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Estudo da Cognizant explora as possibilidades de espaços virtuais

Advento desta tecnologia permitiria que a humanidade vivesse e trabalhasse em realidades mistas

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, algumas empresas investiram nas áreas de Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista (XR) para mitigar os efeitos do isolamento social. A criação desses espaços virtuais só é possível com a integração destas tecnologias com a Inteligência Artificial. Por meio desta combinação, é possível que humanos vivam, trabalhem e interajam ambientes virtuais.

Pensando nisso, a Cognizant, uma das empresas mundiais em tecnologia e negócios, divulgou um estudo que explora as possibilidades e implicações do uso do Espaço Virtual.

Alguns benefícios do Espaço Virtual incluem: reuniões “presenciais” à distância, mais agilidade nos processos de onboarding, redução nos custos de deslocamento, e acessibilidade para todos os funcionários de uma empresa  

“O Espaço Virtual nos permitirá viver e trabalhar em um universo simulado que só é possível com tecnologias de ponta”, afirma Robert Brown, VP do Centro para o Futuro do Trabalho da Cognizant e autor do estudo. “Neste ambiente, nosso conceito de remotopia vai extrapolar limites, reproduzindo tudo que existe no mundo físico, inclusive lojas, salas de aula e salas de conferência”.

Alguns benefícios do Espaço Virtual incluem: reuniões “presenciais” à distância, mais agilidade nos processos de onboarding, redução nos custos de deslocamento, e acessibilidade para todos os funcionários de uma empresa.

Atualmente, há 170 milhões de usuários de VR em todo o mundo, mas a tendência é que esse número aumente com a entrada de mais dispositivos no mercado e a queda nos preços. Além disso, a própria tecnologia se tornará mais acessível com a implementação das redes 5G de telefonia ao redor do globo.

Desafios
Assim como todas as tecnologias que são inseridas na sociedade, a implementação do Espaço Virtual vem com uma série de implicações. A primeira, mais óbvia e prática, é que os headsets de VR e AR são desconfortáveis para uso prolongado e podem causar náuseas e dor de cabeça. Mas é possível mitigar esses efeitos ao desenvolver novos modelos de headset, o que será uma evolução natural com a popularização da tecnologia.

Há também a questão da privacidade dos dados coletados pelos headsets que, como todo dispositivo wearable, captam muitas informações pessoais dos usuários. É preciso que os detalhes de como esses dados serão armazenados, tratados e utilizados sejam bem claros para os clientes e para as legislações locais.

“Nós temos um precedente neste sentido, que é o surgimento das redes sociais. É imperativo discutirmos regras de mercado para evitar violações de privacidade antes que os modelos de negócios dessas empresas se cristalizem. Depois, é muito difícil impor restrições”, avalia Brown.

Por fim, há o risco de a experiência em realidades virtuais se tornar um vício para muitas pessoas, que podem preferir ficar em um mundo que está alinhado com seus ideais.

Tendências
Apesar dos desafios, o prognóstico do Espaço Virtual é positivo a longo prazo. A possibilidade de interagir em um universo simulado será muito atraente para uma geração que já está acostumada com o digital. Além disso, estima-se que 23,5 milhões de empregos em todo mundo farão uso de tecnologias de RV e RA até 2030.

Em estudos anteriores, a Cognizant listou as seguintes profissões nas áreas de VR e AR:
Designer de Interface Tátil: responsável por desenhar superfícies em realidade mista.
Curador de Memórias Pessoais: responsável por reproduzir memórias em realidade virtual.
Consultor de Imersão em VR: responsável por coordenar processos de onboarding em RV.
Designer de Experiência: responsável pela criação e pelo planejamento de experiências personalizadas em realidade mista.
Caminhoneiro Remoto: responsável por conduzir até dez veículos por dia remotamente.

“Assim como toda revolução tecnológica, o advento do Espaço Virtual também vai oferecer muitas oportunidades de trabalho nos anos seguintes. São profissões em todos os níveis de conhecimento tecnológico”, analisa Brown. “A tendência é que os universos simulados se expandam cada vez mais e sejam cada vez mais utilizados pelas empresas e pela sociedade em geral. As realidades alternativas, sejam elas virtuais, aumentadas ou mistas, vão extrapolar o âmbito dos jogos e do entretenimento direto para o nosso cotidiano”, conclui o executivo.

O estudo da Cognizant sobre o Espaço Virtual está disponível no link: https://www.cognizant.com/virtual-space/future-jobs/

Serviço
www.cognizant.com.br

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