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Porque a diversidade é essencial no trabalho?

Já bastante popular nos Estados Unidos, mais especificamente no Vale do Silício, a cultura das startups surgiu na década de 90 e lançou grandes empresas ao redor do mundo. Entretanto, a onda do empreendimento demorou quase uma década para se estabelecer de forma estruturada no Brasil. Apenas por volta de 2010 conseguimos ver um crescimento mais expressivo de redes de investidores e profissionais interessados e habilitados a atuarem de forma competitiva como as startups globais. Ainda assim, se olharmos de lá para cá, o ecossistema de Startups e VCs amadureceu muito em todo mundo especialmente no Brasil.
A grande maioria das startups são digitais e respiram tecnologia. Entre as diversas iniciativas de inovação para conquistar o mercado, essas empresas também buscam fazer a diferença em outras frentes. Em um mundo cada vez mais democrático onde a diversidade passa a ser enxergada como um diferencial competitivo, tanto as grandes empresas, principalmente de tecnologia, quando as Startups enfrentam desafios nessa questão. Por exemplo, a presença feminina ainda não é muito representativa. Apesar de serem mais da metade da população, e usuárias ativas de aplicativos e dispositivos móveis, as mulheres ainda pouco participam do desenvolvimento dessas soluções. Para entender um pouco mais desse cenário e o porquê dessa baixa atuação em um momento de altíssima demanda, devemos ir além do mercado de trabalho e buscarmos conhecimento no contexto histórico e cultural.
Se analisarmos historicamente, a predileção dos homens por áreas de tecnologia é incentivada desde a infância. Nas décadas de 80 e 90, era bastante comum meninos ganharem videogames, enquanto meninas eram presenteadas com brinquedos como bonecas ou utensílios domésticos. Considerado natural por grande parte da população, essa separação acabou refletindo no atual mercado de trabalho.
Junto disso, ainda podemos citar a desvalorização da mão de obra feminina, ligada as desigualdades sociais, econômicas e, principalmente, de gênero. Educadas para exercer os afazeres domésticos, desde muito cedo, as mulheres precisaram lutar para ocupar espaços também na vida pública. Entretanto, a dupla jornada e sobrecarga de trabalho nem sempre foram reconhecidas e valorizadas.
Apesar do constante crescimento no mercado de trabalho, ocupando espaços antes atribuídos apenas ao público masculino, a mulher, embora em posições hierárquicas diversas, continua tendo ganhos inferiores em relação às mesmas funções ocupadas pelo homem. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a área de TI, possui um público feminino extremamente qualificado, mas mesmo assim elas ganham 34% menos que os homens.
Analisando esse histórico cultural e social, e com a ascensão de novos negócios e o modo como o fluxo corporativo acontece, as empresas, inclusive startups, estão mudando o mindset para acolher mulheres em seus comitês. Exemplo disso são as executivas que usam a experiência de ser mãe e seus aprendizados na vida profissional. Discernimento de prioridades e ser multitarefa são alguns dos benefícios adquiridos em licença maternidade e que podem ser replicados tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Alinhado a isso, diversas empresas vêm investindo cada vez mais em ações que diversifiquem o público interno e reduza a discrepância da presença feminina nos setores de tecnologia. A Oracle é uma delas. Em 2018, a empresa criou o comitê da diversidade e inclusão na América Latina. Os comitês estão espalhados por oito países, atuando em cinco áreas: mulheres, pessoas com deficiência, etnias/raças, LGBTI+ e questões geracionais. Além de promover a inclusão, a iniciativa tem objetivo de desenvolver a carreira de quem já faz parte da empresa.
Outra iniciativa voltada totalmente ao público feminino é a Girls in ICT. Com uma parceria entre a Oracle Academy, instituição educacional da Oracle, com universidades de toda América Latina, o projeto busca empoderar e encorajar jovens mulheres a conquistarem, cada vez mais, seu espaço no mercado. Como forma de estimular a diversidade, a ação promove o Girls in ICT Day, evento global que capacita e incentiva as jovens a considerar as carreiras que podem enriquecer a si mesmas e ao setor de tecnologia. Mais de 700 participaram da última edição.
Ações como essa são essenciais para colocar as mulheres em níveis similares de oportunidades, buscando equilíbrio, acesso à informação e um mix maior de competências no ambiente de trabalho. Se por um lado as mulheres precisam estar mais presentes em áreas que elas têm afinidade e talento, por outro, as companhias precisam fomentar uma nova cultura.
A diversidade no local de trabalho significa o desenvolvimento, por parte da companhia, de uma postura madura diante da pluralidade da nossa sociedade. Assim, a chave para o sucesso é acolher e motivar os colaboradores nas suas diferenças e apoiar a inclusão e a tolerância com as multiplicidades culturais e de gêneros. Com isso, as lideranças empresariais notarão que eles promoverão o desenvolvimento da empresa como um todo.
Por Marie Timoner, Market Connect para a Oracle Latam

cultura das startups

Marie Timoner

Oracle Latam

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE

Vale do Silício

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