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Rimini Street acelera IA Agêntica no Brasil e no mundo

Empresa registra recorde de contratos futuros, impulsionada por soluções de IA com agentes, expansão internacional e posicionamento como alternativa à dependência de grandes fornecedores de ERP

Rimini Street acelera IA Agêntica no Brasil e no mundo

As ações da Rimini Street acumularam valorização superior a 40% nos últimos 12 meses. Essa valorização reflete uma reconfiguração estratégica da empresa, que deixou de ser apenas uma provedora de suporte independente para Oracle, SAP e VMware, e passou a se posicionar como uma plataforma de inovação de ERP com agentes de IA, um mercado que cresce diante da frustração das organizações com os custos e a rigidez dos roadmaps impostos pelos grandes fabricantes.

Os resultados do quarto trimestre e do ano fiscal de 2025, divulgados em fevereiro de 2026, sustentam essa trajetória. A empresa encerrou o ano com receita de US$ 421,5 milhões, lucro líquido de US$ 37,1 milhões e um recorde de US$ 652,9 milhões em Obrigações de Desempenho Restantes (RPO), alta de 11,1% ano a ano, indicador que sinaliza a receita futura já contratada. O caixa da companhia aumentou 35%, alcançando US$ 120 milhões.

ERP está atingindo seu limite técnico, e nós entregaremos novas capacidades e execução de processos de forma mais rápida e mais econômica  

O catalisador principal da virada é a aposta em soluções de ERP com agentes de IA. No quarto trimestre, a Rimini Street lançou 20 soluções Rimini Agentic UX, Powered by ServiceNow, que automatizam processos de ERP com Inteligência Artificial e podem ser implementadas em dias ou semanas, sem exigir atualizações, migrações ou replataformização dos sistemas existentes. A empresa também publicou em um white paper que o modelo tradicional de ERP está obsoleto e propondo uma arquitetura de próxima geração construída sobre os sistemas já instalados.

“O ERP está atingindo seu limite técnico, e nós entregaremos novas capacidades e execução de processos de forma mais rápida e mais econômica”, afirmou Seth Ravin, CEO da Rimini Street. A mensagem é direcionada a um público crescente de organizações que resistem a migrações forçadas para a Nuvem impostas por fabricantes como a Oracle e a SAP, e que buscam alternativas para extrair mais valor de seus investimentos em software existente.

Três pesquisas globais divulgadas pela Rimini no final de 2025 reforçam esse cenário: uma com quase 4.300 líderes C-level revelou pressão crescente por inovação com IA e frustração com roadmaps de fornecedores; outra indicou que clientes de Oracle Database estão migrando para suporte independente em busca de economia e recursos para inovação; e uma terceira, com 455 clientes SAP, mostrou que 83% das organizações que adotam suporte independente têm desempenho acima da média, contra apenas 27% com abordagens tradicionais lideradas pela SAP.

Presença no Brasil
Entre os cases de destaque do trimestre está a brasileira Ypê, uma das empresas de bens de consumo do País e já cliente de suporte para SAP S/4Hana, que agora está acelerando suas iniciativas de IA com agentes por meio da adoção da plataforma Rimini Agentic UX. O caso ilustra a estratégia da Rimini Street de converter clientes de suporte em adotantes de suas novas soluções de IA.

Para 2026, a empresa projeta crescimento de receita entre 4% e 6% e margens de EBITDA ajustado entre 12,5% e 15,5%. O CFO da empresa, Michael Perica, destacou que a companhia encerrou 2025 com balanço sólido após quitar integralmente a linha de crédito rotativa e recomprar aproximadamente 1,9 milhão de ações por US$ 7,6 milhões ao longo do ano.

Serviço
www.riministreet.com

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