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Nuvem híbrida vs nuvem múltipla: Qual é a diferença?

A chegada da computação em nuvem para a TI corporativa trouxe muito mais do que um novo valor aos negócios e um novo serviço para o usuário final. Trouxe também, confusão. Um conjunto inteiramente novo de termos foi criado para descrever as variedades de armazenamento e transmissão de dados virtuais.

Aprendemos que as nuvens privadas foram criadas para suportar apenas workloads de uma organização específica, mas nem sempre criadas utilizando recursos dentro do próprio data center. Com o passar do tempo, surgiram as nuvens públicas ou nuvens acessadas e consumidas publicamente, o que significa que todos os recursos de computação, armazenamento e rede baseados em hardware passaram a ser gerenciados por um provedor terceirizado.

Com esses dois tipos de nuvem para explicar, naturalmente precisaríamos de uma terminologia nova para descrever a transmissão de aplicativos e dados: a nuvem hibrida, que permite aos operadores realizar uma única tarefa, aproveitando-se de dois recursos de nuvem separados. No entanto, é preciso ter em mente que a maioria destes ambientes utiliza duas nuvens privadas separadas, permitindo que as organizações aproveitem os recursos da nuvem sem comprometer a produtividade ou a segurança.

Porém, como funcionam os ambientes que utilizam infraestruturas de nuvem pública e privada simultaneamente, sem que seus dados sejam compartilhados? Estamos falando de um “ambiente multicloud”, pois temos diferenças entre ambientes híbridos, já que estes sugerem a presença e usam várias nuvens sem nenhuma interoperabilidade garantida entre eles

Estudo realizado pela Nutanix aponta que as empresas brasileiras pretendem diminuir em cerca de 2,5 vezes o uso de seus data centers, além de diminuir a utilização de nuvem privada em menos de duas vezes nos próximos dois anos. Ao mesmo tempo, o planejamento mostra aumento no uso de nuvens híbridas, com execução de mais workloads locais do que em qualquer outra localização. Organizações locais aumentarão ligeiramente o uso de nuvens públicas únicas e o uso de multicloud durante o mesmo período, passando de 18% em 2018 a 27% até o final de 2020.

Um equívoco comum ao comparar infraestruturas híbridas de multiclouds é que ambas são mutuamente exclusivas. A definição explícita de um ambiente de nuvem sugere que o modelo de nuvem híbrida seja também, de fato, um modelo multicloud. De qualquer modo, o inverso não é sempre verdadeiro. A configuração multicloud pode ser hibridizada, mas isso também pode existir sem a necessidade de nuvens individuais que falam entre si.

A razão mais óbvia para armazenamento em silos é a segurança de dados. Apesar de ter a criptografia e outros recursos para a prevenção de ameaças, os operadores de nuvem sentem a mínima exposição para riscos associados aos movimentos de dados entre nuvens. Além de segurança, muitas organizações literalmente tropeçam em um ambiente multicloud, como se eles não tivessem uma justificativa de negócio para compartilhar aplicativos ou dados entre nuvens.

A principal chave para o sucesso híbrido ou multicloud é o gerenciamento integrado dos recursos como se estivessem em um único local. Gerenciar recursos em suas respectivas nuvens sem considerar os ambientes adjacentes resultará em despesas, caminhando na direção oposta à da visibilidade e do discernimento necessários para alcançar seus resultados de negócios desejados.

É necessário ir além das ferramentas de otimização baseadas no provedor e fornecer análise de nuvens analíticas, governança de custo centralizada, planejamento de consumo inteligente e segurança de conformidade para todo seu ambiente de nuvem. Com dados de fornecimento confiáveis em todo o ambiente de trabalho, você pode identificar e eliminar recursos subutilizados, comparar fornecedores de nuvens e provisionar as instâncias para cada aplicativo, o que ajudará a evitar o aprisionamento a um fornecedor.

Por Leandro Lopes, gerente sênior de Engenharia de Sistemas para America Latina da Nutanix

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