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CEOs são vistos como responsáveis por ataques de ramsomware

Pesquisa realizada pela Veritas aponta que desculpas públicas, multas e até sentenças de prisão são procuradas como punição para executivos que não protegem seus negócios
CEOs são vistos como responsáveis por ataques de ramsomware

De acordo com uma pesquisa global da Veritas Technologies, líder global em proteção e disponibilidade de dados, cerca de 40% dos consumidores responsabilizam pessoalmente os líderes empresariais por ataques de ransomware, que a empresa sofre. Além disso, o levantamento mostra que o público, muitas vezes, quer restituição de empresas que não se protejam das invasões, com 65% dos entrevistados querendo indenização e 9%, até mesmo, querendo que o CEO seja enviado à prisão.
“Como consumidores, somos cada vez mais bem esclarecidos sobre ransomware, por isso somos implacáveis com empresas que não levam isso tão a sério quanto nós mesmos. As duas coisas mais importantes que as empresas devem ter em vigor, segundo seus clientes, são softwares de proteção (79%) e cópias de backup de seus dados (62%). Agora, parece que, se as empresas não se atentarem a esses conceitos básicos, os consumidores estão prontos para punir sua liderança.”, afirma Simon Jelley, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Veritas Technologies.
A pesquisa, que abrange seis países e 1.200 consumidores, também parece mostrar um paradoxo quando se trata de pagar resgates. A maioria das pessoas (71%) querem que as empresas se levantem contra os cyber-bullies e se recusem a pagar resgates para obter seus dados de volta. No entanto, quando o assunto se torna mais pessoal, com uma ameaça direta aos seus próprios dados, muitas pessoas mudam de ideia e querem negociar para proteger suas informações. Quando se trata de seus dados financeiros, 55% dos entrevistados querem que os fornecedores paguem o resgate para facilitar a devolução de seus registros.
“Pode parecer que as empresas estão em uma situação impossível, com os consumidores dizendo a ambos para pagar – e não para pagar – resgates. No entanto, o que nós, como clientes, realmente dizemos, é que queremos que as empresas escapem do dilema, evitando a situação em primeiro lugar. Os consumidores esperam que as empresas tenham a tecnologia em vigor para restaurar seus dados sem negociar. Essa é a solução ganha-ganha e, ao lado dos prováveis danos e perdas de clientes que vêm com a falta de colocar isso em prática, o risco é simplesmente grande demais para as empresas não terem esse aspecto de seus sistemas ativos.”, complementa Jelley.
De fato, o estudo mostra como alguns consumidores rapidamente perdem a paciência com empresas que arriscam seus dados através de ataques de ransomware. A maior parte dos entrevistados (44%) pararia de comprar de uma empresa que tivesse sido vítima de tal crime.
A pesquisa, que abrange consumidores da China, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, revelou alguns padrões interessantes que emergem de país para país.
Na China as pessoas têm a maior tendência a mudar de ideia sobre negociar com cibercriminosos, quando são suas próprias informações atacadas. 80% dos entrevistados acreditam que as empresas não devem negociar em geral; quando se torna uma questão pessoal de recuperação de seus próprios dados, esse número cai acentuadamente para apenas 16%.
Já no Reino Unido têm os sentimentos mais fortes sobre enfrentar as demandas de cyberbullying, com 81% acreditando que as empresas não devem negociar com os criminosos. Na França, os entrevistados parecem ser mais  indulgentes, com 24% querendo culpar os chefes da empresa, pouco mais da metade (55%) acreditando que ninguém além de criminosos podem ser culpados por ataques de ransomware, e apenas um terço (36%) considerando a queda dos serviços de uma empresa após um ataque.
No Japão, inversamente, os japoneses e chineses são os menos indulgentes, com 49% e 51% abandonando os serviços da empresa após um ataque, e a China, em particular, procurando culpar diretamente os chefes do negócio (66%); na Alemanha, a pesquisa identifica os consumidores como mais vociferantes quanto à punição severa para os líderes após um ataque, com 29% daqueles que culpam os líderes, que querem também uma sentença de prisão e, nos Estados Unidos, a atitude mais comum para aqueles que culpam os líderes é buscar multas como punição, com cerca de 41% dos entrevistados.
Vale relembrar que ransomware é um tipo de software malicioso (malware) que restringe o acesso a um computador e/ou arquivos até que um valor de resgate seja pago. Mais comumente, o ransomware se espalha via criptovirologia, combinando criptografia assimétrica e simétrica para bloquear os usuários da transferência de arquivos gerenciados ou diretórios específicos. Ele opera sob o pressuposto de que os dados criptografados são importantes o suficiente para os usuários, que eles estão dispostos a pagar um resgate para garantir seu retorno. Originados em 1989, os ataques de ransomware começaram a se espalhar mais amplamente por volta de 2012 e têm sido cada vez mais sofisticados e prejudiciais para as empresas.
Serviço
www.veritas.com

assimétrica

criptografia

criptovirologia

gerenciamento

malware

proteção de dados

Ransomware

simétrica

Simon Jelley

software malicioso

Veritas

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