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Os pagamentos instantâneos vão acabar com as maquininhas de cartão?

O Banco Central está desenvolvendo um novo modelo de pagamentos que tem tudo para revolucionar a forma como comerciantes e consumidores lidam com o dinheiro e transferências bancárias em todo o País

A iniciativa visa reduzir ou até mesmo acabar com as altas taxas de transferências, abrindo portas para o desenvolvimento de novas soluções financeiras, como as fintechs e as carteiras digitais.De modo simplista, os pagamentos poderão ser feito via QR Code, por aproximação ou qualquer outra tecnologia de transferência de dados, dispensando os bancos como intermediários, acabando com o dinheiro em espécie e deixando gradativamente as maquininhas de cartão para trás.

De acordo com Digo Cuoco, CEO da Taki Pagamentos – startup com soluções para facilitar diversos tipos de pagamentos, o pagamento instantâneo coloca mais em xeque a questão do cartão de débito do que de crédito – que já está incumbido na cultura dos brasileiros – ao invés de sinalizar o fim das maquininhas. Para ele, a medida tem somente a intenção de melhorar o ambiente de negócios, acabando com as transferências TED e DOC, que só podem ser realizadas em dias úteis, entre as 06h30 e 17h.

“A intenção do Banco Central é apenas acabar como uma questão que não faz sentido nos tempos de hoje, como as altas taxas de transferências e a demora para as transações serem confirmadas”

“Vai demorar um bom tempo para as maquininhas de cartão acabarem no Brasil, mas será preciso atualizar os modelos que existem hoje, trazendo soluções cada vez mais ágeis e práticas para o mercado financeiro. A intenção do Banco Central é apenas acabar como uma questão que não faz sentido nos tempos de hoje, como as altas taxas de transferências e a demora para as transações serem confirmadas”, explica. “Uma vez que as pessoas têm dinheiro na conta corrente, elas exigem que as transações aconteçam de forma instantânea e é isso que a novidade traz”.

Segundo o empresário, a maior parte das fintechs já realizam pagamentos instantâneos em QR Code atualmente, não sendo uma realidade distante para quem já atua no setor. A Taki, por exemplo, que também oferece maquininhas de cartão, já está preparada para o que vem pela frente: além de oferecer taxa zero, que é a grande briga das fintechs nos dias atuais, a empresa disponibiliza cartão pré-pago para as pessoas que não tem conta em banco e também contas digitais com todas as funcionalidades de uma conta corrente, sem consulta à restrições cadastrais.

“Estamos focados em melhorar a experiência e a vida dos usuários de cartão de crédito, oferecendo para eles a possibilidade de pagar, de forma parcelada no cartão de crédito, por produtos e serviços onde os estabelecimentos não aceitam este tipo de pagamento. E isso é uma evolução bastante significativa, principalmente se olharmos os números de penetração da utilização de cartões na compras dos brasileiros e o quanto ainda há de espaço para o crescimento deste share”, conta Cuoco. “Acredito que a adoção e a penetração dos novos meios de pagamento não será tão instantânea assim: como tudo na vida, existe uma mudança cultural, das pessoas precisarem se adaptar, e isso também leva um tempo”, finaliza.

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