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Americanet apoia a entrada de novos competidores para o leilão do 5G

Para o VP da companhia, José Luiz Pelosini, ao se reservar faixas e blocos regionais para novos competidores, o País assegura um ambiente mais democrático na oferta de 5G

O tão esperado leilão de concessão para o 5G, deve acontecer apenas no segundo semestre de 2020, e deve arrecadar para os cofres públicos algo em torno de R$20 bilhões. Segundo a proposta do Conselheiro Vicente Aquino da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), serão leiloadas quatro frequências para o 5G com capacidade suficiente para abrigar um número superior de operadoras se comparado ao leilão anterior. Estas novas faixas possibilitarão o ingresso de novas tecnologias móveis, assim como a ultra banda larga sem fio.

Um dos pontos sensíveis do edital é a regionalização, tema que tem o total apoio da Americanet, uma das principais operadoras de telefonia móvel, fixa e conectividade do país. Segundo José Luiz Pelosini, vice-presidente da empresa, tal atitude será positiva para o mercado e principalmente para os consumidores, que terão mais opções na escolha da melhor oferta de 5G. “A postura do Relator Aquino, merece ser exaltada”, explica. “Com a adoção das margens de preferência, o governo dará condição às empresas de pequeno e médio porte de participar com possibilidades reais de serem aprovadas e ter uma fatia deste mercado tão desejado por todos”, completa Pelosini.

Segundo a proposta do Conselheiro Vicente Aquino da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), serão leiloadas quatro frequências para o 5G com capacidade suficiente para abrigar um número superior de operadoras se comparado ao leilão anterior. Estas novas faixas possibilitarão o ingresso de novas tecnologias móveis, assim como a ultra banda larga sem fio 

Para o VP da Americanet, muitos provedores pequenos e médios têm competência e estrutura suficientes de também construir essa rede. “Nós defendemos sumariamente que seja uma faixa para as operadoras competitivas. O Conselheiro tem ouvido os anseios de nós operadoras, e apresentou uma proposta em linha com os fundamentos da LGT, onde o arcabouço regulatório prioriza beneficiar o usuário final, e não à tecnologia, ponto fundamental que faz parte de nossas reivindicações”, comemora o executivo.

Há um grupo de empresas já em funcionamento, que com investimento pequeno pode ampliar suas operações adquirindo maior espectro. Outra situação são as novas operadoras, que vão construir uma operação usando a frequência. Esses dois atores não podem ter o mesmo peso no edital. O edital do leilão também prevê um sistema de pontuação dos lances, valorizando mais aqueles que garantam maior cobertura (100% do município), áreas não atendidas e novos negócios, além da qualificação prévia dos competidores com análise de viabilidade, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O setor agora está em ritmo de espera. Para o executivo da Americanet, o momento é aguardar a divulgação da data oficial para o leilão e torcer que as reinvindicações feitas pelas pequenas e médias operadoras sejam atendidas pelo governo brasileiro. “Temos todo o interesse na 5G. Ao longo dos últimos anos, temos nos preparado para atender o mercado com a melhor infraestrutura e tecnologia de ponta baseada em redes de fibra óptica. Hoje a Americanet já conta com 20 mil km de rede, presença em 7 estados e 300 cidades”, conclui.

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