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Pessoas com a mesma causa da empresa aceleram a transformação digital

transformação digitalO perfil do profissional que as empresas mais precisam hoje é formado por pessoas engajadas, com brilho nos olhos e dispostas a usar toda a sua potencialidade sem medo de defender o que pensam. Elas devem ter coragem de dizer: “olha, isso aqui eu penso que poderia ser de outro jeito”. Mas como elas vão fazer isso se estão inseguras sobre a causa da empresa ou sobre suas próprias situações no emprego?

Com este questionamento, a presidente do Conselho do Grupo Cia de Talentos e comentarista de Carreira da GloboNews Sofia Esteves deu o tom do painel “Pessoas: ponto de partida para a transformação digital” no auditório Cesar da HSM Expo.

Segundo ela, a chave para o sucesso na captação de talentos é encontrar e trazer para as organizações as pessoas que saibam qual é sua causa e que se identifiquem com a causa da própria empresa. “Como eu atraio pessoas com uma causa igual à que eu quero resolver? Quem conseguir fazer essa conexão vai sair bem na frente neste processo”, diz.

Esteves afirmou ainda que as empresas que vão chegar no futuro são as que vão entregar às pessoas o empoderamento.

“Se eu não sei quais são os valores e a cultura da minha organização como é que eu vou tomar uma decisão? Sabendo quais são os valores inegociáveis e qual é o destino do barco eu posso remar para o lado certo”, disse.

Como ser um trapezista da inovação no mundo corporativo?
Já a diretora de operações do Cesar, Karla Godoy comparou as pessoas que melhor se adaptam à transformação digital com trapezistas. Isto porque este tipo de artista tem como característica a iniciativa de se jogar das alturas, mesmo com incertezas. “O que as organizações precisam fazer sabendo que não é fácil colocar as pessoas dentro deste processo?”, perguntou aos debatedores.

Para o Diretor Executivo da Cesar School, Felipe Furtado, o segredo é trabalhar essas características desde a sala de aula. “O aluno tem que ser protagonista do seu próprio aprendizado. Ele precisa ser exposto a problemas e projetos que o instiguem para administrar conflitos”, diz.

Segundo ele, esse foco deve ser buscado desde o ensino médio. Isto significa não se fixar apenas nas tecnologias em si, mas na capacidade de resiliência, trabalho em grupo, colaboração etc.

“Existe um gap grande entre o que é ministrado nas escolas e universidades e o que a indústria está esperando. Do ponto de vista cognitivo essa defasagem será superada rapidamente, mas do ponto de vista comportamental ainda precisará ser mais bem trabalhada. Isto porque o modelo de aprendizado está sendo impactado pela transformação digital”, refletiu.

A respeito deste tema, Sofia declarou que a primeira coisa a ser trabalhada é o sentimento de medo. “O medo gera resistências. Ele traz uma dificuldade de olhar para o futuro e pensar; como é que eu posso fazer parte disso? Ninguém faz inovação e transformação sem estar inteiro na situação “, disse.

Neste sentido ela chamou a atenção também para o papel do líder. “Nós nascemos e fomos criados num mundo em que o líder é o Superman. A fragilidade deste personagem é a criptonita. Ela está fora dele. Enquanto isso, ele tem que salvar o planeta e não pode dizer: eu não sei o que fazer”, lembrou.

Mas a especialista afirma que o mundo hoje está exigindo líderes que saibam dizer eu não sei. “Não existe humanização das empresas sem humanizar os líderes. O que dá mais resultado? O Superman sozinho ou a Liga da Justiça inteira? No grupo de super-heróis do filme todos eles têm um ponto fraco, mas eles se ajudam. Um cobre a fragilidade do outro. Este é o modelo que nós precisamos hoje,” comparou.

Para poder inovar tem que aceitar o erro
Furtado concorda com essa visão, mas também alerta para o desafio que os novos tempos colocam para todos os tipos de líderes. Segundo ele, é necessária uma adaptação tanto para os que acreditam no modelo de comando e controle, como para os que atuam num estilo mais moderno, identificado pela busca por autonomia. “O desafio é dos dois lados”, define.

O executivo ressalta que para poder inovar a empresa tem que estar propensa ao erro. Se o líder quiser ter o prazo previsível, o escopo previsível e tudo mais totalmente controlado, a inovação será impossível. Então, o desafio é: como ter o erro de forma controlada? Como admitir que as pessoas podem errar, mas com responsabilidade? Qual é a forma de medir o erro com responsabilidade?

Finalmente, utilizando um vídeo com a participação do fundador do Cesar, Silvio Meira, Furtado fez um alerta aos profissionais do futuro. De acordo com ele, o tempo de vida médio para o ensino permanecer relevante numa atividade profissional é de 5 anos. Considerando que o tempo médio de um profissional em cada empresa é de 4 anos e meio, uma pessoa teria que concluir mais ou menos dez graduações ao longo da vida para ter seu conhecimento atualizado.

“Como isso é praticamente impossível, se quiser continuar competitivo o profissional tem que trabalhar num lugar que tenha todas as características de uma grande escola”, orientou.

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