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Governança de TI e segurança para reduzir riscos

Imagine que sua equipe tem um importante projeto para entregar na semana que vem, mas cada um de seus colegas está falando um idioma diferente, usando ferramentas e processos distintos. Pode parecer uma situação extrema, mas essa é a realidade de muitas organizações que ainda não conseguiram definir padrões ou processos claros de governança em suas operações.

A governança é a formação e aplicação de estratégias que permitem estruturar, proteger e maximizar o uso dos recursos internos e, com isso, apoiar o trabalho da empresa rumo ao sucesso operacional. Evidentemente, esse não é um conceito novo. Há tempos, grandes organizações já aplicam conceitos desse tipo em suas gestões como um todo. A novidade, aqui, é que cada vez mais a transformação digital está forçando empresas de todos os tamanhos a adotarem novos processos e regras, além de também revisarem continuamente sua forma de trabalho.

O tema merece atenção redobrada uma vez que cerca de 70% das empresas atuais correm riscos por conta de processos e políticas de gerenciamento de redes que são falhos. Isso acontece, basicamente, porque os desafios para organizar e controlar as ferramentas e formas da tecnologia estão evoluindo como nunca. Saber integrar dados de servidores com ambientes em Nuvem ou acelerar os ganhos trazidos por inovações como mobilidade e Analytics, por exemplo, são questões que têm gerado enormes alterações na rotina e nos planos das corporações.

Diante desse contexto, a governança de TI é uma questão-chave para o futuro das organizações que desejam se preparar para obterem sucesso no futuro. De forma prática, a construção de um plano de governança completo ajuda a alinhar as diretrizes a serem seguidas por todos os públicos internos, traçando as responsabilidades de cada equipe ou estrutura para o sucesso operacional da companhia.

Criar uma visão estratégica para o uso das estruturas de TI é, portanto, o primeiro passo para construir um ambiente mais previsível e transparente. Com regras e padrões claros para todos, as companhias ganham uma ferramenta para otimizar a performance de suas equipes e departamentos, organizar o trabalho de terceiros e garantir maior proteção às informações. Além disso, as políticas também ajudam a definir as métricas e as ações mais importantes para o futuro dos negócios. Mais do que visualizar os resultados, a gestão é um caminho para aprimorar o que está sendo feito internamente.

Outra questão importante é que a governança de TI é essencial para agregar inteligência à segurança da informação. Ao definir regras mais claras de acesso e identificação dos usuários, as companhias ampliam suas opções para identificar quais são os dados mais relevantes da empresa, protegendo-os com mais camadas de bloqueio e em uma estratégia capaz de equilibrar questões como disponibilidade e controle. Do mesmo modo, é mais fácil filtrar quais são as informações que cada colaborador pode acessar e em quais dispositivos isso é permitido.

Isso acontece porque a definição de uma política mais específica traz a oportunidade de se criar mecanismos mais objetivos de avaliação e melhoria. Cria-se uma linguagem e um código de conduta único, simplificando a visualização dos resultados e a análise de possíveis vulnerabilidades. Ao invés de mergulhar em um cenário repleto de modelos e opções distintas, os times corporativos ganham um guia único e prático de trabalho.

O que não significa dizer, no entanto, que os profissionais devam acompanhar as inovações de “mãos limpas”. Há, hoje, uma série de soluções digitais que possibilitam realizar o monitoramento de forma automatizada, com o acompanhamento e o gerenciamento inteligente de políticas de conformidade e riscos de segurança. As redes definidas por software (SDN – de software-defined network, em inglês) e os firewalls dinâmicos, de nova geração, são exemplos de opções que podem complementar o gerenciamento das redes, tornando o acompanhamento dos processos de segurança muito mais fáceis e alinhados às políticas e requisitos pré-estabelecidos pelo plano de governança.

Mas é preciso ter consciência de que que esses projetos só serão bem-sucedidos com a definição de um plano que faça sentido e engaje a alta cúpula de gestão das empresas. Somente assim, os processos de governança de TI poderão estar realmente alinhados às estratégias e os objetivos de organizações de todos os tamanhos e setores da indústria. É esse alinhamento que permitirá a jornada de inovação e de transformação de suas estruturas de TI, com a migração para novos modelos e propostas de negócios.

Em um momento de grandes mudanças como o atual, garantir a segurança dos dados e dos sistemas é fundamental para os negócios, devendo ser um dogma para todos os funcionários e executivos. A governança de TI traz às organizações uma nova forma de criar, antever e ajustar demandas, garantindo tranquilidade e segurança para as empresas. Definir esse plano, ajuda a empresa a criar formas mais práticas de adotar a tecnologia certa para proteger os dados e maximizar os resultados. Resta saber, apenas, quem está preparado para definir um plano coerente e adotar as soluções fundamentais para o sucesso na nova era digital.

Por Marcel Mathias, Diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Blockbit

 

 

 

 

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