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Vendas de computadores decepcionam no segundo trimestre

Sem caixa, as empresas deixaram de comprar e o dólar alto fez os preços dispararem nas prateleiras
Vendas de computadores decepcionam no segundo trimestre

Foi um voo de galinha. Nos três primeiros meses do ano, a venda de computadores cresceu 16%, já que a pandemia da Covid-19 fez com que as pessoas trabalhassem e estudassem em casa. A empolgação tomou conta do mercado. Mas veio o segundo trimestre e as vendas caíram 12,6%. O mercado corporativo foi o principal responsável pelo tombo, uma vez que as empresas estão descapitalizadas. As informações constam da pesquisa da IDC Brasil.
Segundo o estudo, de abril a junho foram comercializadas 1,265 milhão de máquinas, entre desktops e notebooks, 183 mil unidades a menos do que no mesmo período de 2019 e 205 mil menos em comparação ao primeiro trimestre deste ano. O maior impacto foi causado pelo mercado corporativo, para quem foram endereçados 359.538 equipamentos, sendo 137.892 desktops e 221.646 notebooks. “Mais do que uma terrível crise sanitária, as empresas estão enfrentando uma crise de fluxo de caixa e precisam congelar investimentos”, explica Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil.

A receita total do mercado de computadores no segundo trimestre de 2020 foi de R$ 5,314 bilhões  

Segundo o especialista, o aumento de preços, por conta do dólar mais caro e mudanças nas cobranças do IPI e ICMS, também influenciou as compras empresariais no período. O destaque positivo do mercado corporativo foi o setor educacional, que continuou indo às compras no segundo trimestre e cresceu 11,2%.
No varejo, por meio de lojas físicas, supermercados e-commerce, que ficaram abertos durante a quarentena, as vendas foram melhores. Foram comercializadas 906.423 máquinas, sendo 111.072 desktops e 795.351 notebooks. “O que chamou atenção foi o crescimento de 90% (ano a ano) de máquinas de alto desempenho, voltadas para gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc., que precisam de máquinas de alta performance. Este nicho comprou 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops”, conta o analista da IDC Brasil.
E os preços dispararam no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, um desktop custava, em média, R$ 2.150, e um notebook saia por R$ 2.670. Um ano depois, esses valores subiram para R$ 3.607,08 e R$ 4.342,45, altas de 67,8% e 62.6%, respectivamente. Já em relação aos três primeiros meses de 2020, a alta foi de 46,7% para desktops e de 38,2% para notebooks. “O segundo trimestre foi marcado pelo repasse de preços para o consumidor”, afirma Rodrigo.
A receita total do mercado de computadores no segundo trimestre de 2020 foi de R$ 5,314 bilhões, ante R$ 4,545 bilhões do mesmo período de 2019 e R$ 5,252 bilhões do primeiro trimestre de 2020.
Para os próximos meses, a previsão da IDC Brasil para o mercado de computadores é de crescimento tímido, com 1,2% no terceiro trimestre e de 3,5% no quarto trimestre. “Aos poucos as empresas estão voltando a fazer negócios, principalmente as pequenas e médias que sofreram muito com a pandemia, mas têm condições de reagir mais rapidamente. Ao mesmo tempo, observamos índices ascendentes de confiança”, diz o analista da IDC. “Nada que represente uma grande virada. De certo mesmo, é que os notebooks vão fazer os números do ano, tanto no varejo como no mercado corporativo”. Para 2020, a estimativa é de crescimento de 4,4% no varejo e de queda de 9,9% no corporativo.
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Rodrigo Okayama Pereira

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