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Desigualdade salarial por gênero e raça ainda é grande

Pesquisa mostra que na área de TI, o homem ganha 22% mais do que a mulher nos EUA; e se ele for branco, 44% mais que um negro

Vem crescendo nas empresas a questão da diferença salarial envolvendo gênero e raça. Uma pesquisa realizada pela ChartHope com 16 mil americanos da área de tecnologia mostrou que este problema não corre só no Brasil, mas também na maior economia do mundo. Quando se trata de remuneração baseada em salário, o levantamento descobriu que os homens ganham 22% mais do que as mulheres. Este número melhorou, pois em 2018 a mesma pesquisa apontava diferença de 30%. A representação feminina na indústria de TI permaneceu constante, em 44%.

Uma explicação comumente citada para a disparidade salarial existente entre os gêneros é que as mulheres estão menos representadas em cargos de liderança, que possuem salários mais elevados. Isso realmente é verdadeiro. Segundo a pesquisa, 71% dos executivos são homens e 29% mulheres, enquanto que 61% dos gerentes são do sexo masculino e 39%, feminino.

Nos últimos três anos, houve uma diminuição substancial na diferença salarial entre homens e mulheres nos departamentos de engenharia 

Os dados também revelam grande desigualdade na remuneração e na representação entre raças. Na verdade, a diferença salarial entre funcionários negros brancos é o dobro da diferença salarial entre homens e mulheres. O salário médio de um funcionário branco em 2020 é de US$ 130.418 por ano, que é 44% maior que um funcionário negro (US$ 90.873), 33% superior que o salário de um hispânico (US$ 90.041) e 2% maior que um empregado asiático (US$ 128.226). O salário médio de uma funcionária em 2020 é de US$ 98.781.

Embora os salários permaneçam baixos, a representação de funcionários negros e hispânicos aumentou. Em 2018, os funcionários negros eram 4% da força de trabalho da amostra e os funcionários hispânicos representavam 5%. Agora, para ambos os grupos, esses números aumentaram para 8% em 2020.

As equipes de engenharia, geralmente dominadas por homens, têm recebido uma má reputação ao longo dos anos por sua falta de foco na diversidade e inclusão, mas essa atenção negativa parece ter estimulado uma reação. Nos últimos três anos, houve uma diminuição substancial na diferença salarial entre homens e mulheres nos departamentos de engenharia. A diferença salarial entre gêneros ficou em 7%, o que é significativamente menor do que a média geral de 22%.

Esse progresso nos departamentos de engenharia é visto pelos pesquisadores como um sinal encorajador de que a conscientização e o diálogo podem estimular mudanças reais e positivas.

Já a situação no departamento de vendas merece atenção. Homens em cargos de vendas não administrativas ganham 22% a mais no salário médio de US$ 91.110 por ano, em comparação às mulheres, que ganham US$ 74.404. Embora o tempo de casa e a experiência sejam fatores que contribuem para a lacuna, mesmo nos cargos de nível básico há uma diferença de 9%.

Serviço
www.charthope.com

 

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