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As ‘10 Regras de Ouro’ da Cultura Digital

Quando me perguntam qual é o primeiro passo para inserir uma empresa no cenário digital, eu digo, sem medo de errar, que é mudar a mentalidade dos executivos e tomadores de decisões. Não adianta o diretor de TI estar convencido que a empresa necessita de investimentos em infraestrutura e automação de processos se os outros membros da diretoria e suas equipes não enxergarem a importância dessa decisão para a sobrevivência do negócio. Essa mudança – inicialmente cultural – exige que os profissionais estejam munidos de informação e bons parceiros na hora de planejar as etapas da mudança técnica.

De Modelos Tradicionais como On-Premises (servidores físicos dentro das empresas) e Data Center (Colocation e Hosting, servidores físicos de posse das empresas dentro de Data Centers) até modelos dinâmicos: podemos elaborar o raciocínio sobre a jornada para Cultura Digital. Vamos juntos?

  1. Adquira Skills

Para iniciar qualquer projeto é preciso definir primeiro uma equipe de trabalho. Ela pode ser interna ou ser representada por uma empresa de consultoria que tenha um time multidisciplinar para lhe ajudar em todo o processo. No caso da equipe interna, os profissionais devem conhecer os principais provedores de cloud disponíveis no mercado o que pode significar um grande investimento em pessoal dependendo do porte da empresa.

  1. Fase de Diagnóstico, Comparação e Definição

Nesta etapa é hora da equipe escolhida fazer um diagnóstico para identificar se é possível ou não migrar para a nuvem, comparar as camadas de serviços (IaaS, SaaS, PaaS), além de analisar qual provedor será mais adequado em termos de desempenho para rodar cada aplicação, de acordo com suas características.

  1. Arquitetura e previsão de custos

Após a definição da camada e do provedor de cloud mais adequado para rodar o projeto, é hora de fazer a arquitetura do ambiente. Podemos comparar essa fase com o processo de construção de uma casa que precisa ter bons alicerces. Esse planejamento bem desenhado também incluirá uma previsão de custos ‘para não ter surpresas desagradáveis quando a fatura chegar. Contratar uma empresa especializada pode resultar em uma redução de 20 a 40% dos custos com infraestrutura.

  1. Segurança e continuidade de negócio

Basicamente é preciso pensar no que fazer para o ambiente estar seguro. Quais ferramentas usar, programar testes de vulnerabilidade, etc. Outro ponto importante é estabelecer regras de manutenção e descrever as ações que serão tomadas em caso de incidentes. É comum pensarmos na cópia do ambiente em duas regiões distintas para tornar a recuperação do ambiente mais rápida que a utilização de backups.

  1. Governança

É importante pensar na governança como uma forma de ter total controle do ambiente e de quem o acessa. Defina quais pessoas terão acesso ao ambiente e divida as aplicações que cada uma terá permissão de mexer dentro do ambiente cloud.

  1. Provisionamento e Automação

Se você tem um servidor dentro de casa ele precisa comportar seus acessos. Um provisionamento permite automatizar o uso de mais recursos no ambiente em caso de aumento da demanda. Essa etapa garante escalabilidade ao workload e suporte a picos imprevistos.

  1. Orquestração

Essa etapa é bastante técnica e está fundamentada na orquestração das VM’s – ou como são conhecidas máquinas virtuais – para que novas máquinas possam ser criadas automaticamente conforme a necessidade. Esse é um passo importante que ajuda a redução de custos e facilita os processos operacionais.

  1. Cultura Devops

O Devops nada mais é que a integração dos profissionais das áreas de Desenvolvimento e Operação. Os profissionais que já transitam por essas duas áreas são raros e muito bem remunerados. Pensar nessa integração entre as áreas também é uma mudança de cultura nada fácil, que inclui a práticas de filosofia ágil para entregas mais rápidas, melhores e contínuas.

  1. Data Analytics

Trata-se de uma etapa muito importante que visa a utilização dos dados organizados de maneira inteligente para o negócio. Existe uma infinidade de possibilidades de aplicações de visualização de dados, mas é preciso que profissionais competentes saibam armazená-los, tratá-los e organizá-los em um processo de engenharia de dados para então plugar aplicações de leitura que facilitem e agilizem a tomada de decisão.

  1. Monitoramento

Por último, penso que o monitoramento constante da infraestrutura, passando pelas aplicações até indicadores do negócio, é uma etapa que garante que a empresa esteja evoluindo conforme o planejado. Pense que, em um estágio de maturidade de uso de monitoramento de negócios as empresas podem acompanhar em tempo real o número de vendas, por exemplo, ou analisar os motivos de determinados produtos não terem sido vendidos.

Agora que você acompanhou todos os passos dessa jornada fica mais fácil refletir sobre seu ponto atual e até onde sua empresa pode avançar com a adoção da Cultura Digital. Acompanhar o ritmo de mudanças e se antecipar às tendências é a postura de quem se preocupa com a longevidade do próprio negócio.

*Mateus Souza é Executivo de Contas da Mandic Cloud Solutions

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