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Distrito investiga o caminho para a transformação cognitiva no uso da IA em empresas brasileiras

Levantamento realizado com 129 companhias via metodologia AI Transformation Index (ATI) aponta que a Governança ainda é o principal ponto cego das organizações

Distrito investiga o caminho para a transformação cognitiva no uso da IA em empresas brasileiras

O Distrito, empresa de Inteligência Artificial (IA) e transformação estratégica, anuncia os resultados do seu primeiro relatório de maturidade em IA, baseado na metodologia AI Transformation Index (ATI). A ferramenta de diagnóstico
para o mercado C-Level revela que estratégia, cultura e pessoas explicam mais de 80% do sucesso na adoção da tecnologia e devem ser prioridade nas empresas.

A análise, feita a partir de 129 respostas, aponta que o sucesso na implementação da tecnologia não acompanha automaticamente o investimento financeiro – e sim o desenvolvimento de capacidades humanas e organizacionais. No questionário, também era possível avaliar o nível de adoção da tecnologia, identificar falhas, orientar e elaborar
estratégias sob medida.

O Dado mais importante do diagnóstico é que a maturidade em IA cresce quando a organização desenvolve estratégia clara, cultura de aprendizado e pessoas preparadas  

“O Dado mais importante do diagnóstico é que a maturidade em IA cresce quando a organização desenvolve estratégia clara, cultura de aprendizado e pessoas preparadas. Comprar tecnologia é necessário, porém insuficiente”, analisa Gustavo Araújo, cofundador e CIO do Distrito.

O relatório ainda revela que os pilares com maior correlação com o score geral de maturidade em IA são aqueles ligados à transformação organizacional – e não necessariamente aos seguintes ativos técnicos:
Capacidade de reinvenção: apresenta a correlação de 0,96 com maturidade geral.
 Valor gerado pelo uso da IA: indica uma correlação de 0,90.
Cultura, Estrutura e Talentos: concentram correlações superiores a 0,85.

Em contrapartida, o pilar de Dados e Infraestrutura – frequentemente visto como a prioridade número um das áreas de TI – apresentou uma correlação substancialmente menor (0,62). Isso significa que ter uma base de Dados robusta, por si só, não garante que a empresa suba de patamar na jornada de IA.

Um dos achados mais críticos do Distrito é que a governança e a IA responsável são os pilares mais frágeis do mercado. Mesmo em empresas de tecnologia e áreas de inovação, os scores de Governança figuram entre os 25% mais baixos.

O estudo comparou startups e grandes corporações e encontrou um desafio comum: ambos os grupos apresentam desempenho igualmente baixo em governança, com médias próximas a 5 pontos (em uma escala de 0 a 10).

“Existe uma falsa sensação de maturidade quando a empresa domina ferramentas, mas não estrutura processos e responsabilidades. A transformação cognitiva exige Governança para escalar decisões feitas com IA”, afirma
Araújo.

A diferença entre as empresas que lideram a adoção de IA e as que ficaram para trás não reside no “tech stack” (conjunto de ferramentas), mas na integração da IA à estratégia e no desenvolvimento de talentos. Enquanto empresas maduras adaptam seus times, as retardatárias falham ao tentar implementar iniciativas isoladas sem o engajamento da liderança. “Não existe atalho tecnológico. Sem pessoas capacitadas, a IA não vira competência organizacional, vira apenas um projeto de prateleira”, reforça Araújo.

Do diagnóstico à ação
A metodologia ATI avalia a maturidade a partir de dez pilares, gerando o ATI Score. A partir desses Dados, o Distrito atua em três frentes para apoiar a jornada de transformação:
AI Strategy: definição de prioridades e arquitetura.
AI Education: capacitação prática.
 AI Factory: desenvolvimento e escalonamento de soluções.
 AI Ecosystem: Conexão com o ecossistema de inovação e startups para acelerar a
transformação.

“O papel do diagnóstico não é entregar uma nota; trata-se de criar consciência para transformar intenção em valor real”, conclui Araújo.

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