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YouTube melhora proteção da privacidade das crianças

Plataforma limitará a coleta e o uso de dados dos conteúdos que foram catalogados pelos criadores como vídeos infantis

Nesta semana, o YouTube colocou em vigor algumas alterações anunciadas no ano de 2019 que têm como objetivo melhorar a proteção da privacidade das crianças ao aproveitar o conteúdo na plataforma. A Eset, empresa que atua em detecção proativa de ameaças, analisa as modificações feitas pelo site para a reprodução de vídeos, a fim de cumprir a Lei COPPA (Lei de Proteção à Privacidade da Criança).

As alterações obrigam os criadores de conteúdo a especificarem se ele é feito para crianças menores de 13 anos, interpretando os vídeos para crianças como “conteúdo que está sendo visualizado por um menor”, independentemente da idade do usuário. Como o YouTube explicou em seu blog oficial, existem vários fatores que determinam se um vídeo é considerado apropriado para crianças, como o tema, a presença de crianças, personagens infantis, performances teatrais ou histórias que incluam brinquedos ou músicas infantis, entre outros fatores. Caso o sistema use Machine Learning para catalogar o vídeo por si só, os proprietários do conteúdo terão a possibilidade de modificar essa designação se a considerarem incorreta. Além disso, o YouTube também terá a possibilidade de mudar a categoria se detectar um erro na designação pelos proprietários do canal.

A partir dessa implementação, o YouTube limitará a coleta e o uso de dados do usuário que consome conteúdo catalogado para crianças. “Esse tipo de ação, atrelada às leis que protegem os usuários, é essencial para preservar a privacidade online. De qualquer forma, a proteção das crianças na Internet não deve ser de responsabilidade exclusiva das empresas; os adultos devem se comprometer a gerar um espaço digital seguro para que as crianças possam desfrutar de novas tecnologias sem preocupações”, diz Camilo Gutierrez, Chefe do Laboratório de Pesquisa da Eset na América Latina. “O diálogo é a primeira medida de prevenção e conscientização. Para isso, é necessária a educação com relação aos riscos associados às diferentes práticas realizadas, o uso de uma ferramenta de controle parental no dispositivo e a instalação de alguma solução de segurança. Com estas medidas, adultos e crianças vão aproveitar a tecnologia com segurança”, conclui.

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