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Impactos do 5G na cibersegurança

Entre as mudanças trazidas à tona pela tecnologia, poucas inovações foram tão marcantes para a vida das pessoas e das empresas como a Internet móvel. Graças à conexão móvel, somos capazes de acessar e gerenciar os mais diversos tipos de aplicações, compartilhando informações com uma velocidade impressionante e simplificando o modo como trabalhamos e nos relacionamos em escala global.

Agora, estamos caminhando para uma nova etapa dessa jornada, com a expectativa da chegada do 5G, a quinta geração das redes sem fio para celulares. De forma prática, o 5G significará mais velocidade e menor latência às conexões, o que permitirá levar a experiência dos usuários a novos patamares.

A expectativa é que essa nova modalidade represente um salto de desempenho de quase 100 vezes em relação ao atual 4G, permitindo que novas formas de trabalho e modelos de negócios surjam para atender o dia a dia das organizações. A ascensão do 5G facilitará a expansão de conceitos como a Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Machine Learning (ML) e análise de dados dentro das empresas, dando suporte a uma nova geração de infraestruturas, plataformas e serviços específicos.

Mais velocidade e maior capacidade para transferência de dados certamente levarão ao aumento no número de dispositivos conectados. Além de novas oportunidades para empresas e clientes, no entanto, esse cenário também deverá trazer novos perigos, com a sofisticação dos ataques maliciosos e o crescimento do número de tentativas de fraudes e invasões.

Isso acontecerá por diversos motivos. Um deles, em especial, é o fato de que as redes 5G utilizarão uma série de novas tecnologias que, entre outros fatores, colocarão os endpoints como parte central das etapas de processamento e tráfego de dados. Como resultado, é esperado que os dispositivos, sensores e equipamentos inteligentes sejam cada vez mais atraentes para cibercriminosos que buscam o sequestro ou o roubo de informações – especialmente no campo corporativo.

Outro impacto importante é que o 5G ampliará a complexidade para a manutenção da privacidade dos dados, tornando essa atividade uma demanda ainda mais urgente. Por se tratar de uma tecnologia que promoverá a maior pulverização de antenas e exigirá uma alta quantidade de transações entre dispositivos e redes, o 5G pode se transformar em um fator que permitirá a coleta e o rastreamento de localização precisa dos usuários com muito mais facilidade. Esses dados podem expor a privacidade dos clientes ou serem manipulados e utilizados indevidamente.

O fato é que o 5G aumentará significativamente o volume de dados em circulação nos dispositivos adicionados às redes e isso, por sua vez, intensificará a importância das soluções de cibersegurança e a análise de vulnerabilidades existentes em cada um desses devices e em todas as estruturas. Esse é um ponto importante, pois, atualmente, os usuários ainda não têm costume de usar soluções para proteger conexões móveis – estima-se que dois terços dos aparelhos inteligentes conectados à Internet não possuam qualquer tipo de ferramentas de proteção instaladas.

Diante dessa realidade, deveremos ver a expansão no número de crimes virtuais e de casos de exposição indevida de dados de companhias e seus clientes. Para evitar esse cenário, portanto, é preciso iniciar uma transformação cultural contínua. É necessário que os dispositivos e as redes contem com ferramentas de proteção e soluções que ajudem a mitigar as ameaças, bloqueando qualquer risco. Essa é uma ação urgente, pois estamos falando de um futuro infinitamente mais complexo, com um número muito maior de dispositivos a serem gerenciados em cada rede.

Nesse contexto, as empresas deveriam buscar formas de garantir que suas defesas estejam em dia, com tecnologia e recursos adequados ao combate das ameaças. Este é o momento para se antecipar e buscar as soluções realmente indicadas para este novo tempo, com ferramentas de ponta para automatizar e agregar mais inteligência às ações diárias de segurança cibernética. A proteção da era do 5G deverá ser capaz de compreender e monitorar uma enorme complexidade de relações e estruturas, muitas vezes ligadas entre si.

Do mesmo modo, é essencial trabalhar para criar uma cultura orientada à segurança, com colaboradores que consigam entender sua participação na cibersegurança da organização e que possam apoiar esse trabalho de proteção, por meio de iniciativas como escolha de senhas mais fortes e análise rigorosa de conteúdo, por exemplo.
Não há mais dúvidas de que a mobilidade será vital para o sucesso das organizações do futuro. Para alcançar o potencial das inovações tecnológicas com proteção, as companhias terão que buscar por soluções avançadas, com recursos que entreguem mais agilidade e segurança. O 5G é um passo incrível para o desenvolvimento de uma indústria mais inovadora e hiperconectada, mas essa conexão móvel também trará desafios para a gestão das informações.

O progresso da inovação não virá sem uma maior complexidade das redes e dos processos. O mercado está se preparando para esse futuro, com opções para que as companhias possam seguir essa jornada de conexão e disponibilidade com mais inteligência e eficiência. Resta saber quem está pronto para aproveitar as vantagens dessa nova geração sem abrir mão da segurança e, assim, conquistar os melhores negócios da era digital.

Por Guilherme Araújo, Diretor de Serviços da Blockbit

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