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Balanced Scorecard ajuda a executar o planejamento estratégico de forma efetiva

Entenda como a metodologia do BSC pode ser uma grande aliada na gestão estratégica das empresas
Balanced Scorecard ajuda a executar o planejamento estratégico de forma efetiva

Tirar o planejamento estratégico do papel é um dos grandes desafios que as organizações enfrentam atualmente. Muitas empresas apostam no Balanced Scorecard – BSC como um instrumento para alcançar as metas e atingir os objetivos estratégicos. Mesmo assim, alguns administradores têm uma visão um pouco equivocada do seu uso e, por isso, não conseguem obter todos os benefícios que esse valioso instrumento pode trazer.

De acordo com o fundador e CEO da Euax, Jackson Rovina, é muito comum que as empresas apliquem o Balanced Scorecard sem ter uma estratégia muito bem definida. “O Balanced Scorecard não é uma metodologia para você descobrir qual a estratégia da sua empresa. Ele serve para estruturar a execução de uma estratégia previamente concebida”, esclarece.

Origem do Balanced Scorecard
O Balanced Scorecard é uma metodologia de gestão criada pelos pesquisadores Kaplan e Norton. O objetivo do BSC é traduzir a execução da estratégia em indicadores-chave de performance – KPIs. Mas não se trata apenas de uma lista de indicadores: os KPIs devem possuir relações de causa e efeito, que mostrem onde estão as falhas e quais os impactos delas na estratégia de negócio.

O Balanced Scorecard é isso: você entender a sua estratégia, transformá-la em um conjunto de indicadores correlacionados e executar ações para alcançar as metas e desafios estabelecidos para estes indicadores 

Em 1992 os autores publicaram um achado que fizeram. Eles observaram a forma como dois tipos de empresas gerenciavam a performance.

O primeiro grupo era o das empresas que baseavam a avaliação do negócio em indicadores financeiros e contábeis, como faturamento, lucro, custos etc. O segundo grupo era o das empresas que, além de usar indicadores financeiros, conseguiam relacioná-los a outros indicadores operacionais, como os de atividades, serviços, produção, qualidade etc.

A grande contribuição de Kaplan e Norton foi demonstrar que o segundo grupo, que utilizava tanto indicadores financeiros como operacionais, demonstrava maior desempenho e resultados que o primeiro. Assim surgiu o Balanced Scorecard.

Com o impulso de uma publicação de Harvard, o BSC se popularizou, especialmente nas américas. Alguns aceitaram a “moda de Harvard”, outros se identificaram com o método que conecta a operação e a contabilidade, algo que sempre desafiou muitos executivos. A partir de então surgiu a estrutura clássica do mapa estratégico do BSC, dividida em quatro perspectivas.

A primeira perspectiva é a financeira. Sim, essa mesma que todos já usam, baseada em indicadores financeiros e contábeis.

A segunda perspectiva é a de mercado e clientes, que inclui indicadores como os de sucesso nos mercados-alvos estratégicos e os atributos que farão com que esses mercados prefiram a empresa, a partir do ponto de vista dos clientes.

Já a terceira perspectiva é a de processos internos, que considera os indicadores envolvidos justamente na construção dos atributos esperados pelos mercados estratégicos na perspectiva de mercado e clientes.

E, por fim, a quarta perspectiva é a de aprendizado e crescimento, que mede o aperfeiçoamento do negócio. Isso inclui capacitação de colaboradores, pesquisa e desenvolvimento, investimentos em capital humano e toda a infraestrutura física e tecnológica desenvolvida para suportar os processos internos.

Dessa forma, o BSC proporciona equilíbrio entre os aspectos financeiros, administrativos e operacionais da empresa. “O Balanced Scorecard é isso: você entender a sua estratégia, transformá-la em um conjunto de indicadores correlacionados e executar ações para alcançar as metas e desafios estabelecidos para estes indicadores”, sintetiza o especialista em BSC Jackson Rovina.

Então, de forma resumida, o Balanced Scorecard traduz a visão da empresa em objetivos estratégicos, que são medidos por indicadores e afetados por iniciativas – projetos e ações. Logicamente, isso exige um bom modelo de acompanhamento.

Como aplicar o Balanced Scorecard (BSC) em cinco passos

Para implantar o Balanced Scorecard é necessário passar por algumas etapas. São elas:

1. Definição dos temas e objetivos estratégicos
Considerando uma formulação estratégica prévia, o primeiro passo é traduzir a estratégia em grandes temas estratégicos. Eles são as grandes direções que serão comunicadas e perseguidas pela empresa.

