Tecnologia

Imagens de bichinhos nas redes sociais podem facilitar invasão em Android

Especialista da Avira alerta sobre os riscos do compartilhamento de conteúdo na Internet. Atualização de segurança do sistema operacional pode demorar a chegar a todos os usuários

A Avira, fornecedora de soluções antivírus distribuídas no Brasil pela Nodes Tecnologia, alerta sobre os riscos do compartilhamento de imagens “fofas” nas redes sociais e que podem conter vírus embutidos capazes de abrir uma porta de acesso não autorizado aos aparelhos móveis com Android.

Nicole Lorenz, especialista em redes sociais da Avira, comenta que o conteúdo com imagens é basicamente uma das coisas que as pessoas mais gostam de ver no smartphone. “Afinal, é para isso que ele é criado. No entanto, pense em todas as imagens fofas de gatos e de viagens que você enviou ou recebeu de seus amigos: muitas delas podem conter vírus de computador, capazes de permitir que os criminosos cibernéticos entrem no sistema Android para atividades maléficas diversas”.

Isso significa que um atacante pode, basicamente, capturar uma imagem de um filhote de pet, enviá-la para o telefone por SMS ou qualquer outro meio de mensagem e, depois de clicado nele, se infiltrar no aparelho com mais e mais malwares 

Segundo a especialista, o problema foi reportado no último Boletim de Segurança do Android, da Google -source.android.com/security/bulletin/2019-02-01.html – e revelou uma vulnerabilidade na estrutura do sistema operacional que poderia permitir que um invasor remoto usasse um arquivo PNG especialmente criado para executar código arbitrário dentro do contexto de um processo privilegiado. “Isso significa que um atacante pode, basicamente, capturar uma imagem de um filhote de pet, enviá-la para o telefone por SMS ou qualquer outro meio de mensagem e, depois de clicado nele, se infiltrar no aparelho com mais e mais malwares”.

A atualização patch está disponível, mas muito provavelmente não está para o seu telefone.

Os parceiros do Android foram notificados sobre todos os problemas pelo menos um mês antes da publicação do relatório, segundo informou a página do relatório. Patches de código fonte para esses problemas foram liberados para o repositório do Android Open Source Project – Aosp, e vinculados ao boletim. “No entanto, se para os usuários do sistema operacional nativo da Google podem ter o seu Android atualizado, o mesmo pode não ocorrer imediatamente com os proprietários de aparelhos de parceiros, que customizam seus dispositivos. Então, o que isso significa para você? Basicamente, pode levar algum tempo até que seu celular veja um patch com a correção”, afirma a especialista.

Nicole Lorenz orienta a todos os usuários do Android a tomarem muito cuidado ao clicarem em imagens encaminhadas de várias origens – nos grupos no WhatsApp isso é muito comum – e que os usuários devem manter os seus aparelhos e aplicativos sempre atualizados. “Ter um app antivírus abrangente instalado no dispositivo móvel também é a primeira medida a ser tomada quando se compra ou troca de aparelho. Todo o cuidado é pouco”, afirma a especialista.

Serviço:

www.nodes.com.br

Comentar

Clique aqui para comentar

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicados refletem exclusivamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da Infor Channel ou quaisquer outros envolvidos na publicação. Todos os direitos reservados. É proibida qualquer forma de reutilização, distribuição, reprodução ou publicação parcial ou total deste conteúdo sem prévia autorização da Infor Channel.

Assine a nossa Newsletter

e receba informações relevantes do mercado TIC

Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!
Captcha obrigatório

Agenda & Eventos