Gestão

Cinco tendências para transformação digital usadas por gestões públicas brasileiras

Gartner divulgou lista com 10 tendências que devem ser aplicadas por governos até 2020. Conheça alguns exemplos no Brasil

Recentemente, o Gartner divulgou uma lista com 10 tendências que deverão ser adotadas por gestões públicas ao redor do mundo até 2020. De acordo com a previsão feita pelo instituto, uma série de iniciativas para promover a transformação digital dos governos deve ser feita em 12 a 18 meses. Algumas delas, porém, já são praticadas, inclusive no Brasil: identidade digital para os cidadãos acessarem serviços, cultura ágil, gestão digital de produtos e serviços, tudo como serviço (Xaas), entre outras.

Veja cinco tendências apontadas pelo Gartner que são feitas no Brasil:
Engajamento multicanal feito pelos cidadãos — Essa tendência, já praticada por diversos segmentos corporativos, também está gradualmente sendo adotada pelas gestões públicas. Desde a comunicação com os governos por redes sociais, até o uso de serviços disponibilizados digitalmente por meio de plataformas. Desde maio deste ano, a Prefeitura Municipal de Aracaju utiliza a plataforma AjuInteligente, desenvolvida pela govtech 1Doc, que também integra o portfólio de produtos da Softplan. A plataforma agiliza a comunicação entre cidadãos e prefeitura, além de permitir a gestão documental. A tecnologia gera economia de recursos financeiros e materiais, como o papel, permitindo transparência e o acesso à informação. A estimativa é que a prefeitura economize R$ 190 mil por mês, eliminando gastos com papel.

Identidade digital — Tecnologias capazes de criar uma identidade digital segura dos cidadãos está entre as tendências para os governos apontadas no relatório Gartner. Neste sentido, soluções aplicadas no Brasil, como a certificação digital, já são realidade e se tornarão cada vez mais usadas no futuro. Por exemplo, os médicos que atendem em alguns municípios têm uma identidade digital, o que ajuda prefeituras a economizar e a otimizar o atendimento na saúde pública. Além de eliminar o uso de papel, a tecnologia contribui para evitar fraudes e para personalizar o atendimento de cada cidadão, pois todo o histórico do paciente é mantido em nuvem e pode ser acessado por clínicas, hospitais e outros agentes da saúde pública de uma forma segura. Este recurso é usado em prontuários, exames, receitas e atestados médicos. “As informações são armazenadas de uma maneira padronizada, conforme estabelecido em conjunto pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), porém só acessadas por profissionais habilitados. A certificação garante mais agilidade na emissão de receitas médicas e também na entrega dos resultados de exames”, explica Carlos Roberto De Rolt, fundador da BRy Tecnologia, empresa que atua no mercado de certificação digital.

Eficiência tecnológica — Uma das tendências apontadas pela Gartner é que até 2020 haverá um movimento dos governos para aumentar a eficiência em TI. No Brasil já observamos que empreendedores que atuam no processo licitatório adotam práticas que promovem a eficiência tecnológica, e que ajudam o governo a gastar menos. É o que propõe a solução da Effecti, por exemplo. A empresa é especializada em desenvolver automação para os fornecedores de licitação e permite, através da tecnologia, que micro e pequenos empreendedores possam competir com grandes multinacionais, mesmo sem possuir uma equipe dedicada exclusivamente para o processo. “Isso gera uma economia enorme para o governo, que passa a ter acesso a um número ainda maior de fornecedores de empresas de todo Brasil, que vão competir para oferecer o preço mais baixo para as mercadorias e serviços. Isso tudo só é possível graças a digitalização do processo licitatório”, comenta Fernando Salla, CEO da Effecti.

Força de trabalho digitalmente capacitada — Outra tendência apontada pelo Gartner é a capacitação da força de trabalho, os servidores, por meio digital. Entre as iniciativas existentes no Brasil está a WeGov, um espaço de aprendizado que visa promover a inovação no setor público, por meio de eventos, capacitações e aprendizado via digital. No início do ano, desenvolveram o projeto “101 dias de inovação no setor público”. O projeto, criado digitalmente, envia conteúdos diários — vídeos, podcasts, textos e webinars — sobre inovação e transformação digital a servidores públicos. A WeGov também promove oficinas de design thinking para redesenhar processos e modelos exclusivos, pensados de acordo com a necessidade da instituição.

Ferramentas de análise — Para organizar o planejamento das demandas e as modalidades de compras públicas — de produtos e serviços que serão utilizados e oferecidos, seja na administração em si ou diretamente à população — , é possível contar com softwares que auxiliam esse processo: desde a gestão de contratos, gestão de materiais e serviços, almoxarifado até o patrimônio de entidades como Governos Estaduais, Municipais, autarquias, sistemas federativos, empresas públicas e/ou internacionais. Como exemplo de grandes instituições que utilizam tecnologias como está o Governo do Estado de Pernambuco, que adotou em sua rotina a plataforma GPM (Govern Purchase Management), da Paradigma Business Solutions. “Com o controle centralizado numa plataforma e a padronização de processos conquistados com o uso da tecnologia, o Governo está conseguindo atender níveis elevados de governança, transparência e economicidade. Além disso, o uso da ferramenta possibilita à gestão maior agilidade e controle dos procedimentos realizados. Ou seja, a tecnologia pode ser uma aliada para garantir não só a transparência, como o uso adequado dos recursos públicos. Esses fatores, por sua vez, permitem retornos benéficos tanto para a administração pública quanto à sociedade”, fazendo mais com menos comenta Luiz Alberto Galafassi, diretor da Unidade de Governo Eletrônico (eGov) da Paradigma.

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