Tecnologia

AgroTech: Imagens e dados de drones e satélites melhoram produtividade

Solução da AgriTask agrega fotos aéreas com outras informações do campo para facilitar planejamento e tomada de decisões

Imagens aéreas não são novidade no campo. Desde fotos tiradas por satélites gratuitos a serviços pagos e até uso de drones, produtores rurais já são tão íntimos das suas fazendas vistas de cima quanto do chão. No entanto, essa fonte de informação ainda é subutilizada, quando poderia ser integrada a sistemas de gestão digital e trazer benefícios concretos para o agronegócio, segundo Amir Szuster, VP de negócios da AgriTask, startup para inteligência no setor.

“O importante é integrar todas as imagens e informações em uma única plataforma, para que o planejamento otimize ao máximo o rendimento do produtor”, Amir Szuster

“O importante é integrar todas as imagens e informações em uma única plataforma, para que o planejamento otimize ao máximo o rendimento do produtor”, diz Amir. Em geral, o ponto de partida para trabalhos desta natureza é um mapa NDVI (Índice de Vegetação da Diferença Normalizada, na sigla em inglês), que cria uma gradação de cor sobre a imagem aérea para mostrar em quais pontos a vegetação cresce melhor ou pior. “Isso ajuda a apontar problemas, mas não identifica a causa”, conta Amir.

Abaixo, o VP da startup indica quatro caminhos para otimizar o uso de imagens aéreas no campo.

  1. Integração com ferramenta de gestão digital

O ideal é acessar o material dentro de uma solução integrada para gerir os diversos tipos de dados coletados no campo. Ao cruzar informações sobre pragas e altura das plantas, por exemplo, com a localização de áreas deficitárias visualizadas na aerofotografia, fica mais fácil para o gestor fazer correlações sobre os problemas. “No caso da AgriTask, temos uma interface simples com filtros, em que é possível selecionar quantos dados forem necessários e exibi-los de maneira precisa sobre os mapas criados”, explica Amir.

  1. Manter uma biblioteca de imagens

Ter à mão registros antigos para uma consulta rápida é essencial. “Pode se tornar insumo para planejamento futuro, em vez de ser apenas um arquivo perdido no computador”, diz o executivo. Da mesma forma, com a corrida tecnológica no setor, a expectativa é que nos próximos anos surjam ferramentas de inteligência artificial capazes de tomar decisões por si próprias – séries históricas armazenadas nas bibliotecas serão essenciais para alimentá-las.

  1. Planejamento de inspeções

Do ponto de vista operacional, fotos aéreas permitem traçar uma rota mais certeira para inspeção no campo. Integrado a apps instalados nos celulares da equipe, esse planejamento garante que a visita seja feita nos locais corretos e facilita o monitoramento do trabalho pelos gestores.

  1. Estimativa de produtividade

Desenvolvida pela AgriTask a partir da demanda do grupo O Telhar, essa funcionalidade permite calcular uma estimativa de produtividade de determinado talhão com base na análise NDVI das imagens do solo. “Essa previsão auxilia a ter mais precisão no cálculo de aplicação de produtos, por exemplo, e reduz custos assim como facilita o planejamento financeiro”, conta Amir.

Na empresa O Telhar, a solução foi utilizada em lavouras de algodão e ajudou a definir pontos de coleta para o cálculo de produtividade. “A coleta de amostragens é difícil e cara, e conseguimos reduzir pela metade os pontos de coleta no talhão e aumentar a precisão da análise”, explica Pedro Selegato, gerente de unidade de produção do grupo. Agora, a perspectiva é aplicar a ferramenta nas culturas de soja e milho.

“O caso do O Telhar é um exemplo do objetivo da AgriTask, de promover a economia de insumos e aumentar a produtividade no campo. Para nós, a tecnologia é o caminho para um agronegócio mais eficiente”, diz o VP da AgriTask.

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