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Pagamento por aproximação cresce 36% em meio à crise da Covid-19

Aumento da tecnologia contactless foi avaliado de janeiro a março de 2020, com acréscimo de 16% desde o primeiro caso confirmado no Brasil

A pandemia que atinge diversos países do mundo tem causado impactos, inclusive de hábitos de consumo. Um deles é o de pagamento por aproximação que demonstrou crescimento no Brasil no primeiro trimestre de 2020 entre micro e pequenos empreendimentos. Um levantamento da iZettle , fintech sueca de meios de pagamento, constatou que contactless cresceu 36% de janeiro a março de 2020 entre sua base de clientes. Em relação aos outros meios de pagamento, a tecnologia teve um crescimento de 70% neste mesmo período.

Esse movimento vem acompanhado de uma mudança de comportamento da população, que busca formas de evitar contato com o dinheiro físico, além de máquinas de cartão de estabelecimentos. Recentemente, a OMS sugeriu que a população deveria evitar o uso de notas e, quando possível, usar a tecnologia contactless para minimizar o risco de contato com bactérias e vírus que possam ser transmitidos na troca recorrente do dinheiro. Não à toa, analisando a data do primeiro caso confirmado do novo coronavírus no Brasil (26 de fevereiro), a partir desse período, houve acréscimo de 16% no uso da alternativa.

O dinheiro físico ainda é muito presente na vida do brasileiro, mas essa crise global gerada pela Covid-19 irá impulsionar o avanço de diversos mercados que ainda caminhavam a passos lentos por aqui 

O pagamento por aproximação, embora novo para algumas pessoas, não é uma tecnologia recente. Ela já está presente no mercado brasileiro de pagamentos há alguns anos, mas culturalmente sofre barreiras pelo desconhecimento em relação à sua segurança. A tecnologia NFC (Near Field Communication) é segura quanto à proteção de dados e clonagem, pois cada compra é criptografada para proteger o usuário e seus dados. Alguns bancos oferecem a tecnologia em seus cartões, além de empresas como Google, Apple e Samsung, e outros dispositivos como smartwatches.

Ainda segundo o levantamento da iZettle, empresa que oferece esse tipo de tecnologia para micro e pequenos empreendedores, as regiões que mais aderiram ao tipo de pagamento são as regiões Sul e Sudeste e os segmentos são os de alimentação como cafeterias, restaurantes e padarias, seguido por varejo, comércio e beleza.

O dinheiro físico ainda é muito presente na vida do brasileiro, mas essa crise global gerada pela Covid-19 irá impulsionar o avanço de diversos mercados que ainda caminhavam a passos lentos por aqui. “Em tempos de coronavírus, a solução evita que outra pessoa tenha contato com seu cartão ou ainda que você tenha que inserir senha em uma maquininha que diversas pessoas tocam diariamente. No dia a dia, pode parecer uma ação simples, mas diante de uma pandemia, pode fazer total diferença”, explica Maria Oldham, CEO da iZettle.

Agora, mais uma mudança traz uma reflexão para esse mercado, principalmente em grandes cidades. O último decreto do Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, determinou que todo o comércio de serviços não essenciais como lojas, bares, restaurantes e cafés, deve permanecer fechado até 07 de abril, operando apenas em delivery. Com todas as medidas sendo adotadas para evitar o contágio, os pagamentos devem seguir acompanhando as ações.

E os estabelecimentos que seguirão recebendo um grande volume de pessoas fazendo suas compras como supermercados e farmácias? Será que estão preparados para atender um consumidor que teme o contágio e exigirá segurança diante de seus pagamentos?

A iZettle , membro da família PayPal, possui a missão de ajudar pequenas empresas a ter sucesso em um mundo de gigantes. Fundada em Estocolmo em 2010 e em operação no Brasil desde 2013, a empresa de tecnologia financeira revolucionou os pagamentos móveis com o primeiro mini leitor de cartão com chip e software do mundo para dispositivos móveis.

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