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Os novos escritórios: modernos e barulhentos… e agora?

* por Vera Thomaz

Caíram as paredes e divisórias dos escritórios o que, para o bem e para o mal, significou a “queda da Bastilha” no mundo da comunicação corporativa.

De uma hora para outra, executivos deixaram de ficar encastelados em salas protegidos por secretárias, que limitavam e selecionavam quem e quando teria acesso a eles. Quem estava acostumado às salas decoradas ao gosto do freguês agora se vê sentado ao lado dos colegas, numa horizontalidade que privilegia a comunicação fluida em oposição à velha hierarquia verticalizada e distante.

Por razões que passam por redução de custos, maior integração e melhora na dinâmica da equipe, os escritórios abertos são uma realidade e, ao que parece, vieram para ficar. Empresas investiram em ambientes “descolados”, com mobília moderna assinada por designers badalados mas, e a acústica? Quem se lembrou de que é fundamental haver um tratamento acústico adequado para espaços coletivos onde a rotina grita por nossa atenção?

Simplesmente derrubar paredes não fará a empresa mais produtiva. Ao contrário, a poluição sonora no ambiente corporativo é uma das principais queixas dos funcionários. Eles inclusive apontam o barulho como uma das maiores causas da baixa produtividade e distração.

Segundo Gloria Mark, professora do Departamento de Informática da Universidade da Califórnia e uma das maiores especialistas em Comunicações Unificadas, há estudos demonstrando que cada vez que a concentração é quebrada gasta-se até 23 minutos para conseguir retomar integralmente o foco no trabalho. Ela já publicou mais de 150 artigos e é conhecida por sua pesquisa sobre computação social e os impactos sociais da mídia digital.

O conceito de smarter office é relativamente novo. Criado nos Estados Unidos por empresas de tecnologia, ele alia a ideia do escritório sem paredes tratado acusticamente – dos móveis ao piso – para evitar a propagação do barulho. Porém, um projeto acústico pode custar caro.

A solução desta equação passa por fornecer aos funcionários recursos que lhes permitam manter o foco em suas atividades, enquanto desfrutam dos benefícios que o open office oferece. Uma opção são os headsets com tecnologia de cancelamento ativo de ruído que, tanto na transmissão quanto na recepção da voz, isolam acusticamente os ouvidos dos usuários, tornando a experiência de falar ao telefone ou mesmo participar de uma audio/videoconferência ou webinar muito mais eficiente e profissional.

Em ambientes barulhentos, os headsets com isolamento acústico são parte essencial do ecossistema da comunicação unificada (UC), pois permitem ao profissional estar em contato com quem precisa ao mesmo tempo que evita distrações típicas do espaço de trabalho, ainda que se esteja trabalhando em home office.

O escritório aberto tem vantagens óbvias. O perigo está em negligenciar a acústica desses ambientes em nome da estética, já que a exposição à poluição sonora significa baixa produtividade, cansaço e fadiga auditiva.

Mas, é claro que é possível revolucionar o ambiente corporativo derrubando barreiras (literalmente) e, ainda, manter a produtividade em um espaço de trabalho agradável e o bem-estar dos funcionários. Contudo, lembre-se de investir também nos detalhes acústicos do ambiente, os quais, às vezes, são ignorados e causam um mal maior do que parece.

Enfim, a tecnologia existe para resolver esse dilema. Basta utilizar o que se tem de melhor e fazer as escolhas corretas. Afinal, ninguém vai querer um ruído atrapalhando os resultados de sua empresa, não é mesmo?

* Vera Thomaz é Senior Territory Manager da Plantronics do Brasil

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