolvedor, muito menor que no desenvolvimento tradicional, que exige uma formação técnica mais apurada e longa. No Brasil, a comunidade de desenvolvedores da OutSystems tem atualmente 2.231 profissionais cadastrados, na América Latina esse número é de 2.906 e no mundo são mais de 750 mil em 80 países.

Para Sapateiro, o Low-code é uma tendência, mas tem sempre um período de adaptação para a adoção de novas tecnologias, com resistência de profissionais mais antigos, acostumados com o jeito tradicional de programação com códigos. Por essa razão a adoção não tem sido mais rápida, apesar das inúmeras vantagens. “Também há certa confusão sobre o que é Low-code, que no fundo é uma maneira de desenvolver aplicações sem ou com pouco uso de código. Muitas empresas dizem que suas plataformas oferecem Low-code, mas são aplicações departamentais específicas, feitas por citizen developer, ou seja, pelos próprios funcionários do departamento. A nossa plataforma engloba todo o ambiente, desde essas aplicações departamentais mais simples, até aplicações de missão crítica, do core da empresa”, afirmou Sapateiro.

Pesquisa de intenção de investimentos

A OutSystems também divulgou o evento uma pesquisa feita com 85 CIOs no Brasil para investigar a intenção de investimentos em tecnologia Low-code. Dessa amostra, 59 empresas (69%) já utilizam Low-code e 26 (31%) disseram que tem interesse em utilizar.

Dados revelados por 54% da amostra (46 empresas) permitiram, segundo a OutSystems, o mapeamento de R$ 53 milhões a serem investido em tecnologia Low-code no ano de 2024 no País. Este valor seria distribuído em 260 investimentos realizados entre 9 projetos, com destaque para Automação de Processos (24%), Aplicativo Mobile (15%) e Uso pelas áreas de negócio/citizen developer (13%).

Para os parceiros da OutSystems, a indicação dos projetos prioritários representa uma informação estratégica e que pode ser utilizada para permitir um melhor direcionamento na abordagem e nas propostas feitas junto aos clientes potenciais.

Melhoria da Eficiência Operacional (20%) representa a meta com maior interesse na perspectiva dos negócios investigados, precedida de Aumento de Receita (18%) e Redução de Custos (14%). Segundo o relatório, evidenciar como a tecnologia Low-Code pode auxiliar no alcance destas metas pode orientar os parceiros a obter maior receptividade por parte dos clientes potenciais, aumentando, por consequência, a taxa de sucesso no que concerne ao fechamento de novos negócios.

Entre os principais desafios para a adoção do Low-code, a pesquisa elencou:

– Atualização de sistemas legados.

– A necessidade e oportunidade é fazer MVPs e testar hipóteses rapidamente com tecnologias Low-code/No-code.

– Falta de adoção de um roadmap contendo as novas tendências, pelo desenvolvedor da plataforma Low-code.

– Arquitetura legada antiga e mal desenhada.

Já entre os principais benefícios buscados pelas empresas estão: Agilidade no desenvolvimento de aplicações (18%), Aumento de produtividade (12%) e Aceleração do ciclo de vida de desenvolvimento (9%).

Segurança (19%), Escalabilidade (16%), Facilidade de integração (18%) e Ausência de lock-in com o vendor (16%) emergiram como fatores prioritários para seleção de um fornecedor de tecnologia Low-code, na perspectiva do público pesquisado.  Estes resultados assinalam oportunidades relevantes a serem trabalhadas no contexto da empresa parceira, buscando adequação a tais pontos na ocasião de realização de suas propostas comerciais.

 

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