Carreira

Geração Z brasileira quer desenvolver novas tecnologias

O estudo, encomendado pela Dell Technologies, mostra que 85% dos jovens brasileiros desejam trabalhar com o desenvolvimento ou implementação de novas tecnologias

Uma pesquisa encomendada pela Dell Technologies, realizada pela Dimensional Research, identificou que a maioria dos jovens brasileiros (85%), entre 16 e 23 anos, deseja trabalhar com o desenvolvimento ou implementação de novas tecnologias. O estudo, realizado em 17 países, incluindo o Brasil, mostra as expectativas e a relação da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2002) com a tecnologia no mercado de trabalho.

Para imensa maioria dos entrevistados no país (86%), a tecnologia permitirá um ambiente de trabalho mais justo e igualitário

A pesquisa, que entrevistou 704 jovens no Brasil, mostra que a Geração Z aposta que os novos recursos e o volume de dados analíticos oferecidos pela tecnologia permitirão ambientes de trabalho mais justos e igualitários, que prevenirão a descriminação baseada em sexo, raça ou idade.

Além de otimistas com os benefícios que a tecnologia trará em suas carreiras, os entrevistados também apontam que trabalhar com novos formatos tecnológicos é um dos principais atrativos para entrada no mercado de trabalho – 79% dos jovens brasileiros consultados estão interessados em trabalho com tecnologia de ponta e 94% indicam que a tecnologia oferecida pelo futuro empregador será um dos fatores decisivos para escolher entre empregos similares.

Outro dado apurado pelo estudo, aponta que a Geração Z brasileira tem expectativas em relação ao trabalho que vão além da compensação financeira. A meta da maioria dos entrevistados (48%) é trabalhar em uma empresa que tenha consciência ambiental e social, enquanto 38% querem um trabalho que tenha significado e propósito, além do salário. Diferentemente do senso comum, a maioria dos jovens consultados (39%) ainda valoriza a comunicação presencial como a forma preferida no ambiente de trabalho. Curiosamente, mensagens de texto em aplicativos como WhatsApp, ficaram em último lugar.

“O estudo traça o perfil de um jovem conectado que vê a tecnologia como uma parte essencial da equação em busca do equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional”, explica Diego Puerta, Vice-presidente para Consumidor Final e Pequenas Empresas da Dell Brasil. “Esse contexto demanda que as empresas preparem sua estrutura de tecnologia para que combine os atributos e os benefícios que a Geração Z procura, com a segurança e confiabilidade que o negócio precisa”, conclui.

Embora a maioria dos jovens (79%) observe a segurança dos dados pessoais e corporativos como uma alta prioridade, apenas 38% deles afirmam que estão fazendo tudo que podem para proteger suas informações. Quase em sua totalidade (97%), a Geração Z reconhece que suas postagens em redes sociais podem ter um impacto em suas futuras vidas profissionais.

Preparados para o futuro?

O otimismo e o desejo de trabalhar com a tecnologia no ambiente de trabalho, no entanto, não se traduz na confiança para encarar os primeiros desafios do mercado de trabalho. No estudo, 95% dos consultados estão preocupados com a transição da escola e da faculdade para uma profissão – 42% citaram a falta de experiência, 30% mencionaram a instabilidade dos empregos oferecidos para recém-formados e 19% estão receosos por ainda não saberem o que querem fazer profissionalmente.

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