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O papel do 5G na indústria do futuro

As redes 5G vão mudar de maneira definitiva a vida de todas as pessoas – isso, muitos de nós já estamos ouvindo falar. Mas, para se ter uma dimensão do quanto, basta analisar os números. Segundo uma pesquisa da Opensignal, a velocidade de download dos usuários de smartphones com tecnologia 5G nos Estados Unidos pode chegar a 1815 Mbps (megabits por segundo). No 4G, a média é de 22 Mbps. Ou seja: o 5G possibilita downloads 82 vezes mais rápidos em relação ao 4G.

Para a indústria, o cenário não é diferente. As redes ethernet, atualmente predominantes no setor, podem até ser eficientes, mas demandam o uso de grandes quantidades de cabos. Ou seja, migrar para uma rede sem fio como o 5G, além de intensificar a velocidade da produção e capacitar o uso pleno de tecnologias, como a realidade aumentada, vai ajudar a otimizar os espaços físicos dentro das fábricas.

Um ponto crucial para a aplicação efetiva do 5G na realidade industrial é a sinergia entre a área de TI e a área de operações, o chamado chão de fábrica ou TO (Tecnologia Operacional). Afinal, com uma tecnologia tão potente de conexão, o trânsito de dados deve atingir proporções nunca vistas. Com TI e TO trabalhando juntas, esses dados podem se tornar balizadores valiosos para o aumento da produtividade e da segurança (tanto a cibernética quanto a dos trabalhadores do chão de fábrica).

O conceito de network slicing (ou fatiamento de rede) é outra inovação muito interessante que o 5G pode trazer às fábricas do futuro. Como o próprio nome diz, ele permite a separação do tráfego de rede para determinados objetivos como, por exemplo, aumentar a velocidade de resposta de determinado ativo da indústria de acordo com as necessidades de produção.

Como eu sempre costumo reforçar: tecnologias inovadoras precisam de colaboração para dar certo, no conceito de coinovação. O Grupo Orange, por exemplo, faz parte da Aliança 5G para indústrias conectadas e automação, a 5G-ACIA, um fórum global de colaboração que junta indústrias de automação, engenharia e processos, e operadoras e fornecedores de telecomunicações, além de vários institutos científicos. O objetivo principal é criar um ecossistema saudável para a implementação do 5G industrial e alinhar os interesses das fábricas dos mais diversos tipos.

Tudo indica que o 5G vai chegar para transformar, e a indústria não pode ficar para trás. Uma revolução desse tamanho indica um longo caminho pela frente, mas as expectativas para o final desse processo são as melhores possíveis.

Por José Renato de Mello Gonçalves, vice-presidente da Orange Business Services para a América Latina

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