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Como a IA Generativa transforma a gestão de gastos em diferencial competitivo

Gerir gastos com inteligência é um dos diferenciais mais poderosos para manter a competitividade das empresas. Em um ambiente de juros altos e volatilidade global, eficiência deixou de ser meta e virou requisito de sobrevivência. A Inteligência Artificial (IA) Generativa surge como um divisor de águas nesse contexto, transformando dados dispersos em conhecimento acionável. O que antes eram planilhas estáticas, agora se converte em decisões financeiras orientadas por precisão, agilidade e capacidade preditiva.

De acordo com um estudo recente da Gartner, empresa global de pesquisa, 50% dos executivos financeiros planejam aumentar expressivamente seus investimentos em IA Generativa (GenAI). O levantamento também indica que GenAI, Machine Learning e automação inteligente devem absorver a maior parte dos recursos destinados à inovação nos próximos anos, sinal claro de que a tecnologia já faz parte das prioridades estratégicas do setor.

É evidente que a IA Generativa evoluiu de conceito emergente para força concreta de transformação nas finanças corporativas, promovendo ganhos significativos em eficiência, precisão e capacidade estratégica.

Na gestão de gastos, a IA Generativa atua como uma aliada estratégica ao traduzir dados em relatórios automáticos, identificar desvios em tempo real e recomendar ajustes conforme o comportamento financeiro da empresa. Com isso, os gestores ganham agilidade e profundidade analítica, reduzindo o tempo dedicado a tarefas operacionais e ampliando o foco em decisões estratégicas.

O verdadeiro valor dessa abordagem está em aprender com a realidade de cada organização. À medida que os modelos evoluem, eles passam a compreender o contexto do negócio, ajustando recomendações de forma personalizada, relevante e estratégica.

Mas há um alerta importante: adotar IA sem retorno é apenas aumentar custos. Segundo a Forrester, 44% dos CIOs e CTOs estão priorizando iniciativas com Retorno sobre Investimento (ROI) comprovado. Para atingir esse resultado, é indispensável investir em governança de dados, priorização criteriosa de casos de uso e gestão de riscos algorítmicos. Iniciativas falham quando a organização ignora a maturidade de dados e o preparo cultural exigidos pela transformação.

Quando bem implementada, a IA Generativa tem o potencial de redefinir o papel da área financeira, tornando-a mais ágil, estratégica e orientada por insights. Mas isso só acontece com liderança comprometida, visão técnica e disciplina de execução: pilares da verdadeira inteligência que gera valor real para o negócio.

Por Marcos Silva, diretor de Tecnologia da Falconi

 

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