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A comunicação na sua organização ficou mais complexa com diferentes gerações?

O isolamento social acelerou a Transformação Digital e trouxe alguns bons questionamentos para o mundo corporativo. Dá para contar em uma mão quais são as plataformas de videoconferência que se consolidaram nestes primeiros meses de 2020, porém ainda continua sendo um grande desafio às empresas definirem o meio de comunicação mais eficiente para um público profissional mais diverso em termos de cultura de geração.

Uma pesquisa publicada na revista Wired onde foi consultado qual é o método de comunicação preferido das pessoas, por geração, desde os Baby Boomers até a Geração Z, deixou evidente que cada uma prefere se comunicar de maneiras diferentes. Enquanto os Baby Boomers preferem reuniões, e-mails, ou até mensagens instantâneas, pessoas da Geração Z, preferem espaços compartilhados, chats persistentes ou reuniões com vídeo. Isso mostra que para atender todos os perfis de usuários da sua empresa, é preciso de uma ferramenta que agrade minimamente a todos.

De 2011 para cá acompanhamos uma consolidação de grandes players incorporando tecnologias para concentrar as ferramentas de produtividade num único ambiente, reduzindo custos de aquisição de licenças de software, integrando com mais eficiências as equipes e proporcionando maior gestão sobre o tempo empenhado no cotidiano do trabalho. Em tempos de pandemia, estamos falando de integrar as experiências pessoais e profissionais numa mesma jornada de no mínimo 8 horas.

Como muita gente está em casa, naturalmente constatamos uma disponibilidade gigante de videoconferências e calls mais rápidas se multiplicando, porém durando menos tempo, dada a necessidade de mais objetividade.

A nuvem, quem diria, agora integra RH e Marketing
A mudança no expediente também exigiu uma gestão do tempo ainda maior do profissional. O novo normal impôs o desenvolvimento de habilidades. Estamos falando em lidar com diferentes plataformas, com diferentes dinâmicas, mais rápido, e sem perder suas devidas importâncias. Inevitavelmente, surge a pergunta: como aumentar o nível de gestão dos usuários que fazem uso de diferentes plataformas tecnológicas de acesso remoto, no sentido de auferir a carga de produtividade por hora trabalhada?

Temos dois pontos a considerar aqui. O primeiro deles diz respeito de como a empresa pode gerenciar os usuários para proativamente medir a adoção das ferramentas de produtividade. Pela nuvem hoje é possível medir o que de fato está sendo consumido pelo usuário. Se ele usa apenas o e-mail, ou se faz somente chamadas de áudio, e raramente acessa a rede social corporativa. Isso permite à empresa criar ações estratégicas em conjunto com algumas áreas de empresa, como RH, ou Marketing, ou outras áreas que estão interessadas em uma adoção de determinados canais ou consumo de tecnologia da empresa.

Algumas campanhas podem ser implementadas no sentido de incentivar os usuários a se inscreverem em treinamentos, por exemplo. Quanto mais usuários engajados na adoção das ferramentas de produtividade, mais precisa será a medição de consumo tecnológico. Aqui tratamos de valorizar o investimento em TI, de ROI efetivo, pois as ferramentas consomem uma boa parte do orçamento de uma corporação e assegurar que a maioria esteja explorando ao máximo esse investimento é uma boa forma do gestor de TI ter certeza que seu budget foi bem aplicado de forma adequada.

Se o modelo de nuvem contratado for o pago pelo uso, de fato, ter muito controle será imprescindível para pagar por aquilo que efetivamente está sendo utilizado na empresa, criando de forma mais detalhada os perfis da empresa, e possibilitando, inclusive, renovar o software mais avançado para quem usa, e endereçar uma versão mais simples para quem não usa, gerando assim redução de custos.

O segundo ponto muito importante na gestão de usuários é como ele próprio pode se controlar. Atualmente algumas plataformas disponibilizam um analytics que fornece dados de autogerenciamento. Ou seja, o quanto o usuário está sendo produtivo, com insights como: Você tem tempo ininterrupto suficiente para realizar seu trabalho? A plataforma auxilia na análise do calendário e mostra, por exemplo, que o usuário participou de muitas reuniões, mas não teve tempo dedicado para “produzir”. Seria um alerta do tipo: você está reservando espaço para você? Você gerencia sua rede de relacionamento de forma proativa? Com quem você está falando mais? Com quem você está deixando de falar? Estes insights podem ajudar muito um profissional a manter o nível de relacionamento alto com as pessoas chaves e, de certa forma, não esquecer de pessoas importantes.

Parece tudo muito novo ou mais do mesmo? A geração à qual você pertence é que vai te mostrar os sinais.

Por Ademir José Tavares, diretor de serviços da SoftwareONE Brasil

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