A indústria de software entrou definitivamente na era do “software express”. Interfaces são geradas em segundos, protótipos surgem em minutos e aplicações inteiras passam a ser estruturadas com o apoio da Inteligência Artificial Generativa. Segundo o Gartner, 75% dos engenheiros de software devem utilizar IA para apoiar as rotinas de desenvolvimento até 2028.
A ascensão dos modelos Generativos trouxe ganhos relevantes de produtividade, mas também introduziu uma camada de incerteza.
Soluções baseadas exclusivamente em probabilidades podem gerar resultados plausíveis, porém nem sempre corretos, auditáveis ou sustentáveis no longo prazo. Em ambientes corporativos, essa lacuna pode se traduzir em riscos operacionais e custos significativos.
É nesse contexto que a escolha da plataforma se torna uma decisão estrutural. Com a consolidação do desenvolvimento agêntico, no qual múltiplos agentes, humanos e inteligentes, atuam de forma colaborativa na criação, manutenção e evolução de sistemas, focar em requisitos estratégicos, como Segurança, se torna importante.
Mas, para que essa dinâmica funcione, é indispensável um ambiente capaz de coordenar interações, validar ações e garantir coerência entre todas as partes envolvidas.
Na prática, três critérios se destacam:
O primeiro fator é a capacidade de garantir Segurança e integridade desde o núcleo. Em um cenário com múltiplos agentes interagindo com sistemas críticos, depender de integrações improvisadas ou camadas externas pode fragilizar a operação. Plataformas robustas incorporam validações, controles e Governança de forma nativa, reduzindo riscos conforme a complexidade cresce.
O segundo passo é a existência de uma base estruturada de conhecimento, focado em organizar e preservar a lógica do negócio. Plataformas que mantêm esse conhecimento de forma explícita, auditável e reutilizável permitem crescimento consistente, mesmo em ambientes dinâmicos. Segundo o MIT Sloan Management Review Brasil, apenas uma parcela limitada das empresas consegue avançar com consistência na integração de tecnologias como IA aos processos de trabalho, reforçando o desafio de estruturar esse conhecimento.
O terceiro critério é a capacidade de evoluir sem rupturas. A história da tecnologia mostra que linguagens, arquiteturas e frameworks mudam rapidamente. Empresas que constroem sistemas focados apenas na tecnologia do momento acabam presas a ciclos constantes de reescrita. Já abordagens orientadas à abstração e ao conhecimento permitem adaptar aplicações a novos paradigmas, incluindo a própria IA, com muito menos atrito. Sem essa base, a promessa de produtividade pode rapidamente se transformar em fragmentação, inconsistência e perda de controle.
A Inteligência Artificial redefine o processo de desenvolvimento. Ela acelera, automatiza e amplia possibilidades. Mas não substitui a necessidade de estrutura. Na era Agêntica, a vantagem competitiva estará em criar mais rápido e em sustentar melhor.
Plataformas deixam de ser apenas ferramentas de desenvolvimento e passam a ser o alicerce que garante que tudo o que foi construído continue funcionando, evoluindo e gerando valor ao longo do tempo. Escolher essa base, portanto, não é apenas uma decisão técnica, é uma decisão estratégica de negócio.
Por Alex Melo, gerente de Suporte Técnico da GeneXus by Globant.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
EXCLUSIVA DIGITAL

VERSÃO LATAM
Agora a versão digital também é LATAM
Baixe o nosso aplicativo















