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Empresas locais preparam planos para voltar ao ambiente de trabalho

Pesquisa nacional, com dados por Estado, aponta que 75% já mapearam quais são os funcionários que estão no grupo de riscos de contaminação pelo novo Coronavírus e 93% vão mantê-los em trabalho remoto

Testes para Covid-19, medir temperatura corporal, garantir distanciamento entre os trabalhadores, melhorias das condições de ventilação e dos sistemas de ar condicionado também estão entre as medidas de segurança.

As empresas brasileiras estão se preparando para o retorno gradual das atividades presenciais no trabalho, com iniciativas que têm o objetivo de garantir a segurança dos trabalhadores e evitar riscos de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19). Pesquisa nacional realizada pela Mercer, empresa global de consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos, e pela Mercer Marsh Benefícios, consultoria especializada em gestão de saúde e benefícios, revela que 75% das empresas já mapearam quais são os funcionários que estão no grupo de riscos.

Para evitar a contaminação, as companhias pretendem adotar alguma ação específica em relação aos colaboradores que se enquadram neste grupo. Entre as ações, 93% analisam a manutenção do trabalho remoto. Em relação aos critérios utilizados para identificar os funcionários elegíveis para o retorno parcial, 46% vão priorizar funcionários sem familiares que estão no grupo de riscos de contaminação pelo vírus e 38% os colaboradores sem histórico da doença. “É extremamente importante neste momento mapear os riscos individuais, e analisar também o ambiente familiar, para entender as diferentes situações e realidade entre os funcionários para definição da estratégia de retorno das atividades ao ambiente de trabalho”, afirma Mariana Dias Lucon, diretora de produtos e consultoria da Mercer Marsh Benefícios.

Participaram do levantamento online 253 empresas no Brasil multinacionais e nacionais de grande e médio portes. Do total de participantes, 87% são do Sudeste, 8% estão no Sul, 3% no Centro-Oeste e 2% no Nordeste. A coleta e análise dos dados foi realizada de 4 a 12 de maio deste ano.

Mudanças nas políticas internas
A quarentena imposta fez com que muitas empresas adotassem mudanças em suas políticas internas que serão mantidas depois do período de isolamento social. O home office opcional, por exemplo, será praticado por 85% dos consultados. Uma nova realidade também se impõe para atividades realizadas externamente, com 68% das companhias optando por cancelar viagens nacionais e internacionais. As empresas também estão adotando medidas de austeridade, a fim de manter sua saúde financeira, como apontam 41% dos consultados, que pretendem manter a interrupção ou o cancelamento de novas contratações. Outros 19% manterão a redução de salários e da jornada de trabalho, enquanto 18% realocarão seu pessoal interno para outras funções ou novas demandas. Finalmente, 15% dos respondentes dizem que manterão políticas de crédito/reembolso ou fretamento de transporte para que os colaboradores possam evitar o transporte público.

Com relação aos programas de assistência oferecidos aos funcionários durante o período, 37% afirmam que serão mantidos. “A pandemia obrigou as empresas a anteciparem políticas que há muito tempo pautavam discussões dos RHs, mas não eram implementadas, como home office e trabalho remoto, por exemplo. Caíram alguns mitos relacionados à produtividade e engajamento dos colaboradores no trabalho à distância, questionamento de muitos gestores, que verificaram não ter havido queda e, em muitos casos, o contrário”, pontua Rafael Ricarte, líder de produtos de carreira da Mercer Brasil.

Protocolos no ambiente de trabalho
Segundo o levantamento, na chegada ao trabalho, 51% das empregadoras realizarão um plano de prevenção com os funcionários. Entre as iniciativas, 65% disseram aferir a temperatura e 31% farão entrevistas para identificar possíveis sintomas.

Um facilitador para esse protocolo deverá ser o fato de 13% das organizações consultadas deverão migrar alguma função para trabalho remoto permanente e 48% analisam essa possibilidade.

Entre as áreas elegíveis para tal migração, as mais cogitadas são, respectivamente: administrativo, financeiro, recursos humanos, jurídico, comercial, atendimento ao cliente e operacional (para empresas dos segmentos de alta tecnologia, serviço, bancos e serviços financeiros, seguros e resseguros.

Das 253 participantes, a maioria (79%) desenvolveu protocolos para situações de aparecimento ou suspeita de contaminação. Caso isso ocorra, 84% farão limpeza e desinfecção dos locais de trabalho e 48% pretendem realizar testes de Covid-19.

Para proteger os funcionários no ambiente de trabalho, 84% das entrevistadas disseram que fornecerão equipamentos de proteção individual (EPIs). Entre os equipamentos, 97% disponibilizarão máscaras, 79% luvas e 21% frascos individuais de álcool em gel.

Limpeza e desinfecção
Para garantir a limpeza e a desinfecção do ambiente, 98% reforçarão a limpeza nos locais que estão mais expostos ao toque das mãos e disponibilizar álcool em gel em todos ambientes e 76% farão limpezas antes e depois dos turnos das estações de trabalho. Outro grupo (60%) fará melhorias das condições de ventilação e sistemas de ar condicionado e ainda reforçará medidas de higienes das mãos.

Estratégias para garantir o distanciamento
Adicionalmente, o levantamento revela quais as medidas para garantir o distanciamento social no ambiente de trabalho: 76% vão alternar os dias de trabalho presencial entre funcionários e 74% estudam a possibilidade de teletrabalho por um período maior ou por prazo indeterminado. E ainda, mais de 60% instalará placas e marcadores para reforçar o distanciamento entre as pessoas, modificar layouts de ambientes comuns como cafés e refeitórios, e dos escritórios e áreas de produção.

Dificuldades para controlar riscos de contaminação
Manter o distanciamento social no local de trabalho é uma das principais dificuldades relatadas por 78% das organizações participantes da pesquisa. Entre outras barreiras, mais de 40% citaram a indisponibilidade de testes para uso da empresa, a não aderência dos trabalhadores aos hábitos de higiene das mãos e aos hábitos de higiene respiratória.

Investimento em Saúde Mental após a pandemia
O distanciamento social prolongado alterou significativamente a rotina das pessoas e isso gerou incertezas sobre o futuro, o medo de perder o emprego e a renda. Para auxiliar os trabalhadores nas questões relacionadas aos transtornos mentais, 51% das entrevistadas elaboraram planos de proteção à saúde mental dos seus funcionários. Entre as medidas, 84% são planos de comunicação com orientações sobre cuidados com a saúde mental, 76% incluíram assistência psicológica e 50% programas para manejo do estresse e ansiedade.

Benefícios mais relevantes
A pesquisa das consultorias identificou também que mais de um terço das empresas pretende realizar pesquisas para entender quais são os benefícios considerados mais relevantes pelos funcionários, sendo que 29% já estão em processo de identificação.

De acordo com o estudo, 53% também pretendem avaliar perfil dos colaboradores, analisando presença ou falta de habilidades essenciais para os novos desafios que a quarentena trouxe ao mercado.

Neste contexto, 76% realizarão rodízio para alterar o dia de comparecimento por equipes, 45% disseram considerar jornadas de trabalho menores e mais flexíveis e 24% vão separar funcionários em grupos de trabalho isolados.

Quando analisada a possibilidade de migração de alguma função para trabalho remoto, 93% manterão funcionários do grupo de risco em Trabalho Remoto, 85% possibilitarão o home office como opcional após retorno das operações e 61% pretendem migrar algumas funções para Trabalho Remoto permanente.

Serviço
www.mercer.com.br

 

 

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