Tecnologia

Kaspersky lança tecnologia para combater riscos de drones espiões

Só no Brasil, a quantidade de drones em julho de 2019 atingiu 73.317 registros na Anac – sendo que em janeiro deste ano, os números estavam estimados em 62.048

A Kaspersky, empresa global de cibersegurança, acaba de lançar uma solução para ajudar empresas e donos de propriedades a se defenderem de invasões não-autorizadas por drones civis. A solução Kaspersky Antidrone automaticamente identifica e impede que aeronaves não tripuladas entrem em áreas restritas por meio de uma combinação de sensores que incluem uma nova varredura a laser e tecnologias de machine learning, tudo isso para não danificar os dispositivos.

Em 2018, o mercado global de drones foi estimado em U$14 bilhões e deve chegar a U$43 bilhões em 2024. Só no Brasil, a quantidade de drones/aeromodelos registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em julho de 2019 era de 73.317 – sendo que em janeiro deste ano, os números estavam estimados em 62.048. Esse crescimento é impulsionado pelas oportunidades potenciais e mudanças positivas que o uso de veículos aéreos não tripulados tem trazido ao mercado, como a entrega de mercadorias e inspeção de áreas de mineração além dos usos com fins de entretenimento.

O antidrone funciona da seguinte maneira: quando um objeto em movimento é detectado no céu, suas coordenadas são transmitidas para um servidor dedicado, que as envia para uma unidade especial  

No entanto, a adoção em massa dessa tecnologia ainda pode ser afetada pelas conotações negativas frequentemente associadas aos drones. Um estudo recente no Reino Unido descobriu que apenas 31% dos entrevistados admitiram ter uma atitude positiva em relação a eles. Essa percepção é amplamente motivada por casos de uso impróprio ou ilegal de aeronaves não tripuladas. Eles podem ser alavancados para fins de espionagem, ferir pessoas devido a colisões, causar danos à infraestruturas críticas, incluindo usinas nucleares, ou interromper as operações normais de um aeroporto, como ocorreu recentemente no aeroporto de Gatwick, em Londres, e nos aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Salgado Filho (Porto Alegre) neste ano.

Por essas razões, é importante ajudar a construiu e manter a confiança na tecnologia e assegurar seu papel de inovação nos negócios e para as pessoas. Para ajudar a tornar mais seguro o uso de sistemas de aeronaves não tripuladas, reduzir os riscos associados e aumentar a responsabilidade do operador, a Kaspersky desenvolveu sua própria solução antidrone.

O software Kaspersky Antidrone coordena o trabalho de vários hardwares fornecidos por empresas parceiras e distingue os drones de outros objetos. O módulo de detecção principal procura por drones usando câmeras de vídeo combinadas com sensores de radar, LIDAR (tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz) e áudio – dependendo das necessidades e do ambiente dos clientes. O uso de um scanner a laser para determinar a posição do drone é exclusivo da solução da Kaspersky e inédito no mercado.

O antidrone funciona da seguinte maneira: quando um objeto em movimento é detectado no céu, suas coordenadas são transmitidas para um servidor dedicado, que as envia para uma unidade especial. De acordo com os dados do módulo de detecção principal, esta unidade se posiciona na direção do objeto, rastreia-o e, então, a câmara aproxima por zoom. Ao mesmo tempo, uma rede neural, treinada para identificar drones entre outros itens em movimento, analisa o objeto no vídeo. Se ele for identificado como um drone, o servidor envia o comando ao módulo dedicado para bloquear a comunicação entre o dispositivo e seu controlador. Como resultado, o drone voa de volta para o local de onde decolou ou aterrissa lentamente na área em que perdeu o sinal com o controlador. Isso significa que o dispositivo não será danificado, pois não há contato físico ou ataque contra o drone.

“Muitos membros da equipe Kaspersky Antidrone, inclusive eu, são pilotos de drones há muito tempo. Veículos aéreos não tripulados às vezes podem representar um perigo real. Por exemplo, testemunhei algumas situações de risco durante eventos públicos. Isso claramente causa algumas dúvidas quanto ao uso da tecnologia. Infelizmente, como piloto de drone, muitas vezes você não sabe quais locais são proibidos; portanto, quando o drone é inesperadamente atingido ou atacado fisicamente com medidas hostis de proteção, é muito frustrante. Sendo assim, durante o desenvolvimento de nosso produto, levamos em consideração os interesses dos entusiastas do drone, bem como os requisitos e preocupações de segurança. Isso nos ajudou a desenvolver uma maneira de garantir que os drones não entrem em áreas proibidas sem danificá-los”, afirma Vladimir Turov, criador do projeto Kaspersky Antidrone.

O software pode servir como uma solução autônoma em hardware de terceiros e também como uma versão móvel (por exemplo, para ser usada na parte superior de carros) ou integrada a outros sistemas de monitoramento, incluindo em casas inteligentes.

Para saber mais sobre o Kaspersky Antidrone, visite o site oficial.

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