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Dois a cada três ataques cibernéticos a empresas têm sucesso, diz pesquisa

Levantamento da Accenture revelou que metade dos executivos (51%) afirma que leva meses para detectar violações sofisticadas
Crédito: Fernando Yada
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Uma nova pesquisa da Accenture sobre segurança cibernética constatou que, nos últimos doze meses, aproximadamente um em cada três ataques direcionados a corporações resultou em uma violação de segurança, o que significa que dois em cada três ataques por mês têm sucesso. Ainda assim, a maioria dos executivos de segurança entrevistados (75%) está confiante em sua capacidade de proteger suas organizações contra ataques cibernéticos.

A pesquisa revela que a quantidade de tempo necessária para detectar essas falhas de segurança muitas vezes agrava o problema
No relatório intitulado “Building Confidence: Facing the Cybersecurity Conundrum” (Criando confiança: enfrentando o dilema da segurança cibernética), a Accenture entrevistou 2 mil profissionais de segurança empresarial que representam empresas com receitas anuais de US$ 1 bilhão ou mais, em 15 países, sobre suas percepções de riscos cibernéticos, a eficácia dos esforços atuais de segurança e a adequação dos investimentos existentes.

A pesquisa revela que a quantidade de tempo necessária para detectar essas falhas de segurança muitas vezes agrava o problema, já que mais de metade dos executivos (51%) afirma que leva meses para detectar violações sofisticadas, e até um terço de todos os ataques de sucesso nem são descobertos pelas equipes da área.

“Os ataques cibernéticos são uma realidade operacional constante em todas as indústrias hoje e nossa pesquisa revela que capturar o comportamento criminoso exige mais do que melhores práticas e perspectivas do passado. É preciso ter uma abordagem fundamentalmente diferente em relação à proteção, começando com a identificação e a priorização de ativos-chave da empresa em toda a cadeia de valor “, diz Kevin Richards, diretor da Accenture Security para a América do Norte.

“Está claro também que a necessidade de as organizações adotarem uma abordagem abrangente e completa para segurança digital – que integre defesa cibernética profundamente na empresa – nunca foi tão grande”, completa.

O que se fez no passado não funciona mais

Adeus ao antigo e viva o novo é mais fácil dizer do que fazer, especialmente quando se trata de adotar novas tecnologias ou ferramentas de defesa cibernética.

  • Embora os entrevistados tenham dito que violações internas têm maior impacto, 58% priorizam capacidades intensificadas em controles baseados em perímetro em vez de abordar ameaças internas de alto impacto.
  • Os resultados da pesquisa mostram ainda que a maioria das empresas não tem tecnologia eficaz implementada para monitorar ataques virtuais e está focada em riscos e resultados que não acompanham o ritmo da ameaça.
  • Apenas pouco mais de um terço (37%) dos entrevistados dizem que estão confiantes em sua capacidade de realizar a atividade essencial de monitoramento em caso de violação e apenas um número semelhante (36%) afirma o mesmo sobre minimizar as disrupções.

Atenção a gastos com segurança

Ataques cibernéticos recentes de alto perfil têm estimulado aumentos significativos na conscientização e nos gastos com segurança cibernética. No entanto, o sentimento entre os entrevistados sugere que as organizações vão continuar a buscar as mesmas medidas preventivas, em vez de investir em controles novos e diferentes de segurança para mitigar ameaças.

  • Em relação a orçamento extra, de 44% a 54% dos entrevistados “dobrariam” suas atuais prioridades de gastos com segurança cibernética – mesmo que esses investimentos não impeçam significativamente violações regulares e contínuas.
  • Estas prioridades incluem proteger a reputação da empresa (54%), salvaguardar informações da empresa (47%), e proteger os dados dos clientes (44%).
  • Bem menos empresas investiriam os fundos suplementares em esforços que afetariam diretamente os seus resultados, como a proteção contra perdas financeiras (28%) ou o investimento em treinamento de segurança cibernética (17%).

Os principais destaques do relatório, por país, incluem:

  • No geral, leva mais tempo para detectar uma violação nos EUA e no Reino Unido, com mais de um quarto das organizações levando entre um ano ou mais para detectar um ataque bem-sucedido. (30% nos EUA; 26% no Reino Unido).
  • Empresas na França, Austrália e EUA têm menos confiança em sua capacidade de monitorar uma violação, em comparação com a média global.
  • Companhias na Alemanha (52%) e no Reino Unido (50%) são as mais confiantes no monitoramento de violações, em comparação à média global (38%).
  • Organizações na França gastam a maior parte (9,4%) do seu orçamento total de TI em segurança cibernética, contra a média global de 8,2%.
  • Organizações da Austrália e dos EUA gastam o menor montante em segurança virtual, como uma percentagem do seu orçamento total de TI (8% nos EUA; 7,6% na Austrália).
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