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O perigo silencioso da era da hiperconectividade

Em tempos de hiperconectividade, o ambiente digital nunca foi tão dinâmico e vulnerável ao mesmo tempo. As ameaças que as empresas enfrentam ultrapassam os ataques tradicionais e visíveis: hoje, os principais perigos são aqueles que passam despercebidos, os chamados riscos invisíveis.

Estes riscos são falhas silenciosas, brechas não mapeadas, acessos não monitorados e configurações equivocadas que abrem portas para Ciberataques devastadores antes mesmo que alguém perceba. Eles se escondem em dispositivos não inventariados, softwares desatualizados, redes mal configuradas e na falta de governança sobre ativos digitais. Por serem invisíveis, não são detectados pelas tradicionais análises de segurança, exigindo das empresas uma postura ativa, preditiva e contínua de monitoramento.

O crescimento acelerado do trabalho remoto, a integração intensa de dispositivos IoT, o uso múltiplo de Nuvens e fornecedores SaaS, além da expansão das redes 5G e Wi-Fi 7, ampliaram enormemente a superfície de ataque. Cada nova conexão, cada novo acesso fora do radar, representa uma brecha potencial para invasores. É um desafio que cresce junto com a digitalização das operações empresariais.

Entre os riscos que mais impactam as organizações hoje estão os chamados “ativos fantasmas”, dispositivos que não estão cadastrados nem atualizados, e o “Shadow IT”, que se refere ao uso de soluções não autorizadas, tornando o ambiente ainda mais opaco. Soma-se a isso o problema dos acessos privilegiados sem controle rigoroso, muitas vezes mantidos por ex-funcionários ou fornecedores, e a falta de visibilidade sobre a rede e os dispositivos remotos.

A boa notícia é que esses riscos invisíveis não são inevitáveis. A partir de ações concretas, é possível mitigá-los antes que causem prejuízos. O ponto de partida é um inventário robusto e atualizado de todos os ativos digitais. Com ele, a TI ganha um mapa preciso para controlar o que está conectado e qual a criticidade de cada elemento.

Além disso, a adoção de monitoramento contínuo, preferencialmente apoiado por Inteligência Artificial, traz a capacidade de detectar comportamentos anômalos e responder automaticamente a ameaças, elevando em muito o grau de proteção. Paralelamente, fortalecer a governança de acessos aplicando autenticação multifator, revisões periódicas e políticas de Zero Trust reduz a chance de invasões internas e externas.

A auditoria constante dos contratos e serviços usados pela empresa também é fundamental para eliminar acessos e custos desnecessários, além de garantir que fornecedores não tenham privilégios além do necessário. E, claro, investir na educação dos colaboradores mantém o maior risco, o fator humano, sob controle, prevenindo incidentes causados por descuidos ou ataques de engenharia social.

Ignorar esses riscos invisíveis pode significar não apenas perdas financeiras, mas paralisações, vazamentos de Dados críticos, danos reputacionais e até sanções legais. Investir em visibilidade, governança e monitoramento contínuo reforça a Segurança e também torna a operação mais eficiente e resiliente.

Em um mundo onde a conectividade aumenta a velocidade dos negócios, a Segurança Digital deve ser uma estratégia proativa e permanente. Mais visibilidade significa menos risco e mais confiança para avançar com segurança.

Por Bruno Gomes, CEO da BTB Soluções.

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