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Vendas globais de smartphones devem crescer 12% este ano

Previsão é da Canalys, que estima que serão comercializados 1,4 bilhão de unidades, dos quais 126 milhões na América Latina

Vendas globais de smartphones devem crescer 12% este ano

De acordo com as últimas previsões da Canalys, o mercado mundial de smartphones crescerá 12% em 2021, com vendas chegando a 1,4 bilhão de unidades. Isso representa uma forte recuperação a partir de 2020, quando as remessas caíram 7% devido a grandes restrições de mercado causadas pela pandemia de Covid-19. À medida que a distribuição de vacinas continua em todo o mundo e a pandemia é contida, o fornecimento de componentes surgirá como o novo gargalo para a indústria de smartphones.

Segundo o levantamento, a América Latina deverá registrar um crescimento de 18% nas vendas de smartphones este ano, saindo de 108 milhões de unidades vendidas em 2020 para 126 milhões. Já para 2022, a previsão é que a região consuma 133 milhões de unidades, um aumento de apenas 5%.

Os fornecedores de smartphones devem procurar melhorar sua eficiência operacional e, ao mesmo tempo, reduzir as expectativas de margem em seus portfólios de baixo custo enquanto durar as restrições, ou correm o risco de perder participação de mercado para seus concorrentes

“A resiliência da indústria de smartphones é incrível”, disse Ben Stanton, gerente de Pesquisa da Canalys. “Os smartphones são vitais para manter as pessoas conectadas e entretidas, e são tão importantes dentro como fora de casa. Em algumas partes do mundo, as pessoas não conseguiram gastar dinheiro em feriados e dias de folga nos últimos meses, e muitas gastaram sua renda disponível em um novo smartphone”, observou o executivo. Em sua opinião, há um forte impulso por trás dos aparelhos 5G, que responderam por 37% das remessas globais no primeiro trimestre deste ano, e devem representar 43% no ano inteiro (610 milhões de unidades). Isso será impulsionado pela intensa competição de preços entre fornecedores, com muitos sacrificando outros recursos, como tela ou alimentação, para acomodar 5G no dispositivo mais barato possível. “Até o final do ano, 32% de todos os dispositivos 5G comercializados terão preço abaixo de US$ 300. É hora de adoção em massa”, afirmou Stanton.

Os gargalos no fornecimento de componentes, no entanto, limitarão o potencial de crescimento das remessas de smartphones neste ano. “Os pedidos pendentes estão aumentando”, disse Stanton. “A indústria está lutando por semicondutores e todas as marcas vão sentir o aperto.” Nos últimos meses, os fornecedores redirecionaram parte da alocação para outras regiões devido à pandemia na Índia, mas isso não é sustentável, pois o mundo volta ao normal. Os fornecedores se voltarão primeiro para a priorização regional, concentrando o fluxo de unidades em mercados desenvolvidos lucrativos, como China, Estados Unidos e Europa Ocidental, em detrimento da América Latina e da África. Mas mesmo nessas regiões mais bem atendidas, eles ainda serão limitados e, então, se voltarão para a priorização de canais, empurrando uma maior alocação de unidades para canais de ativação rápida, como operadoras, e menos para distribuição e mercado aberto.

Guerra de preço

“O outro ângulo para isso é o preço”, disse Nicole Peng, vice-presidente de Mobilidade da Canalys. “À medida que os principais componentes, como chipsets e memória, aumentam de preço, os fornecedores de smartphones devem decidir se absorvem esse custo ou repassam aos consumidores”, disse. Porém, como há grandes restrições em torno dos chipsets LTE, isso causará desafios no segmento de baixo custo, onde os clientes são particularmente sensíveis ao preço. Os fornecedores de smartphones devem procurar melhorar sua eficiência operacional e, ao mesmo tempo, reduzir as expectativas de margem em seus portfólios de baixo custo enquanto durar as restrições, ou correm o risco de perder participação de mercado para seus concorrentes.

“Os canais tiveram que se transformar ou morrer durante a pandemia, e essa inovação forçada” acrescentou Stanton. “Os países desenvolvidos viram um aumento no comércio online, o que forçou os varejistas a reavaliarem suas pegadas offline. Como resultado, muitas lojas fecharão este ano e, para aquelas que permanecerem abertas, seu propósito será reinventado para atendimento ao cliente e atendimento de pedidos, à medida que os clientes usam cada vez mais vários canais durante o processo de compra. As inovações impulsionadas pela Covid-19, como estoque unificado e entrega no carro, estão ajudando os varejistas a direcionar sua visão omnicanal consolidada. E a aquisição centralizada também dará ao canal mais poder de negociação com marcas de smartphones e pode fazer com que alguns varejistas tentem contornar a distribuição para construir novos relacionamentos diretos.

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