Gestão

Comunicação digital para 2021: como garantir resultados nos canais de vendas

Especialista ressalta que presença sem estratégias, é esforço sem resultados

Não é mais novidade. A comunicação digital é e será para sempre a chave dos novos negócios. Se o “boca a boca” endossa o poder de um produto ou serviço, hoje o compartilhamento expande a audiência para um mercado sem fronteiras. Mas, ainda que adaptações sejam necessárias, alguns princípios se mantêm e devem ser atendidos para que o sucesso de vendas não seja só mais um fenômeno passageiro da internet.

Muito além da criação de páginas para se fazer presente na web, posts “moderninhos” nas redes sociais e divulgação massiva de ofertas nos canais online, o marketing digital depende de estratégias para gerar resultados, e isso significa também prezar pelo posicionamento da marca, a qualidade de seu conteúdo e a identificação com o seu público. “É fato que a internet é um espaço definitivamente democrático, contudo, justamente por ser assim, ocupa os maiores espaços quem usa as melhores estratégias”, afirma Elizangela Grigoletti, especialista em negócios digitais e CEO da AIs Comunicação e Estratégia.

Concorrência
A grande estrela das vendas digitais é o e-commerce, que no Brasil vinha evoluindo gradativamente e, eis que em 2020, recebeu um grande acelerador. A pandemia da Covid-19, que sacudiu o rumo do comércio digital e, sem dúvidas, criou um novo marco na relação fornecedor X consumidor. De repente, os pequenos comércios se viram novas possibilidades em um novo ambiente. Já os grandes, sentiram a necessidade de evoluir e se reinventar. Enquanto portas se fecharam, olhos se abriram, num cenário paradoxal provocado pelo aumento da concorrência.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 150.000 novas lojas online foram criadas no primeiro quadrimestre da pandemia no País (março a julho). Uma pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen, em parceria com a Elo, mostra um aumento de 47% nas vendas online nos primeiros seis meses de 2020, o que somou 38,8 bilhões de reais. Foram realizados 90,8 milhões de pedidos online entre janeiro e junho de 2020 e, só nesse período, o comércio digital conquistou 7,3 milhões de brasileiros que fizeram a sua primeira compra virtual, elevando a 41 milhões o número de usuários ativos no e-commerce.

A facilidade e a comodidade de comprar online, com maior oferta de produtos, ampla disponibilidade de fornecedores e, ainda, preços mais competitivos, é o que atrai o consumidor à internet. De qualquer forma, para Elizangela Grigoletti, não são esses fatores que fidelizam o cliente. “Essas são características de todas as lojas virtuais. O que nós precisamos saber é como manter esse cliente, como obter destaque e atenção do consumidor em meio a tantas opções, garantindo não somente um fluxo de caixa saudável, mas uma audiência que influencie outros consumidores”, destaca a especialista.

O vendedor precisa entender que a precificação do produto não é o que define a finalização da compra. O consumidor hoje está muito mais criterioso  

Valor. Propósito. Confiança.
As três vertentes do marketing digital devem ser priorizadas. “O vendedor precisa entender que a precificação do produto não é o que define a finalização da compra. O consumidor hoje está muito mais criterioso”, diz a especialista. “Não podemos mais oferecer um produto apenas, temos que entregar uma solução e, se possível, fazê-lo vivenciar uma experiência”, completa.

E é isso que faz do e-commerce um grande desafio, seja para as micro e pequenas empresas, ou para as médias e grandes, já mais experientes. Transformar os modelos de negócios não basta, é preciso promover novas possibilidades. Os marketplaces estão no mercado para nos lembrar disso todos os dias. Por isso, investir na imagem, no posicionamento e nos valores da empresa é essencial.

“2020 foi um grande estágio para todos. Agora, em 2021, precisamos colocar em prática o que aprendemos com as dificuldades do último ano e transformá-las em oportunidades. A fase de “testar” acabou e, “comprar por impulso” já não é uma realidade tão factível, mudando as regras tanto para quem compra quanto para quem vende. Agora, é preciso ‘ter visão amplificada’ para garantir resultados. O comércio eletrônico sem uma boa estratégia de marketing digital tende a ser apenas um navio à deriva, no imenso mar de possibilidades da internet”, finaliza Elizangela Grigoletti, da Ais Comunicação e Estratégia.

 

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