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Cenário turbulento exige inteligência unificada no setor financeiro

Em evento, o SAS discutiu as melhores práticas aplicadas no mercado em personalização de serviços, com técnicas de prevenção a fraude e lavagem de dinheiro

Cenário turbulento exige inteligência unificada no setor financeiro

Em nível global, a combinação de altas taxas de juros, maior pressão regulatória e inflação são condições que preocupam, mas que muitos líderes do setor de serviços financeiros já viram isso antes e que já não tiram o sono de ninguém. Mas ao adicionar as turbulências tecnológica, incluindo a IA generativa, transição para a Nuvem, aumento de fraudes e riscos cibernéticos, o novo cenário exigirá que os líderes do setor sejam muito mais ágeis do que nunca.

Percebe-se que setor bancário está mudando rapidamente, com o risco se destacando entre as principais preocupações. Bancos e outras instituições financeiras estão observando um aumento na incerteza e volatilidade nos mercados, à medida que forças externas da geopolítica, pandemia, mudanças climáticas e muito mais estão alterando o ambiente de negócios. As crescentes medidas e custos de conformidade regulatória, bem como o aumento da concorrência tecnológica, estão desafiando ainda mais o cenário do mercado financeiro, e os bancos hoje precisam encontrar maneiras de permanecerem relevantes.

A modularidade da plataforma SAS é uma vantagem fundamental, com os clientes podendo escolher quais módulos precisam de acordo com o seu momento, dependendo de seu foco de risco

Na semana passada, Terisa Roberts, diretora e líder de Soluções Globais para Modelagem de Risco e Tomada de Decisões na SAS, esteve reunida com clientes do setor financeiro em São Paulo no evento “Inteligência unificada: revolucionando a tomada de decisões do cliente na era da IA”, que discutiu as melhores práticas aplicadas no mercado para integrar a hiperpersonalização da originação de crédito com técnicas avanças de prevenção a fraude e lavagem de dinheiro.

Terisa observou que os bancos estão operando atualmente em um cenário muito incerto, com riscos emergentes em diversas frentes. “Junto com esses riscos, eles estão vendo um maior escrutínio regulatório, levando a custos mais altos de conformidade”, disse a executiva. “À medida que os bancos trabalham para se manterem competitivos, é necessária uma resposta mais dinâmica e ágil, parte da qual é fornecer respostas e decisões instantâneas e sob demanda quando os riscos surgem”, completou.

Segundo contou, ao adotar a Transformação Digital e uma abordagem analítica usando Inteligência Artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), os bancos têm uma grande quantidade de dados em tempo real para usar para identificar riscos, tomar melhores decisões e preparar seus negócios para o mundo digital. Isso os mantém competitivos e seus clientes mais satisfeitos. “A IA e o aprendizado de máquina estão desempenhando um papel cada vez maior no setor de serviços financeiros, portanto, obter uma regulamentação sólida e estabelecer bons padrões para o uso responsável são um foco fundamental para os reguladores. Isso permitirá que as instituições financeiras o implementem cada vez mais em suas estruturas de análise e soluções”, comentou Terisa.

Em sua opinião, os bancos devem primeiramente fazer uma avaliação, que inclui a revisão dos processos existentes em relação ao risco de crédito, de mercado e riscos operacionais. Os bancos também precisarão avaliar seu apetite ao risco ao definir seus objetivos, entendendo como uma nova estratégia de gerenciamento de risco se encaixa em seus perfis atuais.

Outra etapa importante é a de analisar dados e tecnologia, identificando o parceiro ideal para ajudar a criar uma solução integrada de gerenciamento de riscos. Terisa aponta a modularidade da plataforma SAS como uma vantagem fundamental, com os clientes podendo escolher quais módulos precisam de acordo com o seu momento, dependendo de seu foco de risco e apetite atuais, com a possibilidade de hospedar a solução na Nuvem.

Colocando ordem na casa

De acordo com Ricardo Saponara, líder da Prática de Prevenção à Fraudes, Abusos, Desperdícios e Crimes Financeiros para a região Américas do SAS, dados de 2022 mostram que as fraudes respondem por US$ 4,7 trilhões. Em sua opinião, um fator que pesa muito nesse cenário de risco e combate à fraudes é que as empresa, em sua maioria, estão divididas em silos, a parte de subscrição, cibersegurança, processos, fraude interna, auditoria etc., tudo separado, com soluções e ferramentas distintas, e com as equipes de investigações separadas.

“Pata ter uma decisão corporativa unificada se deve começar unificando a estrutura de dados. É importante definir, primeiramente, quem tem direito a acessar o quê. É fundamental ter um único sistema em uma única tecnologia, que possibilite investigações focadas, mas com possibilidade de eu conseguir mandar um alerta do ponto A para o ponto B, ou sair da minha área para outra para realizar determinadas ações”, contou Saponara no evento

Segundo o executivo, decisões integradas são importantes, pois as decisões efetivas precisam hoje em dia serem contínuas, contextualizadas e conectadas. “Um levantamento mostrou que 95% das organizações desejam uma versão simplificada de motores de decisão, 65% concordam que as decisões são muito mais complexas do que há dois anos, é muito importante compartilhar dados, com um framework que compartilhe toda parte de compliance, relatório, prevenção de lavagem de dinheiro, modelos de crédito, governança, preços e infraestruturas de dados”, observou.

De acordo com Saponara, os desafios das empresas quase sempre são times de tecnologia atuando de forma isolada em silos, múltiplos vendors, um Custo Total de Propriedade (TCO) muito alto, ineficiência do uso da tecnologia e uma experiência do conumidor negativa. “Com essa estrutura de decisões empresariais é possível reverter esse cenário, agilizando o uso da tecnologia, melhorar a experiência do clientem responder rapidamente ás emandas do mercado, acelerar a inovação, gerenciar todos os clientes, trazer novos clientes e atingir os objetivos de aumentar a lucratividade, as vendas e diminuiro o TCO. Quando se conecta dados, pessoas e processos se consegue melhores decisões”, afirmou.

“Muitos esperam fazer esse processo no modelo Big Bang, de uma vez, olhando para a empresa inteira. É importante ter uma tecnologia que permita ter processos graduais. O conselho é adotar um processo que resolva uma determinada dor hoje, gere o retorno sobre o investimento e evolua conforme for a necessidade. Ou seja, o primeiro ponto é criar uma plataforma e depois ir aumentando as proposições de valor, seja em capacidades, tecnologias e tipologias de uso com o passar do tempo, sem necessidade de fazer um processo grande, custoso e demorar muito tempo para ter o retorno do investimento”, finalizou.

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