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GeneXus vê crescimento e quer novos parceiros

Com a digitalização, ferramentas que automatizam o desenvolvimento de softwares ganham mercado

Com a pandemia de Covid-19, muitas empresas se viram forçadas a acelerar o passo em direção à digitalização. Os funcionários tiveram de trabalhar em casa e os serviços em Nuvem explodiram. Toda essa adequação precisa de um componente de software para que sistemas conversem e processos funcionem. Dentro desse cenário, a plataforma Low-code vem se destacando. “Este ano vamos crescer 15%, que é um bom resultado em tempos de pandemia. No próximo ano, se tivermos uma vacina e a economia se recuperar, poderemos crescer 40%, 50% ou mais”, afirma Ricardo Recchi, country manager da GeneXus Brasil, que tem como principal produto em seu portfólio a ferramenta de Low-code GeneXus. “O Gartner diz que em 2024, 65% dos aplicativos de negócios serão desenvolvidos nessa plataforma”, diz o executivo.

O Low-code Development Platform – LCDP, consiste em um software que fornece ambiente gráfico para os programadores criarem aplicativos com pouca ou nenhuma programação manual, ao invés da programação tradicional, feita com linhas de código. Trata-se de uma maneira visual, mais rápida e prática de desenvolver aplicações, que não é bem vista por programadores que temem perder o emprego.

No dia 20 de outubro lançamos a versão 17 do GeneXus em um evento online. Ela traz uma série de novas funcionalidades, está mais robusta, flexível, ajudando no desenvolvimento de aplicativos em um prazo muito curto e com qualidade  

E prevendo este aumento na demanda, a GeneXus está em busca de novos parceiros comerciais. Atualmente, 14 empresas integram o grupo de Solutions Partners e a meta é encerrar o ano com mais de 20 parceiros, um aumento de 50%. A empresa também espera ampliar os agentes de vendas, chamados Sales Partners, que são responsáveis pela prospecção de clientes a partir dos distribuidores, que são quatro: BXT – Business Xtreme Technologies, que atende os três estados do Sul; a Eurística, que atua no Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados para cima, menos Brasília, que é território livre; a Socium Partner, que fica com São Paulo, capital e boa parte do interior; e a Ceos TI, que atua na região de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Piracicaba.

“O Solution Partner é uma empresa com vocação para serviços, como consultoria, pode ser uma fábrica de software que faz projetos sob medida ou uma software house que queira fazer um produto próprio usando GeneXus. Tem o Solution Partner de produto e o de serviço e buscamos os dois perfis”, diz Recchi. “Em algumas regiões do País, a nossa rede de parceiros não é tão grande e é bom ter parceiros de serviços mais próximos dos clientes”, explica.

Há três níveis de Solution Partner (Silver, Gold e Platinum), cada um tem um conjunto de pré-requisito para ser um parceiro certificado, envolvendo número de profissionais com certificação, quantidade de licenças, participação em eventos etc. De acordo com o nível, eles recebem benefícios, como cursos gratuitos, participação em eventos exclusivos, descontos em licenciamento de produtos ou treinamento.

“O Solution Partner é mais independente, pode ir em qualquer cliente. Imagine que ele seja uma empresa que desenvolve projetos sob medida, é contratado por uma empresa que não é usuário Genexus, que pede para desenvolver uma aplicativo mobile. Ele também pode ter um cliente que usa GeneXus, que pede para ele fazer um desenvolvimento e depois entregar o código-fonte. Nenhum dos dois casos tem a ver com o distribuidor”, explica Rechhi.

Já o Sales Partner vai a campo prospectar e vender licenças da ferramenta e por isso o seu relacionamento é com o distribuidor, que faz a venda final. “Esse alinhamento é necessário por causa do território de atuação, pois duas empresas não podem bater cabeça no mesmo cliente”, explica o executivo.

Vantagens
Segundo Recchi, com as várias tecnologias que existem atualmente, está cada vez mais complicado fazer a integração, já que também há uma escassez de mão de obra especializada em TI. “Imagine que a empresa vá fazer um projeto que envolve uma parte na Web, vá armazenar na Nuvem e outra parte vá rodar em celulares com iOS e Android. Serão necessários profissionais com conhecimentos em Java ou .NET, outro para configurar a Nuvem e dependendo de quantas Nuvens, pode ser mais de um, e também será necessário alguém para programar iOS e outro para Android. No mínimo, serão cinco profissionais”, diz o executivo. “Com o GeneXus, será preciso só um, pois a ferramenta encapsula toda essa complexidade. O desenvolvedor faz as telas e o sistema gera os aplicativos para as diferentes plataformas, e ainda faz a instalação na Nuvem que ele escolher, tudo isso de forma mais rápida. Por isso o Low-code vai crescer no mundo”, garante Recchi.

“No dia 20 de outubro lançamos a versão 17 do GeneXus em um evento online. Ela traz uma série de novas funcionalidades, está mais robusta, flexível, ajudando no desenvolvimento de aplicativos em um prazo muito curto e com qualidade”, afirma. “A versão traz uma melhor integração com chatbots, já suportamos novas tecnologias como Blockchain, Inteligência Artificial e reconhecimento de imagem e voz”, diz o executivo.

Serviço
www.genexus.com

 

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  • Genexus teria tudo para dar certo, caso promovesse um forte investimento. Faltam profissionais qualificados, suportes/materiais na internet, lança todo ano uma nova versão. Eles precisam focar em uma versão e promover os melhores profissionais a criarem conteúdo na internet que auxilie os usuários. Desenvolver através do Genexus é 10x mais rápido, quando tudo dá certo. Quando um bug aparece, é 10x mais lento para resolver, porque não existem casos parecidos. E o custo da licença é um absurdo.

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