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Como combater aos formatos publicitários intrusivos

A publicidade digital está caminhando para uma transformação, como o mundo todo está. Os formatos tradicionais utilizados até então, herdados da televisão e revistas, tem perdido a força e deixado os consumidores insatisfeitos. Prova de que tais formatos não agradam são as diversas extensões que bloqueiam anúncios e que são aderidas pelos usuários. Alguns navegadores como o BRAVE já possuem essa extensão nativa no programa, Em 2016, a Adobe apresentou um estudo onde mostrava que mais de 181 milhões de usuários utilizavam ad blockers, o que correspondia a uma perda de cerca de US$ 21,8 bilhões para as marcas e agências.

Segundo o Think with Google, site de estudos do Google, os anúncios que as pessoas acham mais chatos são os que interrompem a navegação, os que distraem com animações e sons que tocam automaticamente, e os que poluem a página, dificultando a leitura do usuário. Na Europa e nos Estados Unidos este assunto já é discutido. Os países adotaram algumas medidas para combater esses anúncios e no Brasil, o IAB Brasil, também se comprometeu em trabalhar contra esses formatos, visando garantir uma experiência mais agradável com a publicidade.

O avanço da tecnologia tornou o consumidor um usuário exigente, que presa muito por sua privacidade. Para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, as marcas precisam mudar o mindset e pensar na qualidade e não mais na quantidade. “A publicidade precisa ser mais seletiva e isso torna a atenção dos consumidores cada vez mais disputada. Os anunciantes que se sobressaem neste ambiente são os que estão em conformidade com o público quer. São anúncios personalizado e não massificado. Os usuários não aceitam mais serem reféns das empresas, eles querem participar das marcas e ser impactadas por elas”, comenta.

Hérica Machado, Head of Media Performance da DIWE, primeira agência de profound marketing do país, destaca que é importante apostar em técnicas que otimizem os formatos dos principais canais de mídia online. “Nós temos algumas formas de abordagem para seguir caminhos alternativos que são mais assertivos e elevam a qualificação do público. Usar um discurso altamente segmentado e que esteja ligado ao momento da jornada de compras do lead é fundamental”. Outra técnica é testar a aderência de outros canais por afinidade com o nicho. “Por exemplo, para o segmento de construção, criar uma playlist em aplicativos de música, para o momento de reforma na casa”, conclui Hérica.

Diante desse anseio por oferecer experiências e interações reais entre marca e consumidores nasceram os microinfluenciadores. Eles têm se tornado grandes canais neste momento onde as redes sociais são fundamentais para a comunicação. Segundo Eden Wiedemann, CEO da startup Wololo, a presença das empresas no digital se transformou e é preciso saber falar neste ambiente. “Diferente dos influenciadores que são caros e com grande número de seguidores, os microinfluenciadores, tem o grande poder de falar a um número menor de pessoas, mas com maior capacidade de conversão do que um grande influenciador. Além de ser mais barato e menos intrusivo. Quem consome o que ele compartilha está lá porque escolheu segui-lo e acompanhar seus conteúdos”, relata Eden.

Muitas empresas ainda apostam em anúncios publicitários para atrair e engajar seus consumidores. Uma boa estratégia é apostar em anúncios, mas em formatos diferenciados. Segundo Victor Canô, CEO da Cazamba, empresa de tecnologia em mídia referência em inovação no engajamento das marcas, é preciso pensar em estratégias e formatos que vão impactar os consumidores e de preferências nos principais canais em que eles estão conectados, pois isso fará toda diferença na hora de divulgar sua marca sem prejudicar a experiência do usuário com anúncios considerados irrelevantes.

Um exemplo desses formatos diferenciados foram as inserções publicitárias durante a transmissão de jogos de futebol. Billy Nascimento, CEO da Forebrain, empresa escolhida como destaque no programa de aceleração de startups InovAtiva Brasil devido a sua ideia inovadora de utilizar metodologias neurocientíficas para o entendimento do comportamento do consumidor, conta que desenvolveu com a Rede Globo um projeto para melhorar este tipo de conteúdo: “Utilizamos metodologias distintas que nos trazem informações que os consumidores não verbalizam, chamadas que respostas intrínsecas. A partir disso, elaboramos uma série de formas de analisar qual é a melhor estratégia para você construir as inserções publicitárias nos jogos de futebol, que é o conteúdo mais importante para o cliente”.

A diversidade de plataformas e novas formas de receber informações cobram que as empresas comuniquem de forma atraente e com informação. Oferecendo valor no que é apresentado. Segundo Celso Vergeiro, CEO da Adstream, a publicidade tradicional não deixará de existir e de ser importante, entretanto, o brand content cada vez mais ganhará espaço nas mídias digitais sendo um conteúdo relevante, que acaba sendo impulsionado pelos próprios usuários que o consomem.

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