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Uma nova revolução está a caminho, a quinta revolução industrial. Como nos preparar?

Ainda se discute a quarta revolução industrial, fase na qual a tecnologia melhorou a comunicação e diminuiu distâncias. Estamos conectados o tempo todo, aproveitando os benefícios que o mundo digital oferece. Porém, o que poucos perceberam é que a quinta revolução industrial já começou, e que assim como as revoluções anteriores, promoverá transformações significativas.

A inteligência artificial vai mudar completamente as rotinas de trabalho e provavelmente o modelo de emprego tradicional: ficar no trabalho das 9 às 17h é uma prática que provavelmente irá desaparecer. Nos próximos 5 anos, essa tecnologia será responsável pela realização de pelo menos metade das funções que desempenhamos hoje, começando pelas tarefas repetitivas.

A tendência é que a transferência dessas obrigações para as máquinas passe a aumentar, à medida em que a solução de IA acumule mais dados sobre a nossa rotina e a execute esses trabalhos com maior eficiência.

Outra tendência que está ditando o surgimento da quinta revolução industrial é o uso da criptomoeda. Em um futuro próximo, podemos esperar economias dominadas por essa nova moeda, que será aceita no mundo todo, onde a maioria dos itens serão comercializados por meio de lojas virtuais.

A internet das coisas deve ser cada vez mais presente, e enquanto a inteligência artificial pode provocar a perda de emprego para alguns, promete aumentar ainda mais a produtividade.

Empresas já buscam novas maneiras de impulsionar essa eficiência, mas criar um bot para realizar todo o trabalho é uma ideia fadada ao fracasso. A inteligência humana ainda será necessária para avaliar processos e compreender sistemas, de uma maneira que apenas o cérebro é capaz de fazer.

Essas mudanças afetarão totalmente a maneira com que as organizações atuam, por isso os CEOs e empresários devem começar a se preparar desde já. Para manter a competitividade, é necessário abrir a mente para novas ideias, conceitos e tecnologias.

Os sistemas atuais não estão preparados para enfrentar o novo ritmo que a inteligência artificial propõe, por isso os líderes devem estar um passo à frente para que as organizações consigam sobreviver nesse novo cenário.

Torna-se indispensável a adoção de uma tecnologia configurável e adaptável, capaz de suportar atualizações. As culturas organizacionais também devem ser maleáveis e conseguir absorver novos conceitos.

O design organizacional traz justamente a reflexão sobre essa realidade futura, defendendo a importância de um novo olhar para os modelos de negócio e a necessidade de se reinventar.

Por Marco Ornellas,  coach, membro da ICF (International Coaching Federation) e Mestre em Biologia-Cultural

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