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México e Chile liderarão o avanço da 5G na América Latina em 2022

Segundo pesquisa da GlobalData, Argentina, Uruguai e Brasil são outros mercados nos quais a 5G também poderia estrear na região

Previsões da consultoria de mercado GlobalData para 2022 apontam que 1,3% das assinaturas móveis da América Latina em 5G, ou seja, cerca de 10 milhões de assinaturas. Embora roteiro de adoção para a 5G ainda não esteja claro, a consultoria projeta que os primeiros desenvolvimentos aconteçam depois de 2021em países como México, Chile, Uruguai e Brasil, entre outros.

“O atraso da adoção da 4G não tem ligação com a falta de demanda, mas com a disponibilidade de redes, de dispositivos acessíveis e em geral com o poder de aquisição dos habitantes”, Leandro Agión

Ao mesmo tempo, para o ano de 2022, a GlobalData espera que 88,1% das assinaturas móveis da América Latina encontrem-se utilizando dados móveis, desde o atual 60%, segundo indicou Leandro Agión, analista sênior da companhia, em um seminário web organizado pela 5G Americas.

“Com 26,6% de participação 4G LTE sobre o total das participações móveis, a América Latina é a quarta região do mundo nesta seção. No entanto, existe uma demanda de dados móveis muito forte, cerca de 70% de todas as assinaturas utilizam dados móveis. Nesta linha, a América Latina é a segunda região global. Isto indica que o atraso da adoção da 4G não tem ligação com a falta de demanda, mas com a disponibilidade de redes, de dispositivos acessíveis e em geral com o poder de aquisição dos habitantes”, explicou Agión no webinar “Apps intensivos e smartphones acessíveis sustentam o crescimento móvel”, organizado pela 5G Americas.

Segundo o analista, sobre o desenvolvimento da LTE na região no quesito adoção da 4G a América Latina tem sido desigual, mas está crescendo a passos largos nos últimos anos. “De 2015 a 2017 cresceu uma média anual de 80% chegando a 181 milhões de assinaturas até o final deste ano, que equivale a 26,6% do total”, afirmou.

O crescimento da 4G tem dois grandes aceleradores mas esbarra em dois inibidores. “Pelo lado dos aceleradores, podemos encontrar a utilização de aplicativos de uso intensivo de dados, como os OTT de mensagens, voz e vídeo, ou de streaming de vídeo e música; a acessibilidade dos dispositivos. Observamos que cada vez mais existem dispositivos 4G baratos e as operadoras, e em alguns governos, estão trabalhando não apenas com descontos, mas também com financiamentos para que os usuários possam ter acesso”.

“Os inibidores são o baixo poder aquisitivo da média da população e a necessidade de espectro radioelétrico. A GlobalData considera que, em geral, a regulamentação na América Latina é favorável ao desenvolvimento da 4G. De toda forma, há um crescimento da demanda de dados que levará a um déficit na capacidade de dar respostas a esta demanda. A necessidade de espectro será uma questão chave nos próximos anos. Outro aspecto é a neutralidade tecnológica, que permite que as operadoras possam utilizar qualquer tecnologia no espectro outorgado”.

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