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Segurança pública: Meios digitais facilitam comunicação com polícia

Pesquisa da Unisys aponta que 80% acredita que os meios digitais facilitariam a comunicação com a polícia em São Paulo e na Cidade do México

O estudo global Unisys Safe Cities, realizado com cerca de 4 mil cidadãos em dez cidades ao redor do mundo, aponta que todas as regiões anseiam por mais facilidade, rapidez e conveniência na comunicação com os sistemas de segurança pública. São Paulo e Cidade do México se destacam nos resultados, com entrevistados mais dispostos a reportar crimes e interagir com a polícia por meio de mídias digitais.

63% dos respondentes apostam na facilidade das mídias digitais para interação com os sistemas de segurança

Em ambas as cidades, 80% dos respondentes consideram que seria mais fácil entrar em contato com a polícia via plataformas digitais. Além disso, 67% dos participantes acreditam que a existência de um canal digital incentiva a denúncia de crimes. Em comparação, entre as dez cidades pesquisadas ao redor do mundo, 50% dos entrevistados concordam com esta última afirmação.

Em São Paulo, 81% dos respondentes apostam na facilidade de entrar em contato com a polícia por meio de plataformas digitais, e 63% acredita que a existência de um canal digital incentivaria a denúncia de crimes.

Também em São Paulo e Cidade do México, as populações são favoráveis à conveniência e facilidade de registrar ou denunciar crimes online e comportamentos suspeitos, além de alertar sobre trânsito e acidentes na via, por meio de aplicativos ou mensagens de texto.

“O conceito de Cidades Seguras demonstra como os municípios estão se tornando mais inteligentes e conectados, e avançando em temas críticos, como segurança e digitalização. A pesquisa mostra uma necessidade latente de os cidadãos se comunicarem com autoridades públicas por meio de plataformas digitais, especialmente em relação a questões de segurança. Isso indica uma mudança de comportamento baseada em ganhos de tempo e eficiência comparada ao processo tradicional, que requer atenção das autoridades policiais e outras organizações públicas e privadas”, explica Eduardo Almeida, Vice Presidente e Gerente-Geral da Unisys para América Latina.

O estudo mostra também que em todas as regiões, os Millennials (18–34 anos) são mais propensos a utilizar meio digitais para entrar em contato com a polícia, quando comparados com os Boomers (51+ anos). Em São Paulo e na Cidade do México, a aceitação é bastante alta em todas as faixas etárias, incluindo a população com 51 anos ou mais.

Quando perguntados sobre os benefícios que um canal digital poderia proporcionar para a comunicação com os sistemas de segurança, os brasileiros e mexicanos destacaram a agilidade no processo de denúncia (72%), a possibilidade de acompanhar o progresso da investigação (60%) e de enviar fotos e vídeos como evidências (57%).

Entre as barreiras citadas por eles, há grande preocupação com a facilidade de ser rastreado (48%) e a ameaça ao anonimato (47%), além da possibilidade de falha no recebimento da mensagem (44%).

Apesar disso, os entrevistados se mostram muito dispostos a enviar provas pelos canais online: 95% dos participantes de São Paulo e da Cidade do México concordariam em enviar fotos (84%), vídeos (79%), texto (68%) e áudio (62%) à polícia por meio de aplicativos e smartphones.

A pesquisa também mostrou que os entrevistados valorizam o uso da tecnologia para aumentar a segurança. Em relação ao resultado global (70%), os entrevistados em São Paulo e na Cidade do México se mostram mais favoráveis à implementação de sistemas mais “invasivos”, com 80% dos respondentes afirmando que se sentiriam mais seguros com a adoção de programas de fiscalização realizados por órgãos públicos.

Além disso, uma maioria (78%) acredita que o monitoramento constante das ruas das cidades é importante para a prevenção do crime, 55% apoia a vigilância no transporte público e 54% é favorável à análise das mídias sociais.

Em São Paulo, grande parte (59%) da população é a favor do uso desses sistemas segurança mais “intrusivos”, como fiscalização física e digital. Para a prevenção da criminalidade, 78% aposta no monitoramento das ruas como uma medida efetiva de segurança pública.

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