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IA, escassez de talentos e novas demandas aceleram uma ruptura inevitável no trabalho

Randstad projeta um ano marcado pela consolidação de mudanças profundas, em que o RH deixa de ser suporte e assume o comando estratégico das organizações

IA, escassez de talentos e novas demandas aceleram uma ruptura inevitável no trabalho

Para 2026, a Randstad projeta a Inteligência Artificial como uma aliada decisiva para ampliar produtividade e eficiência nas organizações. Dados recentes do estudo Talent Trends 2025, da companhia, mostram que 7 em cada 10 líderes de RH esperam acelerar a adoção de IA nos processos de gestão de talentos, enquanto 68% dos profissionais afirmam que desejam aprender novas habilidades para acompanhar essas mudanças.

Fabio Battaglia, CEO da Randstad no Brasil, reforça essas e outras tendências a partir de um compilado de estudos globais, análises de mercado, Dados proprietários e insights de interações com clientes e talentos. Segundo ele, 2026 deve consolidar transformações profundas no universo do trabalho, impulsionadas pela aceleração tecnológica, pela escassez de profissionais qualificados e pela crescente demanda por flexibilidade e propósito, especialmente entre as gerações mais jovens. Nesse cenário, o RH deixa de ser uma área de suporte para assumir um papel estratégico no centro das decisões corporativas.

Outra força determinante é a rotatividade crescente, especialmente entre a Geração Z, que apresenta ciclos de permanência mais curtos, maior foco em desenvolvimento e baixa tolerância a ambientes pouco flexíveis  

“A Inteligência Artificial deixa de ser promessa e passa a ocupar um papel estruturante na estratégia de pessoas. Não se trata apenas de automação, mas de elevar a precisão, a eficiência e a qualidade das decisões — do recrutamento à jornada do colaborador”, afirma Fabio.

Carreira orientada por habilidades e trocas intergeracionais moldando o negócio
Uma das principais tendências apontadas pelo CEO é a transição do modelo baseado em cargos para estruturas orientadas por habilidades, a chamada de Pixelização do Trabalho. Em 2026, as empresas devem acelerar a adoção de modelos mais fluidos, em que competências transferíveis ganham mais peso do que formação acadêmica ou trajetória linear. Esse movimento, impulsionado pela expansão da automação e pelo aumento do custo de contratação e requalificação, deve fomentar carreiras mais dinâmicas, descrições de vagas mais modernas e processos mais precisos de mapeamento.

Outra força determinante é a rotatividade crescente, especialmente entre a Geração Z, que apresenta ciclos de permanência mais curtos, maior foco em desenvolvimento e baixa tolerância a ambientes pouco flexíveis. Para 2026, há uma tendência de que as empresas repensem estratégias de retenção, acelerem processos de onboarding e criem microcarreiras, redesenhando experiências de trabalho que unam propósito, velocidade e autonomia.

Fabio Battaglia, CEO da Randstad no Brasil

Fabio reforça a importância de gerações trabalhando juntas, destacando que a combinação de perspectivas, experiências e repertórios cria uma inteligência coletiva capaz de acelerar decisões e tornar as organizações mais fortes e competitivas.

A IA como parte estratégica do negócio e do RH
A Inteligência Artificial deixa de ser uma ferramenta pontual e passa a atuar como copiloto na tomada de decisão. Triagens automatizadas, entrevistas guiadas por IA, análises preditivas de turnover e ferramentas de apoio à liderança tornam os processos mais eficientes. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com ética, transparência e governança, especialmente diante de modelos semelhantes aos adotados na Europa.

Paralelamente, o mercado brasileiro entra definitivamente na era da requalificação orientada por IA. Plataformas inteligentes passam a criar trilhas personalizadas de aprendizagem, identificando lacunas e sugerindo evoluções que acompanham os profissionais ao longo da carreira — um avanço que beneficia tanto jovens em início de jornada quanto talentos 50+.

Para a Randstad, 2026 será o ano em que inteligência humana e Inteligência Artificial caminharão definitivamente juntas. A missão das empresas será preparar talentos e lideranças para esse novo ambiente, antecipar necessidades com base em Dados e criar condições para que pessoas e negócios prosperem em um cenário de rápidas transformações.

Fabio Battaglia, CEO da Randstad no Brasil

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