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De US$ 3 trilhões investidos em tecnologia, 5,3% serão em serviços, diz especialista

Em 2018, os investimentos globais em Tecnologia da Informação somarão US$ 3,7 trilhões, um aumento de 4,3% sobre 2017, segundo estudo do Gartner.

Os aportes serão puxados pela área de software e serviços corporativos de TI, além dos devices – equipamentos de infraestrutura, conexão/operação e mobile.

Somente entre os serviços de TI corporativos, o crescimento será de 5,3% na comparação ano/ano. Dentro disso, o outsourcing figura como uma tendência em pleno crescimento – de fato, um único segmento deste tipo de serviço, ligado à impressão e gestão, deve atingir a marca dos US$ 94,97 bilhões em receita até 2024, com alta anual de 14,8% no período, afirma levantamento da Transparency Market Research.

As motivações para tal crescimento do outsourcing, segundo especialistas, são ligadas aos impactos positivos que trazem aos negócios das empresas usuárias.

“Se analisarmos projetos de outsourcing que incluam a gestão de TI do cliente de ponta a ponta, passando por gerenciamento e manutenção de estações de trabalho, acompanhamento e realização de atualizações e rotinas de backup, gestão de domínios e serviços de Internet, gestão de data center, cabeamento estruturado, servidores, arquivos, instalação e gerenciamento de monitoramento e segurança em circuitos internos (CFTV), entre outros serviços, podemos falar em até 90% de economia para o usuário em gestão de TI”, explica Felipe Santos, diretor de Marketing e Vendas da LM Informática.

Conforme o especialista, o cálculo da economia projetada se dá com base na extinção de gastos de operação e trabalhistas com equipes internas para cuidar de tais serviços, entre outros custos que o modelo permite minimizar e, em muitos casos, eliminar.

O diretor destaca que, além da economia, empresas que delegam a gestão de seu parque de TI para profissionais especializados passam a focar unicamente seu core business, otimizando a TI interna para ações e operações voltadas à estratégia de negócio, o que resulta em ganho de performance e competitividade.

Outra linha de expansão de investimentos indicada pelo Gartner, os devices, tendem a crescer 5% este ano em todo o mundo, conforme a consultoria. Nisto incluem-se equipamentos de rede e Internet, computadores de mesa e móveis, componentes e periféricos de informática, aparelhos da linha mobile e toda a gama de gadgets que melhorem a execução e o controle das tarefas corporativas.

Neste cenário, automação e digitalização são as palavras de ordem. De fato, além do Gartner, pesquisa da ServiceNow também reforça este ponto, mostrando que, em 2018, 46% dos 1.850 executivos ouvidos em 7 países afirmam que aumentarão o uso da automação em suas corporações, para lidar com o volume de tarefas sem perder produtividade.

O levantamento também mostra que empresas automatizadas têm seis vezes mais probabilidade de aumentar suas receitas acima de 15%, em relação às que investem pouco em automação.

“Ou seja: para quem quiser recobrar, manter ou aumentar a competitividade, este é o ano do hardware corporativo de alta performance, ligado a softwares que ampliem a produtividade e a segurança, gerando automatização com controle e confiabilidade, tudo isso integrado a serviços de gestão profissionalizados”, comenta Santos.

As tendências apontam um recorte da realidade que vem se demonstrando há alguns anos: mercado cada vez mais disputado, empresas cada vez mais cobradas, equipes cada vez mais atarefadas e a necessidade enorme que tudo isso gera por soluções, para elevar a quantidade e o valor do que é produzido sem gerar novos ônus, sejam financeiros ou de outras áreas.

“Neste ponto, a tecnologia é um forte aliado. Software, hardware e serviços têm de estar na estratégia de todo player, seja ele de qual segmento ou porte, interessado em vivenciar um 2018 de resultados positivos e concretos, tanto para si quanto para seus públicos atendidos”, conclui o especialista.

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