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IDC Predictions faz RaioX do que 2020 promete para TIC

O tradicional estudo de projeções da consultoria IDC para 2020 aponta uma série de tendências para a Tecnologia da Informação e das Telecomunicações, em suas diversas frentes: hardware, software e serviços

Sempre acompanhando o PIB de forma próxima, hoje o crescimento do setor de Tecnologia da Informação, apresenta maior distância, com expectativa de atingir pelo menos 4,9%. Somente em TI, o índice deverá ser de 5,8%, impulsionado pelo aumento do uso da computação em nuvem e crescimento do mercado de software. Por sua vez, o mercado das Telecomunicações tem uma projeção tímida: 0,7%, com destaque para serviços de dados. Para os analistas da International Data Corporation – IDC, consultoria que atua em inteligência de mercado, a tecnologia de quinta geração – 5G – não será realidade no País, apesar de alguns serviços avançarem com seu uso, será incipiente em 2020. A previsão é que a tecnologia de quinta geração das comunicações, a 5G comece a se consolidar no Brasil em dois anos.

Ainda sem ter os números de 2019 fechados, as estimativas da consultoria dão conta que o montante gasto com TIC como um todo, foi de US$ 3,82 trilhões, sendo que no Brasil foram de US$ 86 bilhões; 2,3% do naco mundial e, 36% da América Latina. A região toda registrou um gasto de US$ 242 bilhões, ou 6,3% em relação ao mundo.

Vale registrar que a estimativa de inflação para 2020 foi reduzida pela sexta vez nesta semana. O relatório Focus, do Banco Central, informa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA encerrará 2019 em 3,25%, e dá como previsão para o crescimento do País neste ano em 2.3% e, em 2021, 2,5%. De acordo com as análises baseadas em dados do Banco Mundial, o panorama econômico mundial, em 2020, apresentará altas tensões e baixos investimentos. “52% do PIB global virá da economia digital”, diz Pietro Delai, gerente para a América Latina da IDC, e informa que a chamada TI empresarial, parcela que exclui aparelhos de consumo, crescerá 7,6%.

Confira tópico por tópico.
América Latina

Em toda a América Latina, o mercado de software – assim como o de serviços – segue em crescimento contínuo, considerando que tudo está virando software. É preciso perceber que há uma parte gigantesca de sistema que suportam a parte aparente: o aplicativo. Serviços, inclui até consultorias – leia nossa reportagem Bússula estratégica, sobre o mercado de consultoria em TIC no Brasil.

O modelo como serviço – SaaS, facilita a adoção de um software, que pode ser por meio da licença perpétua; mensal- subscrição via assinatura ou, ainda, paga conforme o uso, a exemplo de Cloud pública, que é SaaS. Delai defende que plataforma como serviço, ou PaaS, é uma forma diferente de usar um software.

A nuvem pública e suas ramificações – Infraestrutura como serviço; Plataforma como serviço e Software como serviço – apresenta crescimento ‘impressionante’. A taxa de progressão geométrica – CAGR, de 2019 a 2023 deverá ser de 46,7% na América Latina.

Segurança
É notória a preocupação com a Segurança da Informação e, não à toa, o tema está no topo das prioridades dos executivos do mundo todo, por quatro anos consecutivos. “A tendência continua em 2020, com 60% das organizações tendo o tema em sua estratégia”, comenta Luciano Ramos, gerente de pesquisas junto ao segmento Enterprise.

A Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, prevista para vigorar em sua totalidade a partir deste ano, é uma das alavancas que dará impulso à Segurança. Há oportunidades nesse mercado, já que ainda há muito o que se fazer em termos de venda de consultoria, produtos e soluções para cerca de 2/3 de empresas de médio e grande portes que – atrasadas, estarão ao longo deste ano, em processo de adequação às normas.

Com isso, é previsto investimento contínuo em consultoria e em serviços especializados (9,6%) como capacitação, treinamento e integração, exceto serviços gerenciados de segurança.
Quanto à escolha do prestador de serviços, o mercado está se ajustando para encarar as questões da LGPD, mas a tendência é que fornecedores de TI se associem a escritórios e consultores jurídicos para atender aos clientes.
Nessa área, a predição da IDC é que haverá aumento de investimentos, atingindo US$ 456 milhões.

Analytics e Inteligência Artificial
A tendência é que cada vez ocorra interação entre ambas tecnologias, especialmente para projetos pontuais e que 64% das empresas contratem consultorias de TI ou de negócios. Haverá a substituição da interface tradicional (robôs de atendimento) para Inteligência Artificial – IA, modelo de tomada de decisão.
As soluções de software voltadas para Analytics e IA, envolvendo também Machine Learning, devem crescer 11,5%, somando US$ 548 milhões em 2020.
Porém, quem ganha espaço são arquiteturas Open Source que simplificam o autosserviço e o desenvolvimento.

Nuvem para todos os gostos
O estudo apurou que em grandes empresas é possível identificar até 25% do orçamento externo de TI voltado para modelos de nuvem privada e este modelo ganha força no mercado local, com as grandes empresas também optando pela migração e deverá movimentar US$ 1,3 bilhão neste ano.
Já a nuvem pública no Brasil deve alcançar US$ 3,5 milhões ainda em 2020, o que representa um crescimento de 36,6% em relação ao ano passado, com forte participação das pequenas e médias empresas, inclusive com múltiplas provedores.

