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Inteligência Artificial pode impulsionar criação de novos empregos, aponta estudo

Pesquisa da DuckerFrontier encomendada pela Microsoft mostra que, com adoção de IA, 26 milhões de novos empregos seriam criados no setor de serviços corporativos estimulando crescimento econômico e aumento da produtividade

Para compreender os benefícios e impactos da Inteligência Artificial (IA) em diferentes setores e na vida das pessoas, principalmente em relação à atividade profissional, a Microsoft encomendou à consultoria americana DuckerFrontier a pesquisa “O impacto da IA no mercado de trabalho”, que analisa o que a IA poderá trazer ao Brasil, até 2030, na economia e na sociedade em cenários de mínimo e máximo benefício da adoção da tecnologia.

De acordo com o levantamento, o setor de serviços corporativos será o mais beneficiado com a maior incorporação de IA, com 26 milhões de empregos novos criados. Ou seja, serão 103% mais postos de trabalho até 2030 em comparação com as estimativas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o mesmo período, uma vez descontados os efeitos de automação e criação de empregos novos (que aumentariam 258% no setor de serviços corporativos). Outros setores que teriam ganhos importantes na criação de empregos novos seriam o de manufatura (+73% em criação de novos empregos), o setor de comércio varejista, atacadista, hotelaria e alimentação (+44%), e o da construção (+42%).

As vagas com maior demanda serão concentradas entre profissionais liberais, técnicos de nível médio, e gerentes. Neste cenário, a participação total de empregos de alta qualificação aumentaria de 34% para 54% do emprego total do País.  

As simulações, que consideram as áreas de serviços públicos, prestação de serviços corporativos, comércio varejista, atacadista, hotelaria e alimentação, construção, manufatura, mineração, água e energia, e agricultura e pesca, mostram que, por outro lado, todos os setores com exceção de serviços corporativos passariam por uma redução na carga horária de trabalho graças aos ganhos trazidos pela automação. Em um cenário de benefício mínimo de IA, a redução líquida do total de horas trabalhadas seria de 33%. Já no cenário de benefício máximo, a diminuição é de 7%. Isso acontece pois em um contexto de investimento maior por parte de indústria nacional, a criação de novas indústrias e modelos de negócios é maior, o que propicia um efeito cascata na geração de novos empregos no país. Não somente os ligados a novas tecnologias são criados, mas também há geração de postos de trabalho em outros setores como consequência do maior gasto na economia por parte de funcionários altamente qualificados.

Já em relação ao crescimento econômico, a adoção máxima de IA no país pode aumentar a taxa composta anual de crescimento (CAGR) do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,1% ao ano até 2030. Esse é um aumento superior à projeção de 2,9% de crescimento do PIB feita pelo Banco Mundial e pelo FMI no mesmo período, também descontando os efeitos da IA. Outro dado relevante é que segundo o estudo, o maior avanço do PIB viria acompanhado ainda de um crescimento até quatro vezes maior nos níveis de produtividade do País, podendo chegar a uma taxa composta anual de crescimento de até 7% ao ano no período até 2030, comparada a 1,7% de crescimento ao ano estimado pelo Banco Mundial e pelo FMI.

O estudo da DuckerFrontier também destaca que uma redução na carga horária de trabalho não levaria automaticamente a uma perda de postos de trabalho em todos os casos. Segundo a empresa de consultoria, as companhias poderiam alocar novas tarefas a seus funcionários ou até reduzir a carga horária graças aos ganhos de produtividade que a IA oferece. Também neste cenário de benefício máximo de IA, haverá uma grande demanda por mão de obra altamente qualificada, que beneficiaria a todos os setores da economia, totalizando uma demanda adicional de 17,7 milhões de empregos para esse perfil profissional (+50% de crescimento em emprego de alta qualificação em relação aos prognósticos atuais). As vagas com maior demanda serão concentradas entre profissionais liberais, técnicos de nível médio, e gerentes. Neste cenário, a participação total de empregos de alta qualificação aumentaria de 34% para 54% do emprego total do País.

A pesquisa levanta pontos relevantes que nos mostram como pode ser o mercado de trabalho do futuro. Envolvida neste tema, a Microsoft tem algumas iniciativas visando qualificar e preparar a força de trabalho nos próximos anos. Uma delas é a plataforma aberta de conteúdo AcademIA, que oferece gratuitamente 14 cursos em português focados em IA, desde a introdução à tecnologia à linguagem de programação e aplicações. Os alunos também podem obter certificação nestes cursos, um diferencial no mercado de trabalho.

Outro projeto é a AI Business School, uma plataforma gratuita em português com cursos de negócios e por indústria, dedicados a líderes que querem aprender mais sobre IA e tecnologia, criando uma cultura organizacional adaptada a esse novo cenário. A escola de negócios INSEAD se uniu à Microsoft para criar um módulo especial sobre estratégia dentro da plataforma AI Business School. Esse conteúdo inclui casos de empresas de diferentes indústrias que têm se transformado com sucesso por meio da IA. Para mais informações, acesse: Microsoft AI Business School. A Microsoft ainda oferece outras iniciativas como a AI School, voltada a desenvolvedores que querem se especializar no tema.

Além disso, uma das necessidades apontadas no estudo é o investimento na preparação das crianças para futuros empregos ligados à IA e alterações nos currículos do sistema escolar para reforçar dois tipos de habilidades: pensamento computacional – a capacidade de resolver problemas com computadores; e soft skills, como criatividade, pensamento crítico e pensamento emocional. Neste sentido, a Microsoft está capacitando estudantes para que construam novas habilidades e alcancem seu potencial máximo, por meio de parcerias com governos, para permitir o acesso às tecnologias e preparação de crianças e adolescentes para o futuro do trabalho.

A Microsoft habilita a transformação digital na era da nuvem inteligente e da fronteira inteligente. Sua missão é empoderar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais. A empresa está no Brasil há 30 anos e é uma das 110 subsidiárias da Microsoft Corporation, fundada em 1975. Desde 2003, a empresa investiu mais de R$ 451 milhões levando tecnologia gratuitamente para 5.757 ONGs no Brasil, beneficiando vários projetos sociais. Desde 2011, a Microsoft já apoiou mais de 7 mil startups no Brasil, com investimento superior a US$ 202 milhões em créditos em nuvem.

A DuckerFrontier é uma empresa global de consultoria e inteligência de mercado que fornece soluções personalizadas para impulsionar o crescimento dos clientes nos setores de B2B, saúde, consumidor e tecnologia. A empresa trabalha como consultora de clientes, fornecendo conhecimento do mercado e da indústria para que obtenham sucesso em todo o ciclo de negócios. A empresa está focada em soluções personalizadas, serviços de suporte a transações e pesquisa e desenvolvimento contínuos para fornecer informações necessárias para mercados em constante mudança.

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