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Tecnologia e o futuro do trabalho

Vivemos a Quarta Revolução Industrial, impulsionada pelas inovações tecnológicas e acelerada por mudanças sociais e ambientais. Observando as tendências para o futuro do trabalho, é possível observar que as organizações já estão encarando o começo de uma transformação acentuada na própria ideia de trabalho. Temos muito a construir nesta nova era.

As grandes questões trazidas pela pandemia estão longe de se afastar de nossa realidade. De fato, elas aceleraram movimentos corporativos que já cresciam, como a digitalização do trabalho e o destaque da Inteligência Artificial. Estamos vendo os frutos das demandas por um trabalho remoto, enquanto empresas se adaptam e constroem novas soluções de segurança e interatividade para suas operações. As plataformas se tornam mais complexas e colocam os dados como o carro chefe para humanizar e melhorar a experiência de todas as pessoas envolvidas.

No entanto, essas transformações não funcionam sozinhas e estão na rabeira de um processo mais profundo, que envolve toda a logística de produção e distribuição, essencial para a indústria. Um consumo cada vez mais ágil e consciente exige uma produção otimizada, eficiente, personalizada e sustentável.

Não à toa, as empresas estão trabalhando a todo vapor para criar formas de entrega e radicalizando o foco na experiência do cliente em uma gestão totalmente diferenciada do ciclo produtivo. Até o chão de fábrica já conta com Inteligência Artificial e produz dados cruciais para a operação vista como um todo, transformando a IoT (Internet Das Coisas) em uma das tendências mais promissoras para os próximos anos.

Novas relações de trabalho entre pessoas e máquinas
Em um mundo em que tudo vai se tornando “smart”, é natural que o trabalho também mude, especialmente em atividades repetitivas e facilmente realizadas por máquinas. Segundo especialistas atentos às transformações no mundo do trabalho, a nova divisão entre máquinas e pessoas pode eliminar 14% dos trabalhos hoje feitos por humanos e gerar efeitos disruptivos em 32% (Dados da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

No entanto, isso não significa simplesmente altas taxas de desemprego. Na verdade, as empresas vão ter o desafio de transformar os trabalhos, encontrando espaços criativos para novas tarefas e atividades que ainda nem imaginamos. Se isso for feito com atenção, a tendência é que novos empregos sejam criados, exigindo qualidades humanas e respeitando um futuro mais diverso e inclusivo.

A própria Inteligência Artificial fará parte da reconfiguração do trabalho, abrindo espaço para que pessoas possam trabalhar com solução de problemas, compreensão, interpretação e design thinking. Todo esse processo vai exigir muita inovação por parte das empresas e engajamento por parte dos colaboradores.

Nesse caminho, a era tecnológica pode significar mais foco das pessoas para as pessoas.

Novas qualidades para o trabalho
As formas de trabalho mais fluidas já estão presentes nas empresas, que encontram opções de contratação muito variadas, que podem ser vistas estrategicamente de acordo com as necessidades da operação. Trabalhadores temporários e freelancers trabalham em tarefas específicas, enquanto funcionários contratados focam em processos contínuos e gestão. O mesmo pode ser dito a respeito de quem tem de pisar no espaço físico da empresa e quem pode estar do outro lado do mundo. Tudo é circunstancial e pode ser feito sem desperdício e excesso de burocracia, desde que gerenciado de forma inteligente.

Nesse cenário fluido, a ideia tradicional de “reter talentos” também muda. Com a virtualização das relações de trabalho, o desafio passa a ser engajar funcionários na sede ou à distância, buscando a melhor forma de lidar com a diversidade de colaboradores e com a gestão de um potencial global. Um dos desafios é perceber que a “cultura da empresa” agora obedece parâmetros muito diferentes do modelo tradicional, em que uma pessoa construía uma carreira de anos em uma corporação.

O que podemos fazer agora?
Esse futuro está sendo construído e devemos acompanhá-lo atentamente. Muitas empresas estão adotando plataformas cada vez mais sensíveis e inovadoras para conectar seus funcionários e oferecer experiências personalizadas e complexas para seu público.

Estamos vendo uma mudança sem precedentes em nosso modo de produção e, ao invés de pensarmos que o trabalho humano está se tornando algo obsoleto, devemos começar a imaginar um futuro em que a divisão das funções entre humanos e máquinas nos permita ter mais tempo e energia para questões fundamentais. Dessa forma, conseguiremos construir realidades melhores para as novas gerações.

Queremos participar desse processo de modo ativo e positivo. Estamos trabalhando para trazer uma consciência mais profunda para o processo de transformação, olhando pelo prisma da tecnologia para enxergar novas formas de ver as cidades e criar conexões sociais, de transformar o trabalho com foco em relações saudáveis e moldando saídas inteligentes para as questões ambientais que temos de enfrentar de frente.

O futuro está em nossas mãos, podemos criá-lo para o benefícios de todos.

Por Claudio Tancredi, gerente nacional da Hitachi Vantara no Brasil.

Claudio Tancredi

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