Ainda neste tema, de acordo com a IDC, as ofertas de serviços gerenciados para nuvem proliferam, tanto de provedores tradicionais como de novos players. Os entrevistados informaram que já estão prevendo esse gasto em seus orçamentos e a perspectiva é de ampliação para os próximos anos, acompanhando o crescimento de Cloud.

SD-WAN
Para as Telecomunicações, o SD-WAN vai impulsionar a adoção de serviços gerenciados de rede e segurança no segmento corporativo. Mais da metade das empresas que possuem formação de redes de dados devem implementar alguma iniciativa de SD-WAN ao longo de 2020, com um aumento de mais de 70% no uso desse serviço.
“O crescente uso de banda larga, além dos novos modelos de contratação, estimularão cada vez mais a oferta combinada com serviços gerenciados”, afirma Luciano Saboia, gerente de pesquisa e consultoria de TIC da IDC Brasil.

Internet das Coisas
Neste ano, a Internet das Coisas – IoT será o elemento central da automação nas empresas, permitindo a escala real de que precisam. Segundo a consultoria, o crescimento desse mercado, que representará US$ 9,9 bilhões em 2020, será próximo de 20%, considerando hardware, software, conectividade e serviços. “Em 2020, IoT se torna a ferramenta capaz de permitir que a automação seja efetivamente realizada na escala que as empresas precisam”, afirma Saboia.

Aplicações
O avanço da adoção da nuvem dentro das organizações tem se deparado com aplicações ainda não modernizadas. Atualmente, informa a IDC, 27% das aplicações já estão modernizadas em arquiteturas Cloud-enabledEs e, Containers é a abordagem preferida para a modernização. Contudo, além do investimento necessário para modernizar, a familiaridade com a tecnologia ainda é uma barreira: pouco mais de 1/3 das empresas têm algum nível de familiaridade com Containers, que terá seu uso em aplicações críticas saindo de 18% em 2018 para 26% já em 2020, com perspectiva de atingir 42% das aplicações em 2022.
Diante disso, há perspectivas de aceleração de PaaS, com crescimento previsto de 46%, e US$ 678 milhões no Brasil, seguindo essa rota nos próximos dois anos. Esse efeito deve se estender ao longo de 2021 e 2022.

Operadoras e os serviços digitais
As operadoras de Telecomunicações têm se empenhado em diversificar seus portfólios de serviços e soluções para se tornarem mais robustas e completas e devem superar o patamar de 10% do mercado de serviços gerenciados de TI em 2020. Managed Services e Professional Services estão cada vez mais presentes nas ofertas para o B2B. Esse movimento proporciona ao SMB a adoção de soluções digitais antes só consumidas por grandes clientes, tornando as operadoras um vetor de digitalização.

De acordo com a IDC, em suas próprias iniciativas de DX, as operadoras têm priorizado o aprimoramento da gestão de suas redes (NOC, manutenção e aprovisionamento) e a experiência do cliente como CRM, Self-Service, identificação, entre outras.

As perspectivas para este mercado estão em serviços que orbitam a conectividade, como segurança, serviços gerenciados, serviços profissionais, IoT e infraestrutura, tanto em equipamentos como IaaS, têm maior êxito. Haverá continuidade no estabelecimento de parcerias que proporcionem esse leque ampliado de serviços, onde, provedores de TI e empresas de Software são vistos como principais elementos.

Daas ganha força
As empresas buscam alternativas para seguir a trajetória de crescimento em mercados maduros e de baixo crescimento e Dispositivo como serviço – DaaS tem sido uma alternativa no Brasil para fabricantes e provedores. Nos últimos anos, o mercado de comercialização de dispositivos de consumo tem se estruturado e ganhado mais relevância para os fabricantes, informa a IDC. O Brasil apresentará um grande crescimento na comercialização de produtos “como serviço” para empresas, visto que o país ainda tem um grande potencial de expansão na venda de dispositivos B2B.

O mercado comercial apresenta mais oportunidades de médio e longo prazo do que o de consumo na venda de dispositivos. Muito embora as ofertas no Brasil sejam feitas a ambos os tipos, a maior parte dos novos clientes serão empresas. Em 2020, este mercado deve superar os R$ 2 bilhões, o que representará um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O mercado de DaaS fechará o ano com uma participação de 12% do valor de vendas de dispositivos para empresas no Brasil, de acordo com a IDC.

Produtos inteligentes
Novos dispositivos, com novas funcionalidades e habilidades, e com a capacidade de entender comandos em Português já estão disponíveis e disputarão pela qualidade e por suas funcionalidades a casa dos brasileiros.
A expectativa para o mercado dos chamados wearables, é de um maior volume de ofertas de produtos para o usuário de médio poder aquisitivo e, por esta razão, são esperadas mais vendas no Brasil em 2020.

Smart Home: Com várias empresas atuando no mercado e diferentes ofertas disponíveis, os dispositivos domésticos conectáveis devem, enfim, iniciar uma trajetória de crescimento em vendas este ano. Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa da IDC Brasil, afirms que os dispositivos domésticos conectáveis, mais conhecidos como dispositivos de smart home, também tendem a crescer com ofertas de segurança e vigilância, além de outras funcionalidades para casas. A expectativa é crescimento acima dos 55% em unidades, chegando a 40% em valor (US$), por conta da redução de alguns preços e maior competição.

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