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Ai se eu te pego, unicórnio!

O sonho de todo profissional de marketing é desenvolver um ação que entre em espiral de viralização. Alto potencial de engajamento e consumo de produto e serviço atrelado a um gatilho não raro barato ou gratuito. Mercados e hits nascem desta forma.

Exemplos: A Apple através dos seus segredos revelados de novos produtos fomenta o efeito viral de ansiedade pelo consumo de seus gadgets e, em breve, serviços. “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, foi a música mais executada da Europa em meados da década por cair no gosto de Cristiano Ronaldo, melhor jogador do mundo na época.

E o mesmo está acontecendo com o capitalismo de risco global.

Vivemos um momento raro de forte liquidez global, formado a partir de partir de taxas básicas de juros baixas ou negativas em países ao redor do mundo – vide o Brasil e os seus inéditos 5,5% na SELIC.

Com isso não há opção aos grandes investidores – desde milionários individuais, fundos de investimentos ou aqueles que representam a riqueza de países: se eles querem aumentar o seu patrimônio, ele precisa aumentar o risco.

Soma-se isso a um cenário de ruptura tecnológica em diversos mercados em seus modelos de negócios, e temos no Venture Capital uma excelente oportunidade de negócios.

Somente no Brasil o volume de investimentos em startups foi de 13,3% no primeiro semestre de 2019, totalizando R$ 3,4 bilhões segundo dados da KPMG com a ABVCAP. Tanto o volume quanto o índice são recordes e mostram uma rápida aceleração do interesse do capital pelo ecossistema inovador nacional.

E isso ainda não conta os aportes realizados pelo SoftBank, que certamente vai ter o efeito Cristiano Ronaldo no Venture Capital, aqui e no exterior.

Com seus aportes bilionários, bombásticos e nem sempre bem-sucedidos – vide as perdas em Lyft, Uber e WeWork, os movimentos da firma com dois fundos de valores acima de US$ 100 bilhões irrigando novos negócios ao redor do planeta tem uma função paralela: fomenta toda uma onda de interesse de “peixes menores”, investidores com menor capital mas tamanho interesse, em surfar a onda de oportunidade em aplicar recursos na inovação.

No Brasil existe R$ 600 bilhões investidos em novos negócios, ao qual a captação para inovação ainda é ínfima. Veremos nos próximos anos, muito por causa da primeira leva de unicórnios e os grandes investimentos realizados por um fundo global como o SoftBank tanto um interesse mais sólido pelo empreendedorismo inovador quanto a busca do capital pela alavancagem via novos negócios – aonde o risco é muito maior, mas a chance a alavanca de valor é muito valor.

O mesmo SoftBank que perdeu 45% do valor que investiu no Uber pós-IPO é o fundo que aplicou US$ 10 milhões no AliBaba e teve retorno de US$ 2 bilhões. Quem não quer ter um investimento mitológico assim no seu portfólio?

Por João Gabriel Chebante, CEO da Sucellos

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