Segundo Rovina, umas das maiores dificuldades das empresas é sintetizar a estratégia. “O ideal é definir de três a quatro temas: poucas direções, mas que sejam muito claras”, explica o administrador. Os temas estratégicos precisam ser detalhados em objetivos estratégicos nas perspectivas, considerando as relações causais entre eles. Logo, cada objetivo estratégico afeta e/ou é afetado por outro.

Por exemplo, em um tema estratégico de internacionalização existe uma expectativa de geração de receita e resultados baseado em: mercados estratégicos – segmentação- escolhidos para a internacionalização, além de atributos organizacionais de produto e serviço que são exigidos pelos clientes e que a organização optou por desenvolver nos processos internos.

“A definição dos temas e objetivos estratégicos é um excelente exercício de validação e construção da estratégia junto com a equipe. Trata-se de uma forma de estender o comitê, trazer mais pessoas a bordo da estratégia e já construir uma base de sustentação para a execução dela”, observa Rovina.

Uma das formas de fazer essa construção colaborativa é através de sessões de ideação, tradução, comunicação e validação de ideias. Durante essas sessões podem ser utilizadas diversas ferramentas, dependendo da cultura organizacional e das possibilidades de cada organização.

2. Construção do mapa estratégico
A partir do desdobramento de cada tema estratégico em objetivos estratégicos é preciso unir, integrar, sintetizar e otimizar esses “minimapas” em um único, completo e com a visão do negócio. Assim é criado o mapa estratégico. Esse instrumento funciona como um roteiro e aponta quais objetivos devem ser atingidos para que a organização alcance a sua visão de futuro.

3. Plano de execução
O próximo passo é estruturar como os objetivos serão medidos. Cada objetivo deve ter um indicador para que a organização saiba se está alcançando o objetivo ou não. Além disso, é necessário estabelecer metas e desafios. As metas precisam ser satisfeitas sempre, apesar de não serem fáceis; já os desafios exigirão, além de esforço, as vezes um pouco de sorte. Tanto para alcançar um como o outro é preciso promover mudanças através das iniciativas estratégicas.

4. Alinhamento
O quarto passo para aplicar o BSC é assegurar que “existem donos para as coisas”. Mesmo que haja um espírito de trabalho conjunto e resultado coletivo, é preciso definir quem será responsável por acompanhar ou fazer as atividades. Isso deve ser feito com a participação dos colaboradores por meio da elaboração de acordos de resultados, integrando então a estratégia à operação, ou seja, ao que é feito no dia a dia.

Rovina explica que os acordos mostram quem são os responsáveis por entregar determinados resultados e dentro de qual prazo devem ser entregues. “Os acordos são uma forma de efetuar um compromisso com as metas e, assim, criar engajamento nos colaboradores”, comenta.

Antes da elaboração dos acordos é interessante promover sessões de troca de compromisso. Nessas sessões os colaboradores deixarão claro o que se comprometem a fazer e quais pessoas, além delas, precisam ser envolvidas para que as metas sejam alcançadas. Dessa forma, é possível construir um grande sistema de avaliação da performance das pessoas. É como muitos afirmam: diga-me como serei medido que eu te direi como me comportarei.

5. Consolidação
Um quinto passo para utilizar o Balanced Scorecard é disseminar o conceito pela organização. Isso significa ter um sistema de comunicação eficiente, que explique de maneira didática o que é e como funciona o BSC. Duas formas de fazer isso são os treinamentos e as cerimônias.

Nos treinamentos, os colaboradores terão a oportunidade de entender com mais profundidade como funciona a metodologia de gestão utilizada pela sua empresa para executar a estratégia. Mais do que isso, eles vão conhecer qual a estratégia da organização e entender como o trabalho deles afeta na performance do todo. Dessa forma, a tendência é que eles desempenhem melhor as suas atividades.

Já nas cerimônias as equipes vão participar de encontros para alinhar conceitos. Esses encontros exigem uma preparação antecipada e, portanto, contam com pauta e duração estipuladas com antecedência. Ao final da reunião, as equipes já saem com planos de ações que vão nortear os próximos passos, o que traz mais agilidade.

Para empresas que já fazem uso do Balanced Scorecard – BSC, mas não estão conseguindo obter os resultados desejados, uma das opções possíveis é contratar uma consultoria em estratégia. Afinal, muitas vezes problemas na execução são causados por falhas no planejamento.

A Euax, em mais de 15 anos de experiência com gestão estratégica de performance, inovou ao lançar o seu framework próprio, o Euax Acelera. A empresa possui consultores especializados e certificados, capazes de identificar a raiz dos problemas e saber qual a ferramenta certa para resolvê-los com agilidade.

Serviço
www.euax.com.br

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