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Sete passos para se preparar para o Bloco K

Próximo prazo do cronograma é em janeiro de 2019

Já não é novidade para os empresários que houve uma série de alterações no Bloco K do SPED Fiscal. Essas mudanças, que para muitas empresas já entraram em vigor em 2016, deixaram os processos mais otimizados e facilitaram a fiscalização, oferecendo mais controle sobre cada operação exercida, desde a projeção do estoque de matéria-prima até o produto acabado e sua industrialização. Em janeiro de 2019, o cronograma prevê para empresas com faturamento anual igual ou superior a R$ 300 milhões, classificadas nas divisões 11 e 12 e nos grupos 291, 292 e 293 do CNAE, a escrituração completa do Bloco K. Para as demais, com faturamento inferior a R$ 300 milhões, pertencentes às divisões de 10 a 32 do CNAE e classificadas como empresas atacadistas nos grupos de 462 a 469 do CNAE, a escrituração será simplificada.

De acordo com a contadora e consultora da WK Sistemas na área de legislação, Graziele França, o não cumprimento das obrigatoriedades pode resultar em multas altíssimas para as empresas. “É muito importante estar atento ao cronograma e também às obrigações. Dando atenção aos detalhes, as empresas conseguirão fazer o Bloco K e entregá-lo dentro do prazo sem dores de cabeça ou correrias de última hora”, completa. Confira um passo a passo completo sobre o envio do Bloco K ao governo:

1º passo: Cadastro do produto
O cadastro de produtos é a base para todas as outras informações que serão enviadas no SPED. Logo, é preciso muita atenção na hora de executar este passo. Cada item deve estar dentro de uma das 12 classificações de material, de acordo com a tabela padrão do SPED.

2º passo: Cadastro da estrutura do produto
Aqui é importante cadastrar todos os materiais que são necessários para produzir determinado item. Isso quer dizer que é necessário também informar perdas que ocorrem no meio do processo para que fique o mais próximo possível da realidade.

3º passo: Controle de estoque
É preciso garantir um controle rigoroso de todas as entradas e saídas de materiais e produtos do seu estoque. Inclusive, é necessário ter controle até daqueles itens que não estão em seu poder, como quando, em alguns casos, o material é comprado, mas fica com o fornecedor até você precisar.

4º passo: Controle de movimentação
Sabe os apontamentos da produção, requisição e recebimento de materiais, perdas e saídas de sucatas? Bom, tudo isso deve ser devidamente controlado e documentado.

5º passo: Controle de ordens de produção
Será necessária a apresentação de toda produção efetuada pela sua empresa. Então, não deixe de registrar todas as ordens de produção, ok?

6º passo: Requisição de materiais
Todos os insumos utilizados na produção dos itens das ordens de fabricação, tanto das matérias-primas quanto dos componentes, devem ser informados com as respectivas quantidades utilizadas.

7º passo: Remessas para industrialização
Controlar o saldo de materiais recebidos e enviados para a industrialização é imprescindível na hora de informar o fechamento do mês. Ou seja: registre tudo!

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