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Rápida evolução das ameaças e escassez de talentos são desafios de Cibersegurança no Brasil

A resiliência cibernética depende da capacidade das organizações de antecipar e responder de forma coordenada a incidentes cada vez mais complexos

Rápida evolução das ameaças e escassez de talentos são desafios de Cibersegurança no Brasil

De acordo com o relatório mais recente do Laboratório de Inteligência e Análise de Ameaças da Fortinet, o Brasil registrou 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos durante o primeiro semestre de 2025. Em toda a América Latina, a região foi responsável por quase um quarto das detecções globais. O relatório também alerta que os cibercriminosos estão usando táticas cada vez mais seletivas e precisas, conduzindo atividades de reconhecimento a uma taxa de cerca de 36.000 tentativas por segundo, elevando significativamente os riscos para as organizações.

Segundo a Tata Consultancy Services, empresa global de tecnologia e especialista em Cibersegurança, os desafios atuais exigem atualizações constantes nas estratégias corporativas. “A resiliência cibernética depende da capacidade das organizações de antecipar e responder de forma coordenada a incidentes cada vez mais complexos. A rápida evolução das ameaças, a escassez de talentos especializados e a falta de coordenação efetiva entre os setores público e privado estão entre os principais desafios para o Brasil”, afirma Alexis Aguirre, líder de Cibersegurança para a América Latina da TCS.

Uma interrupção digital pode levar a perdas multimilionárias e comprometer infraestruturas críticas, particularmente em setores como bancos, energia, logística e administração pública  

Trilhões de dólares em risco
O impacto dos ataques cibernéticos vai além da esfera tecnológica, afetando diretamente a continuidade operacional, a confiança do consumidor e a estabilidade econômica. Uma interrupção digital pode levar a perdas multimilionárias e comprometer infraestruturas críticas, particularmente em setores como bancos, energia, logística e administração pública. Além disso, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, projeta-se que o impacto econômico global do cibercrime atinja US$ 24 trilhões até 2027.

Um relatório da Tata Consultancy Services analisou a dívida de segurança tecnológica, definida como o risco acumulado enfrentado pelas organizações quando os investimentos em Cibersegurança são adiados e os sistemas não evoluem no mesmo ritmo da Transformação Digital. O estudo concluiu que essa dívida cresce exponencialmente, deixando as empresas vulneráveis a uma complexa rede de riscos que ameaçam sua estabilidade financeira, reputação e até mesmo sobrevivência.

O relatório propõe uma estrutura de gerenciamento da dívida de Segurança tecnológica baseada em seis pilares: gerenciamento centralizado e personalizado para eliminar vulnerabilidades; utilização plena das ferramentas de Segurança; proteção abrangente com monitoramento contínuo e sem pontos cegos; uma arquitetura coerente e unificada para evitar a fragmentação; testes e simulações contínuos; e remediação proativa e contínua de pontos fracos.

“Fortalecer as capacidades locais e promover a cooperação internacional são atitudes essenciais para construir um ecossistema de Cibersegurança sustentável. Iniciativas focadas no compartilhamento de informações, na padronização das melhores práticas e no desenvolvimento de talentos especializados podem ajudar a preencher as lacunas existentes e melhorar as capacidades de detecção precoce contra ameaças emergentes”, conclui o executivo da TCS.

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